Lembra-se de: Kostas Katsouranis, o gladiador do meio-campo do Benfica

Um médio defensivo que representou o Benfica num dos piores períodos do clube da sua história mas que conquistou um lugar no coração dos adeptos e até hoje é associado às águias. Konstantinos Katsouranis.

O grego chegou à Luz em 2006, por três milhões e meio, proveniente do AEK Atenas, chegando para ser titular. Ao longo dos três anos que representou o Benfica, Katsouranis jogou 122 vezes, marcando 15 golos.

Fisicamente imponente, com 1,83m, o atleta era uma figura imponente em campo, com um bom corte, posicionamento defensivo e uma subida à área surpreendente que valeu alguns golos importantes aos clubes que desempenhou na sua carreira. Apesar das suas competências defensivas e físicas, o grego tinha uma boa visão de jogo e procurava construir o jogo dos encarnados desde trás, com um bom passe.

Substituído por Javi García, Katsouranis seguiu de volta para a Grécia em 2009, pelo mesmo valor que foi adquirido, rumo ao Panathinaikos, onde permaneceria até 2012, continuando a sua carreira pelo seu país no PAOK, passando pela Indía ao serviço do Pune City e regressando ao Atromitos, onde encerrou a sua carreira em 2015.

Contas feitas Katsouranis tem 759 jogos profissionais, com 116 golos apontados no total. Ao serviço da sua seleção, o médio desempenhou 116 jogos, marcando 10 golos.

Campeão europeu pelo seu país em 2004, em Portugal, Katsouranis foi totalista na prova. Ao serviço do Benfica, conquistou uma Taça da Liga em 2009 e uma Liga Grega e Taça da Grécia em 2010, pelo Panathinaikos.

Em 2014, Katsouranis reencontrou os encarnados na Liga Europa, quando o Benfica defrontou o PAOK na primeira eliminatória da prova, que os encarnados venceram.

Em 2018, o Benfica defrontou o AEK Atenas na fase de grupos da Liga dos Campeões, com Katsouranis a ver a partida na Grécia, prestando algumas declarações sobre a sua passagem pelo clube português na antevisão do jogo: “O Benfica está sempre no meu coração e na minha cabeça. Ainda por cima o Clube tem jogadores gregos: Mitroglou, que já saiu, Samaris… Lisboa é como se fosse a minha casa (…) falei com o Rui Costa. Recordámos o tempo em que jogámos juntos no Benfica e também quando ele foi diretor e eu ainda era jogador. Foram três anos muito importantes na carreira, com adeptos que gostam de mim.”

Os três anos que passou por Portugal marcaram tanto o jogador como os adeptos que o apoiaram, deixando para trás uma bela carreira com muito empenho e entrega ao serviço de todos os clubes que representou e o seu país.

José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautiful Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.