Erros ditam empate em Guimarães

Primeiro jogo de leões e conquistadores após a paragem do Covid-19 resultou num empate.
Com o estádio D. Afonso Henriques vazio, Sporting e Vitória SC acabaram por empatar a duas bolas, num jogo com vários erros, muitos golos e com uma intensidade acima do esperado.
Rúben Amorim iniciou a partida com Maximiano na baliza, um trio defensivo composto pelos experientes centrais Coates e Mathieu e o estreante Eduardo Quaresma, no centro do miolo a dupla Battaglia e Matheus Nunes, o dono da ala esquerda foi Acuña e a direita ficou a cargo de Rafael Camacho. Na frente, responsáveis por abanar as redes dos vimaranenses, Vietto, Jovane e Sporar.
Pela equipa da casa, Ivo Vieira começou o jogo com o experiente Douglas na baliza, defesa composta por quatro elementos, Victor Garcia, Bondarenko, Venâncio e Florent, meio campo a três, com Pêpê, João Carlos Teixeira e na frente do ataque o trio Leo Bonatini, Edwards e Davidson.
Logo aos cinco minutos, o vimaranense Edwuards assustou Luís Maximiano, com um remate de pé esquerdo que passou perto da baliza do português e serviu para avisar que os leões iriam ter muitas dificuldades em Guimarães. O jogo não parava e com 15 minutos no cronómetro, o Guimarães mostrava-se mais forte e o Sporting não conseguia ter muita posse de bola.
O Guimarães estava por cima, até que ao minuto 18, Acuña de pé esquerdo, na tentativa de encontrar Sporar com um passe longo, encontrou o guarda-redes vimaranense Douglas, que já fora de área, ao tentar dominar a bola com o peito, acabou por servir o ponta de lança leonino, que já sem ninguém pela frente, só teve que encostar para inaugurar o marcador. Após o golo, o jogo entrou numa fase de vários passes e dribles errados de parte a parte.
Apesar do Sporting ter melhorado ligeiramente o seu rendimento após o tento de Sporar,  quando batia o 32º minuto, Max, pressionado pela frente de ataque dos conquistadores, faz um passe que acaba nos pés de Joseph, que só teve que tocar ao lado para João Carlos Teixeira empatar a partida. Duas falhas claras dos guardiões de lado a lado resultaram em dois golos.
Por duas ocasiões, ao minuto 35 e 38, os leões quase conseguiam desbloquear o marcador; sempre os mesmos protagonistas, Jovane a controlar a bola, a driblar e a tocar para Luciano Vietto, que por duas vezes não conseguiu abanar as redes vimaranenses.
O jogo ia para o intervalo com o empate a uma bola, após uns 45 minutos marcados pelo equilíbrio.
A segunda metade começou mais quente, com mais perigo de parte a parte e aos 53 minutos, mais uma vez o irrequieto Jovane a driblar e a meter a bola com conta, peso e medida para Sporar fintar Douglas e encostar de pé esquerdo para o 2-1. O lance ainda foi a vídeo-árbitro, mas sete centímetros separavam Sporar do último defesa vitoriano, por isso o golo foi validado.
O jogo não parava e ao minuto 67 Davidson remata contra a muralha defensiva leonina e sobra para Edwards, que no frente a frente com Maximiano foi mais forte que o guardião leonino e voltou a restabelecer a igualdade no marcador.
Aos 76 minutos, Joseph viu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho, o que fez com que o Sporting, com mais uma unidade, subisse no terreno e criasse perigo, por duas ocasiões que envolveram Camacho; na primeira, aos 83, Camacho cruza para Jovane que, de cabeça, acerta em Douglas, e na segunda ocasião, Camacho passa por dois jogadores e dentro de área remata com o esquerdo por cima da baliza vitoriana. Contudo, o Vitória não tinha atirado a toalha ao chão e Bruno Duarte a espaços ia assustando Luís Maximiano. De qualquer forma, o resultado acabou por não mudar e o empate a duas bolas foi mesmo o resultado final.
Eduardo Quaresma e Matheus Nunes estrearam-se nesta partida na Primeira Liga e estiveram bem, especialmente no caso do central português de 18 anos, que passou com distinção na difícil tarefa de marcar o brasileiro Davidson.
Homem do jogo: Jovane Cabral. Apesar do bis de Sporar, a meu ver, o português esteve irrepreensível; com vários dribles certos, sempre irrequieto, muito rápido e a pôr por diversas vezes os seus companheiros de ataque na boca do golo, Jovane mostrou que está bem vivo e que é um jogador que quer ganhar o seu lugar no 11 de Rúben Amorim. Uma surpresa agradável.
Num jogo aceso, apesar de se notar muita falta de ritmo e de treino (sobretudo pelos vários passes errados), Sporting e Vitória proporcionaram um espectáculo agradável aos telespectadores, que culminou num empate justo.
Fonte da Imagem: Twitter Sporting

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.