FPF aumenta número de equipas no principal escalão do futebol feminino em 2020/21 para apoiar setor

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta quarta-feira, em forma de comunicado, que, a partir da próxima temporada, 2020/21, o número de equipas a participar na Liga BPI passará de 12 para 20.

Segundo a FPF, o setor do futebol feminino nacional encontra-se “numa fase particularmente crítica” que coloca em risco todo o trabalho realizado nos últimos cinco anos, pelo que “seria importante que a FPF conseguisse auxiliar mais clubes como forma de manter o número de praticantes e a competitividade da prova e das seleções nacionais”.

Por isso mesmo, a Direção da FPF entendeu aumentar o número de equipas a participar na principal divisão do futebol feminino nacional, passando de 12 para 20 já a partir da próxima temporada. De acordo com a nota oficial, esta medida “permitirá apoiar diretamente quase o dobro das jogadoras portuguesas, muitas delas ativas em seleções nacionais de diferentes escalões”.

Quanto a quais serão essas oito novas equipas a fazer parte da Liga BPI em 2020/21, a FPF decidiu que serão os oito vencedores de série do Campeonato da II Divisão Nacional Feminino. Assim, o Gil Vicente, o FC Famalicão, o Boavista, o Fiães SC, o Condeixa, o SC Torreense, o Atlético CP e o Amora FC juntar-se-ão ao principal escalão do futebol feminino na próxima temporada.

Contudo, as novidades não ficam por aqui e a partir da próxima temporada a Liga BPI voltará a ser dividida em duas séries: dez equipas na zona norte e dez equipas na zona sul. Quando concluída a fase regular do campeonato, oito das 20 equipas irão disputar a fase de apuramento de campeão e 12 a fase de manutenção. Por forma a reequilibrar as contas, seis equipas serão despromovidas à II Divisão.

Assim, em 2021/22, subirão à Liga BPI apenas duas equipas do Campeonato da II Divisão Nacional Feminino, ficando 16 clubes no principal escalão do futebol feminino, que permanecerá nesse registo de duas séries.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.