O melhor 11 português da liga

Quem me conhece, sabe que eu sou um fã das táticas de Jorge Jesus, principalmente o modelo que aplicou no primeiro ano em que treinou o Sport Lisboa e Benfica e que replicou no primeiro e segundo ano no Sporting Clube de Portugal. Também sabe que eu sou um fã do jogador português e que numa década a jogar Football Manager sem ter falhado um único jogo, nunca criei uma equipa em que não tivesse pelo menos um português. Acho mesmo que o jogador português é, sem dúvida, um jogador especial, principalmente ao nível da criatividade e visão de jogo. É caso para dizer que o que é nacional é bom.

Contudo, a minha opinião desta semana não é se o jogador português tem de ser valorizado ou não, mas sim os melhores portugueses do campeonato tal como o título o indica. Voltando ao início do artigo, optei por uma tática de 4-4-2 “à lá Jorge Jesus”. Importante referir que os jogadores aqui escolhidos foi com base em jogos da Liga, excluindo as taças ou competições europeias.

 

Guarda-redes:

Foram considerados vários jogadores: Ricardo Ferreira (Portimonense), Marco Pereira (Santa Clara), Cláudio Ramos (Tondela) e Luis Maximiano (Sporting CP).

A escolha acabou por recair em Marco Pereira. O jogador já apresenta alguma idade (33 anos), mas tem estado sempre a um nível regular em três épocas que já representa o clube açoriano. Esta época contabiliza 24 jogos e 25 golos sofridos, o que torna o Santa Clara no 6º clube com menos golos sofridos na Liga (a par de Sporting SC e SC Braga).

 

Lateral Direito:

Foram considerados os seguintes: André Almeida (Benfica), Tomás Tavares (Benfica), Manafá (Porto), Ricardo Esgaio (Braga) e João Aurélio (Moreirense).

Confesso que sou um admirador de André Almeida. É um jogador bastante regular. Está longe de ser uma estrela, mas não compromete e nota-se que é um líder no atual 2º classificado da Liga Portuguesa e apesar de não ter conseguido estar presente no início da temporada devido a lesão, recuperou (e bem) o seu lugar e está nesta minha lista com todo o mérito.

 

Defesas Centrais:

Não foi considerado mais nenhum jogador para além das minhas escolhas, pois são escolhas óbvias: Pepe (Porto) e Rúben Dias (Benfica). São os titulares da Selecção pelo que é mais que evidente que estariam presentes nesta lista.

 

Lateral Esquerdo:

Foram considerados os seguintes jogadores: Sequeira (Braga), Abdu Conté (Moreirense) e Henrique Gomes (Gil Vicente).

Há aqui um jogador que claramente se destaca de todos os outros: Nuno Sequeira. É por isso, a minha escolha. Evoluiu muito em Braga e hoje é uma peça essencial no clube. Tal como André Almeida, não podemos afirmar que Sequeira seja um fora-de-série, mas é sem dúvida um jogador regular que não compromete.

 

Nº6 ou médio-defensivo:

Foram considerados os jogadores: Danilo (Porto), Florentino (Benfica), Palhinha (Braga) e Tarantini (Rio Ave).

Até ver, a escolha parece óbvia (Danilo do FC Porto), mas seria injusto da minha parte não fazer menção a estes outros três jogadores, principalmente a Florentino. Gosto muito do jogador e aliás, acho que mesmo com a saída de Gedson, Weigl (jogador alemão contratado ao Dortmund em Janeiro) veio tapar espaço ao jovem português e não veio acrescentar mais do que aquilo que Florentino podia dar à equipa.

Contudo, pela sua experiência ao serviço da seleção nacional, pelo seu espaço enquanto capitão na equipa que é o atual primeiro classificado da Liga e pela enorme regularidade e qualidade que tem apresentado desde o início da sua carreira, Danilo seria a minha aposta.

 

Nº8 ou médio-centro:

Foram considerados os seguintes jogadores: Sérgio Oliveira (Porto), André Horta (Braga) e Guga Rodrigues (Famalicão).

Confesso que a escolha não foi nada fácil, pois entre todos os médios portugueses da liga, estes três destacam-se e bem. Vou escolher o André Horta pois entre os três, foi o jogador mais utilizado e apesar de não ter feito qualquer golo ainda na liga, é um jogador com uma capacidade enorme e seria um jogador a considerar para Fernando Santos caso não existisse tantas e tão boas opções para essa zona do terreno na nossa selecção.

 

Médio-Ala Direito/Extremo Direito:

Foram considerados vários jogadores: Licá (Belenenses SAD), Diogo Gonçalves (Famalicão), Francisco Trincão (Braga) e Pizzi (Benfica).

Já se sabe que Portugal forma muito bem extremos: Cristiano Ronaldo, Quaresma, Nani, Simão, Futre, etc…  e como tal foi difícil a escolha para os melhores. Identifiquei estes quatro pela importância que têm nos seus clubes, mas entre eles, ainda há dois que se destacam mais:

Pizzi começou num extraordinário momento no início da época apesar de estar em claro decréscimo e Trincão vinha em crescendo desde o início. O jogador do Benfica, por capitanear, ser decisivo, ser jogador internacional A e apresentar uma regularidade enorme com bastante qualidade seria uma escolha natural. Contudo, com o talento já apresentado em tenra idade desde que se estreou na época passada e que veio a evoluir esta época, tendo-se tornado fundamental na equipa bracarense – levou o colosso Barcelona a pagar 30 milhões para o levar no fim desta época – e também tendo em conta que o futebol é momento, a minha escolha recai em Francisco Trincão.

 

Médio-Ala Esquerdo/Extremo Esquerdo:

Foram considerados vários jogadores: Rafa (Benfica), Ricardo Horta (Braga), Nuno Santos (Rio Ave), Carlos Mané (Rio Ave) e Fábio Martins (Famalicão).

Todos jogadores com alguma qualidade, mas há claramente um que se destaca entre eles: Rafa Silva. O jogador de 26 anos foi decisivo ao longo de toda a época no Benfica e apesar de ter tido uma lesão que o afastou algum tempo dos relvados, na liga soma 15 jogos e cinco golos, num total de 1163 minutos. O internacional A foi um dos campeões do Euro 2016 e ao que tudo indicava, se não fosse o adiamento do Europeu para o próximo ano, poderíamos ver em Rafa uma muito possível escolha nos 23 de Fernando Santos.

 

Médio-Ofensivo/2º avançado/nº10:

Há posições como verificaram que não houve concorrência possível (nomeadamente no eixo da defesa) e nesta também acredito que não haja. Existem jogadores com boa qualidade no nosso campeonato, mas nenhum se destacou e teve tanta importância como Bruno Fernandes (Sporting). Apesar de só ter estado praticamente meia-época, foi preponderante para a equipa de Alvalade e levou daqui para Manchester 17 jogos na Liga e oito golos. Assim, o ex capitão leonino deixou a sua marca, tendo sido considerado melhor jogador da Liga alguns meses. Este seria um jogador que faria, com toda a certeza, parte dos 23 da selecção de Fernando Santos caso o EURO 2020 não tivesse sido adiado.

 

Ponta-de-Lança:

Não foi fácil pela falta de opções. Fui verificar se havia outro jogador para além do eleito para ter em consideração e nada. Parece que continuamos com dificuldade em formar avançados centro, com a maioria dos ponta-de-lança a serem jogadores estrangeiros.

Assim, com toda a naturalidade, Paulinho do SC Braga merece a minha eleição como o melhor avançado português da Liga.

 

Em resumo, este é o meu 11 da liga. O que acharam? O que mudavam? Escrevam as vossas opiniões.

João Estanislau

Actualmente a frequentar uma Pós-Graduação em Marketing e Gestão do Desporto no INDEG-ISCTE, sou licenciado pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial em precisamente Comunicação Empresarial. Escrever sobre desporto sempre foi uma realidade para mim, nas minhas redes sociais e que pretendo agora partilhar contigo. Fica atento!