Dragões perdem pontos com o último classificado em jogo pobre e rodeado de polémica

À entrada para a 27ª jornada da Liga Portuguesa, o Porto encontrava-se numa posição previligiada para aumentar a distância para o segundo classificado, colocando ainda mais pressão numa equipa do Benfica que se revela longe das melhores exibições. Para isso necessitava de vencer o Desp. Aves fora, tarefa essa que a princípio parecia alcançável, sem grandes dificuldades.

Contudo, apesar do domínio absoluto dos “dragões”, num jogo basicamente de sentido único, o primeiro classificado não foi além de um empate sem golos na Vila das Aves, com uma prestação pobre em criatividade e eficácia, incapaz de superar a defesa compacta do adversário que se encontra na última posição do campeonato.

Contra uma equipa praticamente sem esperanças de evitar a descida de divisão, o FC Porto dominou o jogo mas sem critério e argumentos capazes de fazer a diferença. Numa primeira parte pobre em termos de qualidade de jogo, o principal destaque foi a marcação de uma grande penalidade a favor da equipa portista.

Aos 22 minutos, o árbitro Carlos Xistra apontou para a marca dos onze metros numa decisão polémica referente ao lance entre Szymonek e Otávio. Com a oportunidade de inaugurar o marcador, Zé Luís, que substituiu Marega no onze inicial, permitiu a defesa do guarda-redes do Aves, num remate fraco e denunciado.

O conjunto de Sérgio Conceição teve quase 80% de posse mas apenas um remate enquadrado com a baliza, tendo também visto um golo anulado por falta ofensiva de Tomás Esteves em mais uma decisão duvidosa da equipa de arbitragem.

Após o intervalo, o FC Porto entrou na segunda parte com vontade de resolver a partida o mais rapidamente possível. Com um início endiabrado, num ataque liderado sobretudo por Luís Díaz, adivinhava-se o golo do atual líder do campeonato.

Houve mais uma situação polémica na jogada em que Corona pede penalti por falta no momento em ia rematar para a baliza do Aves. O árbitro acabaria por marcar, não grande penalidade, mas sim fora de jogo de Luís Díaz no início da jogada.

No entanto, o vendaval portista não conseguiu fazer desmoronar a muralha do Aves, com o guardião Szymonek a fazer uma exibição merecedora do prémio de homem do jogo.

À medida que o segundo tempo passava, a equipa portista tornava-se cada vez menos consistente, lutando contra o relógio. A equipa do Aves resistiu aos ataques do FC Porto no tempo de compensação, muito graças às defesas milagrosas de Szymonek, segurando, assim, o empate no encontro.

Desta forma, os comandados de Sérgio Conceição voltam a dar a hipótese ao Benfica de relançar a luta pelo título, isto após um jogo marcado por algumas decisões polémicas e por mais uma exibição abaixo da média dos portistas.