Históricos – O assalto do Chelsea em Munique

Em 2012, o Chelsea treinado por Roberto Di Matteo, que assumiu o cargo a meio da temporada substituindo André Vilas Boas, seguia num caminho incrível rumo à final da Liga dos Campeões. O clube londrino deixou para trás Nápoles, Benfica e Barcelona, com vários sustos em cada eliminatória e um pouco de sorte à mistura.

Um dos jogos mais icónicos da história da Liga dos Campeões foi a partida que qualificou esta equipa para a final, um empate 2-2 em Camp Nou com um golo tardio de Fernando Torres a selar a passagem dos “blues”, após uma partida quase toda disputada perto da sua baliza.

Do outro lado, um Bayern Munique poderoso seguia confiante rumo à final, onde jogavam no seu próprio estádio, deixando para trás o Basileia, Marselha e o Real Madrid, o último confronto decidido pelas grandes penalidades no Santiago Bernabéu, onde Mourinho, Ronaldo e foram eliminados.

Os bávaros certamente seriam considerados os favoritos, eliminando um dos maiores candidatos à conquista da prova e disputando a final “em casa”. Os homens de Jupp Heynckes estavam prontos e confiantes.

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Ambos os onzes iniciais estavam cheios de estrelas (mais do lado do Bayern diga-se de passagem), nomes como: Schweinsteiger, Ribéry, Mata, Drogba, Lampard, Robben, Ashley Cole, Philipp Lahm, Kalou, Neuer, Mikel, Kroos.

Três portugueses estiveram envolvidos na final, José Bosingwa foi titular enquanto Paulo Ferreira foi suplente não utilizado, ambos no Chelsea e o árbitro da partida foi Pedro Proença.

Um jogo muito mais inclinado para a formação da “casa”, mas sem golos até ao minuto 83, Thomas Muller finalmente abria o marcador, merecidamente para o Bayern Munique.

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Um golo tardio para uma equipa dominante, no seu próprio estádio, ainda por cima alemães, conhecidos pela sua frieza e sucesso sob pressão, certamente a história estaria quase a chegar ao fim?

Errado. Jogando a sua última partida pelo clube (na altura tinha anunciado que iria abandonar o Chelsea apesar de regressar dois anos depois) Didier Drogba tinha outros planos. Ao minuto 88, após um canto de Juan Mata, o costa-marfinense cabeceou certeiramente, para a euforia dos londrinos. Estava empatada a partida, e o prolongamento teria que resolver esta final.

Bayern Munich v Chelsea - UEFA Champions League Final : Fotografia de notícias

O Bayern teria que se esforçar ainda mais para bater esta formação quase que magicamente protegida do Chelsea com mais meia-hora de futebol por se jogar. A chance pouco demorou a chegar, aos 95 minutos, Arjen Robben defrontava Petr Cech numa grande penalidade. O holandês tinha uma chance única para colocar a sua equipa de novo na frente e certamente segurar a vantagem durante apenas mais 25 minutos. Não estava destinado a acontecer…

Petr Cech defende o penálti. O Chelsea continua vivo e o sonho de conquistar a primeira Liga dos Campeões também.

Chelsea's Czech goalkeeper Petr Cech (L) : Fotografia de notícias

O resultado manteve-se após duas horas de futebol e as grandes penalidades tiveram que decidir a partida. Outra vitória pelos penáltis para o Bayern ou uma vitória inesperada do Chelsea?

A determinado ponto, os alemães estavam na frente por 3-1 nos penáltis. Contudo, duas defesas consecutivas de Petr Cech e o penálti certeiro final de Didier Drogba (novamente, teria sido o último pontapé pelo clube caso nunca regressasse) deram a vitória aos “blues” por 4-3 e a conquista histórica da Liga dos Campeões de 2012.

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José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautiful Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.