Porto vence por vantagem mínima e isola-se na liderança do campeonato

Após dois jogos sem vencer na Primeira Liga, o Porto regressou às vitórias e à liderança isolada do campeonato com um golo precoce de Corona. A partida ficou ainda marcada pela expulsão de Alex Telles aos 85 minutos por duplo amarelo.

Começou às 21:30 no Estádio do Dragão o encontro entre o Porto e o Marítimo a contar para a 26ª jornada da Primeira Liga. O primeiro classificado vinha de uma derrota no terreno do Famalicão e sabia que, devido ao empate do Benfica em Portimão, poderia isolar-se na liderança do campeonato caso vencesse esta partida. Já o emblema madeirense, 15º classificado, havia empatado em casa frente ao Setúbal na última jornada.

Sérgio Conceição colocou de início Marchesín entre os postes, Manafá, Mbemba, Pepe e Alex Telles no quarteto defensivo, Danilo e Sérgio Oliveira no miolo do terreno, Corona e Luis Díaz nas alas e Zé Luís e Marega no ataque. As diferenças em relação ao último jogo foram as saídas de Otávio (castigado) e Soares e as entradas do lateral brasileiro e do avançado cabo-verdiano.

Já José Gomes alterou mais profundamente a sua equipa, retirando Xadas, Correa e Rodrigo Pinho e colocando em campo Kerkez, Nanu e Joel Tagueu, modificando também o esquema tático de um 4-2-3-1 para um 5-4-1. Na baliza alinhou Charles, a linha defensiva foi constituída por Bebeto, Kerkez, Zainadine, René e Rúben Ferreira, o centro do campo contou com Moreno e Bambock, os flancos foram ocupados por Maeda e Nanu e Joel Tagueu foi o único avançado.

O encontro não podia ter começado de melhor maneira para os azuis e brancos. O marcador foi inaugurado logo aos seis minutos. Corona, aproveitando alguns ressaltos na esquina da grande área adversária, não se acanhou e rematou em vólei e à meia volta para o fundo das redes. Grande golo do mexicano que já havia marcado em Famalicão.

Ainda assim, o Marítimo não se deixou ir abaixo e esteve muito perto de restabelecer a igualdade no lance imediatamente a seguir ao tento. Moreno lançou Maeda nas costas da defensiva e o japonês aproveitou a saída em falso de Marchesín para tentar o chapéu que saiu ligeiramente fora do alvo.

Entre os 10 e os 25 minutos, o jogo esteve partido e foram surgindo oportunidades para ambos os lados alternadamente. Aos 14 minutos, Alex Telles aproveitou as sobras de um canto para desferir um remate potente, mas à figura de Charles, que conseguiu agarrar a dois tempos. Três minutos depois, Maeda voltou a ter o golo nos pés, desta vez de forma ainda mais evidente. Servido por um excelente cruzamento de Nanu para o segundo poste, o extremo acabou por falhar o alvo de boa posição.

No minuto 22, Sérgio Oliveira, assistido por um cruzamento de Corona, obrigou Charles a fazer uma intervenção apertada para evitar que o seu cabeceamento entrasse. Logo de seguida, novo cruzamento, novo cabeceamento e nova boa intervenção, mas com outros protagonistas. Bebeto enviou a bola, Joel rematou e Marchesín evitou o pior.

Até ao final do primeiro tempo o jogo desenrolou-se mais longe das balizas e a única ocasião de perigo antes do descanso surgiu no 45º minuto quando Sérgio Oliveira desferiu um remate potente de fora da área que foi correspondido por outra defesa difícil do guardião brasileiro.

A primeira parte ficou assim marcada por uma ligeira superioridade portista, manifestada essencialmente no controlo da posse de bola e não tanto nas ocasiões de golo, dado que estas existiram em grande número e em quantidade semelhante para os dois conjuntos.

A segunda parte começou da mesma maneira que a primeira: com perigo na baliza dos insulares. Após perda bola infantil de Bebeto, Luis Díaz subiu pelo terreno até à entrada da área, onde rematou rasteiro e forçou o guarda-redes dos madeirenses a aplicar-se novamente.

No entanto, com o passar do tempo o ritmo de jogo foi diminuindo e só se verificaram remates dignos de destaque  nos instantes finais da partida. Embora procurasse anular a desvantagem, o Marítimo não conseguiu chegar perto das redes do argentino, fruto da boa organização defensiva dos anfitriões. Já as iniciativas ofensivas do Porto traduziam-se essencialmente através de tentativas de longe que resultavam em pontapés de baliza ou em defesas sem grandes dificuldades de Charles.

A partida só aqueceu quando, aos 85 minutos, Alex Telles acabou expulso por acumulação de amarelos. Na sequência deste momento, os madeirenses voltaram a acreditar que ainda poderiam levar algo deste jogo e, por isso, acabaram por se lançar mais no ataque. Consequentemente, houve mais espaço para contra-ataques dos dragões. Foi assim que, no minuto 90, Fábio Vieira – estreou-se com a camisola principal no minuto 72 ao substituir Marega – rematou de ângulo apertado para outra grande defesa do número 94 do Marítimo. No canto que se seguiu a este lance, Soares (entrou para o lugar de Zé Luís) só não ampliou a vantagem porque Nanu cortou o seu cabeceamento em cima da linha de golo.

O último fôlego dos visitantes – e única real oportunidade de perigo dos madeirenses na segunda parte – surgiu no minuto 92. Bebeto cruzou para o coração da área, onde Xadas apareceu mas acabou por enviar a bola por cima da barra.

O Porto conseguiu assim conservar a vantagem até ao apito final e, com este resultado, alcançou uma vantagem de dois pontos em relação ao Benfica.

 

Fonte da Imagem: Twitter Liga Portugal

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.