Horta congelou dragões aos 90+5 e dá ao Braga a Taça da Liga

Ricardo Horta foi herói e marcou o golo da vitória aos 90+5, a apenas alguns segundos do final da partida, quando já todos se preparavam para as grandes penalidades, sagrando assim o Sporting de Braga o vencedor da Taça da Liga e o chamado “Campeão de Inverno”. Já os dragões, esses perderam a hipótese de conquistar o primeiro título do ano.

FC Porto e Braga entravam em campo para tentar decidir quem seria o novo detentor da Taça da Liga. Na 13ª edição da competição, os bracarenses procuravam a sua segunda Taça da Liga, enquanto os dragões queriam a sua estreia a vencer a competição. As expectativas eram altas depois de as equipas se terem defrontado para o campeonato apenas uma semana antes.

Do lado do Braga, Ruben Amorim apostou nos habituais titulares, alinhando com Matheus; Tormena, Bruno Viana, Raul Silva e Sequeira; Esgaio, Fransérgio, Palhinha e Ricardo Horta; Paulinho e Galeno.

Por sua vez Sérgio Conceição voltou a dar o seu voto de confiança ao jovem guardião Diogo Costa. De resto, o FC Porto alinhou de início com Corona, Mbemba, Marcano e Alex Telles; Otávio, Danilo, Sérgio Oliveira e Luis Díaz; Marega e Soares.

O árbitro Luís Godinho apitou e cedo o jogo mostrou estar com grande intensidade de parte a parte. Apenas cinco minutos depois da bola começar a rolar, foi o Sporting de Braga o primeiro a criar perigo, após Ricardo Horta deferir um grande remate de fora de área que embateu na baliza azul e branca. Estava dado o primeiro sinal de perigo.

O jogo prosseguiu e apenas sete minutos depois deste aviso, foi novamente o extremo português quem assustou os adeptos portistas presentes no Estádio Municipal de Braga. Paulinho  surgiu isolado na linha, cruzou atrasado, apanhando a defesa dos dragões em contra-pé, e com tudo para marcar, Ricardo Horta rematou contra Alex Telles.

Eram os bracarenses quem criavam mais perigo, mas ao minuto 24, após um desentendimento de Matheus e da defesa dos minhotos, Luis Díaz esteve muito perto de abrir o marcador, mas Sequeira conseguiu afastar.

Este jogo distanciava apenas oito dias do último confronto entre ambas as equipas, mas era notória a diferença de mentalidade, especialmente do lado do Sporting de Braga, que ia exercendo uma pressão muito alta, dificultando a saída de bola do FC Porto. Já os dragões, tentavam dominar a posse de bola, mas a pressão alta bracarense fazia com que os ataques rápidos fossem as principais armas dos dragões.

Apesar das dificuldades de construção, ao minuto 33 os dragões criaram grande perigo. Sérgio Oliveira bateu o livre do lado direito e Mbemba cabeceou potentemente com a bola a passar perto da barra. Contudo, o lance já tinha sido anulado por fora-de-jogo do central.

Apenas dois minutos chegou uma oportunidade em flagrante para o FC Porto. Luis Díaz corta para o meio, cruza em rutura para Corona que aparecu isolado frente a Matheus e teve tempo para tudo, mas acabou por rematar contra o guardião brasileiro. Na recarga, foi a vez de Tiquinho Soares rematar com grande estrondo à barra. Grande oportunidade desperdiçada pelos dragões.

O FC Porto ia crescendo na partida, criando dificuldades na saída de bola do Braga e encontasdo cada vez mais os guerreiros no seu meio-campo. No entanto, antes do intervalo apenas um livre de Alex Telles que foi ao lado da baliza bracarense criou algum perigo. As equipas chegavam ao intervalo empatadas num jogo de equilíbrio.

A segunda parte começou com exatamente os mesmos 22 jogadores dos primeiros 45 minutos. Contudo, logo aos 48 minutos Ruben Amorim fez entrar Francisco Trincão, um dos grandes destaques do Braga nesta época, para o lugar de Galeno.

Os primeiros 15 minutos da segunda parte não foram agradáveis para nenhuma das duas equipas. Do lado do Braga, Tormena teve que sair por lesão, enquanto do lado do FC Porto foi Marcano que assustou, mas acabou por continuar em campo.

Quem visse a primeira parte do jogo e a segunda pensaria certamente estar a ver duas partidas totalmente distintas. Apesar de sem golos, os primeiros 45 minutos tinham sido ricos em oportunidades e bastante mais partidos, enquanto a segunda parte estava bastante mais lenta, sem oportunidades flagrantes de golos e com um maior combate no centro do terreno.

O relógio ia avançando e o estado de fraca qualidade do jogo começava a gritar pelas grandes penalidades. Luís Godinho deu seis minutos de compensação e logo no primeiro desses seis, após um livre batido por Trincão, Raúl Silva cabeceou à barra. Podia ter decidido o jogo já nos minutos finais.

Raúl Silva avisou e o Braga continuou a insistir. Aos 90+5, após muita insistência, Paulinho rematou de fora da área e a bola ressaltou na defesa portistas, isolando Ricardo Horta, que só teve de encostar a meros segundos do fim. O lance ainda foi ao VAR, mas acabou mesmo por ser validado.

Luís Godinho apitou logo de seguida para o final do jogo e o Braga sagrou-se o vencedor da edição 2019/20 da Taça da Liga, com um golo já nos instantes finais que gelou as esperanças dos dragões.

 

Fonte da Imagem: A Bola

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.