Crónica – Braga tomba mais um grande, que pareceu pequenino

O Benfica recebeu o SC Braga no encontro da 21ª jornada da Primeira Liga, às 18h. Hugo Miguel foi o árbitro da partida no Estádio da Luz.

Bruno Lage lançou o seguinte onze: Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Julian Weigl, Taarabt, Cervi, Pizzi, Rafa Silva e Vinícius.

Rubén Amorim deu a titularidade a: Matheus, Wallace, David Carmo, Raul Silva, Ricardo Esgaio, João Palhinha, Fransergio, Sequeira, Ricardo Horta, Galeno e Paulinho.

O Benfica entrou na partida com uma grande intensidade e uma linha alta de pressão, criando chances de muito perigo no início do jogo através de recuperações de bola no último terço do Braga, com Rafa e Cervi a desperdiçarem duas oportunidades isolados.

Após os primeiros 15 minutos de domínio encarnado, a partida tornou-se mais equilibrada, com o Braga a encontrar o seu ritmo e a conter melhor as jogadas das águias.

Taarabt foi o principal desiquilibrador durante esta fase da partida, lançando o Benfica para o ataque sempre que possível com as suas incursões ofensivas.

Vinícius desperdiçou uma das melhores oportunidades do primeiro tempo, a cruzamento certeiro de Pizzi, que não teve o cabeceamento merecido por parte do ponta de lança brasileiro.

O Braga esteve pertíssimo de marcar após uma carambola na área do Benfica, com Vlachodimos a defender um remate de Fransérgio à queima-roupa.

Contudo, o susto para a formação da casa antecedia o pior. Do canto resultante, João Palhinha cabeceou com eficácia para o fundo das redes de Vlachodimos, colocando o Braga na frente e definindo o resultado ao intervalo, 0-1 para o SC Braga.

No segundo tempo, o Benfica entrou na partida com vontade de reequilibrar o resultado, enfâse para o remate de Vinicius ao poste nos primeiros minutos, como a maior chance de perigo para as águias nessa fase do jogo, e no resto da partida na verdade.

A frustração e o desgaste face à qualidade defensiva do Braga retirou argumentos aos encarnados, que cada vez menos critério apresentavam nas suas jogadas, enquanto que os arsenalistas geriam o resultado confortavelmente e com algumas chances de perigo simultâneamente.

Bruno Lage tentou de novo a tática de utilizar os três pontas de lança do seu plantel ao mesmo tempo, sem efeito. Entre as substituições feitas por Rúben Amorim, a de Trincão teve a maior destaque, pelo número de lances que desiquilibrou no último terço da oposição.

Contas feitas, o Benfica pode ver a sua liderança reduzida um ponto caso o FC Porto vença nesta jornada, enquanto que o SC Braga sobe ao terceiro lugar à condição, aguardando o resultado do jogo do Sporting.

 

 

José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautifull Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.