Cinco substituições aceites; Descidas e subidas decididas; Incerteza quanto a Proença. Eis o rescaldo da AG da Liga

Esta segunda-feira realizou-se uma Assembleia Geral da Liga extraordinária, com vários assuntos importantes a serem debatidos entre todos os representantes dos clubes da Liga.

Para começar, foram decididas as subidas e descidas de divisão referentes aos clubes da 2ª Liga, com Nacional e Farense a serem promovidos ao principal escalão do futebol português e com Cova da Piedade e Casa Pia a serem rebaixados para o Campeonato de Portugal.

Esta reunião era vista com elevado potencial para resultar em polémicas, uma vez que várias formações consideravam ilegal a decisão de Pedro Proença referente aos clubes da 2ª Liga anteriormente referidos. Para além disto, a própria continuidade do atual presidente do organismo encontrava-se posta em causa, devido a críticas relacionadas, por exemplo, com o tópico da transmissão dos jogos em sinal aberto.

A AG extraordinária contou com a presença dos dirigentes de todos os clubes profissionais de futebol portugueses, incluindo Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa, que garantia a permanência de Pedro Proença na instituição,  Miguel Nogueira Leite, a representar o Sporting Clube de Portugal na ausência de Frederico Varandas, e António Salvador.

A reunião teve início às 15:30, com as descidas e subidas na 2ªLiga a serem aprovadas apenas às 18:25, com a maioria dos clubes presentes a aceitarem as condições propostas. É importante também referir que o Feirense viu recusada uma contra-proposta em que defendia o regresso da 2ªLiga, de forma a que a mesma pudesse ser concluída.

Outro destaque foi a aprovação da regra que dá a possibilidade às equipas de realizar cinco substituições nos jogos restantes desta edição da Liga NOS, medida esta que passará a ter efeito a partir da jornada 26, com início esta terça-feira.

Uma das maiores polémicas resultantes deste debate foi a intervenção do Cova da Piedade, cuja proposta para o agendamento de uma nova Assembleia Geral foi recusada pelos restantes clubes. O principal objetivo dessa reunião seria a análise das decisões/medidas adotadas por Pedro Proença durante o período da pandemia de Covid-19, procurando, assim, implementar um voto de censura capaz de colocar em risco a continuidade do presidente da Liga.

Esta tentativa de “forçar” a queda de Pedro Proença foi seguida das declarações do presidente do Benfica, onde criticou a forma como o principal responsável pelo futebol profissional português gere os interesses de todos os presidentes da Liga e explicou de que forma a transmissão dos jogos em canal aberto podem prejudicar as finanças dos clubes. Nas palavras de Luís Filipe Vieira “os operadores são os que dão o sangue aos clubes“.

Assim, por volta das 20.30 foi dada como terminada esta reunião magna da qual saíram grandes novidades e, restando ainda incertezas referentes ao futuro de Pedro Proença e sobre a transmissão das partidas de futebol em canal aberto.

 

Fonte da Imagem: Record