Leão vence mas não convence

O jogo teve inicio mesmo antes de o árbitro apitar. Os adeptos do Sporting realizaram uma manifestação pacífica  contra a direcção leonina uma hora e meia antes da partida. Milhares de adeptos juntaram-se perto da rotunda do leão para entoar diversos cânticos contra Frederico Varandas.

As equipas necessitavam dos três pontos para receberem uma lufada de ar fresco. A equipa da casa, caso conquistasse os três pontos, passava para o terceiro lugar devido ao empate do Braga concedido em casa frente ao Gil Vicente. Por outro lado, os visitantes, se levassem a vitória para Portimão, escapariam da zona de despromoção.

Silas surpreendeu e iniciou o jogo num 3-4-3, com Max na baliza, Neto, Coates e Mathieu na linha defensiva, um meio campo composto por Ristovski e Acuña nas alas e Wendel  e Battaglia no miolo e na frente de ataque Vietto, Sporar e Camacho. A equipa de Portimão começou o jogo num 4-3-3, com Gonda a ser o responsável por defender as redes dos alvi-negros, um quarteto defensivo composto por Anzai, Jadson, Possignolo e Henrique, no miolo três jogadores, Lucas Fernandes, Pedro Sá e Bruno Costa e Aylton, Jackson Martínez e Dener como os responsáveis por tentar abanar as redes dos leões.

A formação leonina, sempre com muita posse de bola, não foi capaz de criar muitas oportunidades de golo, excessão feita ao cabeceamento de Battaglia nos minutos iniciais da partida. Sem grandes ocasiões, o Portimonense foi começando a ficar mais atrevido e à medida que o jogo ia decorrendo a formação de Portimão foi ficando mais confortável e a acreditar que seria possivel ferir o leão.

Acreditou tanto que ao minuto 25 Jackson Martínez, que noutras ocasiões, também com outras cores, já marcou ao Sporting, fez o 0-1 no encontro, com um remate forte de pé direito ao poste esquerdo da baliza de Maximiano. Mesmo sem estar a 100%, o colombiano consegue fazer, e de que maneira, a diferença.

Logo após o golo, o Portimonense quase fazia o segundo, por Aylton Boa Morte, não fosse uma excelente intervenção do guarda redes leonino. Os leões jogavam a 10 à hora e o Portimonense, como quem não quer a coisa, lá ia metendo as garras de fora.

Minuto 31, arrancada de Vietto, que só foi travada por Pedro Sá. Amarelo para o médio e livre para a equipa da casa. O veterano central francês, pegou na redondinha e nem houve discussão sobre quem iria bater esta bola. Mathieu, com a canhota, meteu a bola onde a coruja dorme e o Sporting conseguiu assim a igualdade de bola parada. 1-1 num lance de muita classe de Monsieur Mathieu.

Primeira parte extremamente fraca vista em Alvalade por parte de ambas as equipas. Um jogo morto, que se tornava difícil de assistir e que valeu pelos grandes golos de ambos os veteranos, Jackson (33 anos) e Mathieu (36 anos).

Após o descanso, o jogo continuou aborrecido, mesmo com as entradas de Jovane Cabral e de Plata e só aos 65 minutos é que houve uma verdadeira oportunidade de golo, Vietto aparece no cara a cara com Gonda e obriga o japonês a uma grande intervenção.

Esta oportunidade acordou o leão, que se demonstrou mais ativo e dinâmico. Acuña apareceu no flanco direito , cruzou de pé esquerdo para a área, onde aparece Jovane Cabral, que de cabeça, amorteceu para o centro da pequena área, onde estava Jadson, que sem querer, empurrou a bola para o fundo das redes dos algarvios. 2-1 num autogolo de Jadson. Leões na frente para o último quarto de hora da partida.

Mais uma vez, Acuña, desta feita aos 81 minutos, volta a cruzar para o centro da área, para Gonzalo Plata, que num remate à meia volta com o pé esquerdo, atira forte para grande defesa de Gonda.

Aos 88, Plata, mete em profundidade para Wendel, que ao tentar afastar a bola de Gonda, remata forte ao poste esquerda da baliza do japonês.

Nada mais aconteceu e o Sporting fez com que os três pontos ficassem em Alvalade. Uma ligeira melhoria na segunda parte do encontro garantiu a vitória aos leões, caso contrário o resultado poderia ter sido outro. Com este resultado os leões ascendem à terceira posição e os algarvios continuam na luta pela permanência.

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.