Crónica: Porto vence e reduz distância pontual para Benfica em clássico de loucos

O Porto recebeu e venceu o Benfica num jogo repleto de golos e emoção. Os tentos foram apontados por Sérgio Oliveira, Alex Telles (penalti), Rúben Dias (autogolo) e Vinícius, que bisou.

Começou às 20:30 no Estádio do Dragão o clássico referente à 20ª jornada que poderá ter uma grande influência na decisão do campeão nacional. Em caso de vitória do Porto, (segundo classificado) a diferença entre os dois emblemas passaria a ser de apenas quatro pontos, relançando a corrida pelo título. Com um empate no marcador no final dos 90 minutos, a margem entre o Benfica (primeiro classificado) e os azuis e brancos continuaria a ser de sete pontos. Já se houvesse uma vitória dos visitantes, a distância entre os dois clubes aumentaria para dez pontos, diminuindo consideravelmente as esperanças portistas. O juiz da partida foi Artur Soares Dias.

Sérgio Conceição modificou quase totalmente a equipa inicial em relação ao último jogo, mantendo apenas Marega e Luis Díaz. Os onze jogadores que começaram a partida foram: Marchesín, Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Luis Díaz, Marega e Soares

Já Bruno Lage operou quatro alterações em relação aos onze jogadores apresentados de início no último encontro. Foram elas a saída de Seferović, Cervi, Gabriel e Jardel e as entradas de Vinícius, Rafa, Weigl e Ferro. O onze titular escolhido foi: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Taarabt, Weigl, Chiquinho, Rafa, Vinícius.

O Porto entrou melhor no jogo fruto da elevada pressão exercida que impediu o Benfica de controlar a posse de bola e manifestou a sua superioridade através de uma oportunidade de golo logo no sétimo minuto. Na sequência de um livre, Uribe efetua um cruzamento para Pepe que, no coração da área benfiquista, cabeceia um pouco ao lado.

Apenas três minutos depois, os dragões conseguiram mesmo inaugurar o marcador. Otávio subiu pela ala direita quase até à linha de fundo, trabalhou bem sobre Grimaldo e lançou a bola para a área, que foi correspondida por um remate colocado de Sérgio Oliveira no canto inferior direito da baliza, não dando hipóteses de defesa ao guardião grego.

A equipa da casa acabou por abrandar um pouco depois do primeiro golo e, após uma ligeira ameaça protagonizada por Rafa, o Benfica repôs a igualdade no marcador no minuto 18 através de uma boa jogada coletiva que culminou num cruzamento de Rafa vindo da ala direita para Chiquinho que, com um bom cabeceamento, forçou Marchesín a enorme defesa que, contudo, de pouco serviu uma vez que, na recarga, Vinícius só teve de encostar.

Com o tento encarnado a partida ficou mais bloqueada e equilibrada e a oportunidade de golo seguinte só surgiu no minuto 32, novamente por Sérgio Oliveira. Depois de um mau corte da defesa benfiquista num lançamento lateral, a bola sobrou para o português à entrada da área que rematou forte, mas ao lado.

Pouco tempo depois, a equipa da casa beneficiou de uma mão na bola de Ferro na sua grande área defensiva. Após o compasso de espera habitual associado ao apoio do VAR, Artur Soares Dias assinalou penalti que foi batido de forma bem sucedida por Alex Telles no minuto 38.

Com a recuperação da vantagem, o Porto ganhou novo alento e voltou a impor-se na partida, conseguindo ainda ampliar a diferença no marcador antes do intervalo, à passagem do minuto 44. Marega consegiu isolar-se nas costas de Ferro na parte lateral da grande área e tentou o cruzamento rasteiro para Soares que foi intercetado por Rúben Dias que, involuntariamente, acabou por colocá-la nas próprias redes.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, o Benfica entrou mais forte na segunda metade, conseguindo reduzir a desvantagem logo ao minuto 50. Rúben Dias efetuou um passe longo para a grande área, Rafa amorteceu com uma grande receção e, de calcanhar, deu para Vinícius bisar na partida com um remate rasteiro e colocado.

Quase de seguida, os dragões podiam ter voltado a aumentar a vantagem. Num canto, Marcano subiu mais alto que todos e cabeceou para Pepe que, apesar de estar isolado em frente da baliza, rematou enrolado e muito ao lado.

A segunda parte foi repleta de oportunidades para os dois lados devido ao facto de o Benfica correr atrás do prejuízo e de, por esse motivo, dar muito espaço para contra golpes do Porto. O lance de perigo seguinte surgiu no minuto 64 através de um livre direto cobrado por Sérgio Oliveira que passou escassos centímetros ao lado.

Três minutos depois, foi a vez das águias ameaçarem. Pepe perdeu a bola para Vinícius em zona proibida e este cruzou rasteiro para o recém entrado Seferović (substituiu Taarabt) que, quase na pequena área, se esticou mas só conseguiu tocar ao de leve na bola, passando assim o perigo.

No minuto 72, Otávio adiantou a bola para Luis Díaz que entrou na área pela esquerda e rematou com força junto ao chão, obrigando Vlachodimos a boa intervenção.

O jogo estava completamente partido e, passados somente dois minutos, Vinícius passou a bola à entrada da área para Chiquinho que rematou potente ligeiramente ao lado.

Nos minutos finais, o Benfica “pôs toda a carne no assador”, acabando o jogo com três pontas-de-lança – Vinícius, Seferović e Dyego Sousa (estreia com a camisola encarnada) – numa tentativa desesperada de chegar à igualdade. Porém, a equipa não conseguiu ligar jogo e expôs-se defensivamente, oferecendo duas oportunidades aos azuis e brancos.

No minuto 86, Vítor Ferreira, (entrou para o lugar de Otávio) com muito espaço no meio campo, subiu até à entrada da área e forçou o guarda-redes encarnado a nova defesa.

No último minuto de compensação, Ferro teve uma falha clamorosa e a bola sobrou para Soares que isolou na área Luis Díaz que, no entanto, perdeu demasiado tempo e permitiu a recuperação e corte de Ferro.

O resultado final manteve-se assim no 3-2, números que fazem justiça ao que se passou durante os 90 minutos, principalmente na primeira parte, onde o Porto foi superior e conseguiu construir uma vantagem de dois golos. Na segunda metade, o Benfica melhorou consideravelmente e a partida foi bastante equilibrada mas a montanha vinda do primeiro tempo foi demasiado grande para os encarnados conseguirem escalar.

 

Fonte da Imagem: Getty Images

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.