Dragão de pouca chama goleia guerreiros da terra de Viriato

O FC Porto impôs goleada na recepção ao Académico de Viseu, em jogo disputado esta noite, a contar para a segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal. Depois de terem empatado a uma bola em Viseu, os dragões carimbaram a passagem à final e vão ter pela frente, o rival da Luz.

Os dragões pautaram os primeiros quarenta e cinco minutos com um jogo de toada calma, com pouca intensidade e lentos no processo ofensivo. O adversário apresentou-se com rigor tático mas a menor qualidade individual do plantel, não permitiu que estes, causassem perigo à baliza de Diogo Costa.

O jogo decorria a um ritmo muito lento com um FC Porto a tentar fazer passes de rotura e a apelar à criatividade de Nakajima, tentando criar desequilíbrios ainda que, sem nutrir grande perigo para o guardião do emblema de Viseu até que, ao minuto 18, um empurrão a Zé Luis dentro da área, permitiu aos dragões abrirem o marcador através de pontapé de pénalti, cobrado por Alex Telles.

Alex Telles abriu o marcador através de um pontapé de pênalti

 

O japonês Nakajima ainda tentou ampliar o marcador ao minuto 29 com um remate forte, mas este saiu junto ao poste esquerdo do dono da baliza adversária.

Assistíamos a um FC Porto a meio gás sem grande intensidade e com processos lentos, e um Viseu organizado que tentava não recuar muito a linha defensiva, evitando perigos maiores. No entanto, antes do apito para o intervalo, ZéLuís esteve perto do golo por duas ocasiões , desferindo um remate forte de fora da área com Ricardo Fernandes a efectuar uma defesa apertada, e ainda na sequência do mesmo lance, Zé Luís volta a estar perto do golo, mas um corte sublime de Mathaus manteve o marcador com vantagem mínima e que em certa medida, alimentava a esperança aos pupilos de Rui Borges.

No regresso para a etapa complementar, os técnicos mantiveram os mesmos onzes com que iniciaram a partida.

Os homens da cidade invicta iam tentando criar lances ofensivos impondo mais profundidade por intermédio de Mbemba mas sem grandes hipóteses para finalização. Sérgio Conceição aos 56′ fez sair Uribe para entrar Sérgio Oliveira, com o intuito  de dar mais frescura ofensiva, beneficiando o poder de remate do brasileiro.

Os visienses iam acreditando e à passagem do minuto 57, um cruzamento tenso para a pequena área poderia ter provocado o golo do empate, não fora o corte providencial de Mbemba.

Sérgio Conceição dava alguns sinais de descontentamento pela inoperãncia dos seus homens mas estava reservada para a última meia hora de jogo, a chama dos dragões. Aos 64 minutos Corona viu Ricardo Fernandes negar-lhe o golo com boa intervenção entre os postes. O jogo nunca fugiu do controlo do FC Porto mas com o segundo golo aos 64 minutos, apontado por Zé Luis, veio dar outra tranquilidade às hostes portistas. O cabo-verdiano finalizou de cabeça um cruzamento de Alex Telles.

A eliminatória estava de feição aos dragões e o mister da casa resolveu refrescar a equipa, poupando alguns jogadores e aos 69 minutos retirou Luis Diaz para entrar Marega.

Rui Borges percebeu que pouco mais poderia fazer face ao poderio do adversário e aos 71 minutos, mexeu no plantel refrescando o sector intermédio,  proporcionando duas substituições.

Os homens da terra de Viriato já davam sinais de pouca clarividência e menor rigor tático, e o FC Porto ia impondo a lei até que, aos 72 minutos, Sérgio Oliveira fecha o marcador nos 3-0, na sequência de um pontapé de canto em que Diogo Leite fez o primeiro desvio de cabeça e o brasileiro ao segundo poste, finalizou com êxito bastando encostar o pé.

Romário Baró ainda entrou para o lugar de Corona ao minuto 76 e pouco tempo depois, Rui Borges refrescou o corredor lateral fazendo sair Luisinho para entrar Bruno Correia.

Antes do final, salientar apenas um remate de Nakajima que fora neutralizado pelo guardião do Academica de Viseu, que pautou-se com uma excelente exibição no estádio do Dragão.

O FC Porto marca presença na final da Taça de Portugal pelo segundo ano consecutivo.

 

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e por futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os "artistas" brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....