Vitória de Guimarães acusado de infração enquanto promotor no ‘caso Marega’

O Vitória de Guimarães foi acusado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) de infrações enquanto promotor de jogos de futebol relativamente ao ‘caso Marega’.

A APCVD confirmou à agência Lusa que o Vitória SC “já foi notificado de uma acusação de infrações relacionadas com o não cumprimento de deveres do promotor do espetáculo desportivo” no jogo com o FC Porto, da 21.ª jornada da I Liga de futebol. Este foi o encontro onde o avançado maliano dos dragões abandonou o relvado ao minuto 71 após ter sido alvo de atos racistas dos adeptos vitorianos durante largos minutos.

O organismo que controla a violência no desporto nacional sclareceu ainda que a acusação está enquadrada no processo contraordenacional por si instaurado em 17 de fevereiro, um dia depois do jogo. Esta visa “essencialmente apurar as eventuais responsabilidades contraordenacionais do promotor do espetáculo desportivo” e para isso houve uma reunião com magistrados do Ministério Público de Guimarães.

Segundo o artigo 113º do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), comportamentos contra a dignidade humana, neste caso “em função da raça”, ou seja, racismo, prevêem a punição entre um a três jogos à porta fechada para os clubes que “promovam, consintam ou tolerem”

Além da instauração deste processo pela APCVD, o caso originou ainda uma investigação da parte da Polícia de Segurança Pública (PSP) às câmaras da videovigilância do estádio vimaranense, com a colaboração do Vitória, com o intuito de identificar os eventuais autores dos insultos racistas. Foi também instaurado um processo crime do Ministério Público (MP) “por atos de discriminação racial”, que vai decorrer em “segredo de justiça”.

 

Fonte da Imagem: O Jogo

Francisco Carvalho

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