Aniversariante (cada vez mais jovem) é que manda

Em dia de aniversário, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu a equipa do Gil Vicente, por duas bolas a uma, na partida a contar para a 29ª jornada da Liga Portuguesa.

Num jogo em que o Sporting demonstrou os seus novos equipamentos para a temporada 2020/21, Rúben Amorim alinhou no seu tão acarinhado 3-4-3, com Maximiano na baliza, um tridente defensivo composto por Eduardo Quaresma, Borja e o capitão Coates, quatro elementos no meio do terreno, Ristovski, Matheus Nunes, Wendel e Nuno Mendes e na frente de ataque o trio Gonzalo Plata, Sporar e Rafael Camacho.

Por outro lado, os visitantes, orientados pelo técnico português Vitor Oliveira, que já afirmou que irá deixar os gilistas no fim da corrente temporada, alinhou com Denis na baliza, quarteto defensivo composto por Claude Gonçalves, Ygor Nogueira, Rodrigão e Rúben Fernandes, no miolo Willian Soares, João Afonso e o ex-Sporting Rúben Ribeiro, ligeiramente mais adiantado, e o trio ofensivo composto por Baraye, Sandro Lima e Lourency.

Embalados pelos nomes de antigas lendas nas camisas, os leões entraram melhor e aos 13 minutos, após a cobrança de um canto batido por Plata, no centro da área aparece Coates a pentear a bola e, ao segundo poste, Sporar falha de forma escandalosa aquele que poderia ter sido o primeiro dos leões.

No entanto, os leões não tiraram o pé do acelerador e Ristovski transportou a bola até Plata, que apesar de algumas atrapalhações, conseguiu passar por dois adversários e cruzar para o centro da área, onde João Afonso, para impedir que Sporar finalizasse, cortou e meteu a bola ao jeito de Wendel, que chutou forte para o canto inferior esquerdo das redes dos gilistas, ao minuto 20.

Após o golo, o Gil Vicente tentou igualar a partida e aos 26 minutos Sandro Lima abana as redes de Max, mas estava em posição ilegal, por isso o golo não contou. Por volta do minuto 34, Baraye, dentro de área, enche o pé direito e obriga Luís Maximiano a uma enorme parada.

Apesar do esforço do Gil Vicente, a partida acabou por ir para intervalo com a vantagem a sorrir à equipa da casa.

Depois do descanso, o Sporting teve uma verdadeira entrada “à leão”. Primeiro Wendel, que após uma combinação com Plata, apareceu sozinho na cara de Denis e rematou à figura do guardião brasileiro e, posteriormente, Gonzalo Plata, que aproveitou um mau passe dos gilistas para o meio da área de Denis, e aproveitou para dilatar a vantagem no marcador. 2-0 aos 48 minutos.

O perigo só voltou a aparecer em Alvalade aos 63 minutos, num canto batido por Rúben Ribeiro, que tinha acabado em golo de canto direto, não fosse a boa intervenção de Max, a socar a bola ao primeiro poste.

Após muito tempo de um jogo morno, o perigo só voltou a dizer “presente” ao minuto 83, num lance em que Sporar aparece mais descaído para a direita e cruza para o centro da área, onde apareceu Battaglia a rematar forte para um corte fundamental da defesa do Gil Vicente para lançamento; na sequência deste lançamento, Gonzalo Plata, que estava endiabrado, rematou de pé esquerdo para boa defesa de Denis.

Aos 89 minutos de jogo, livre batido pelos gilistas para a entrada da área, onde apareceu Hugo Vieira, que foi pisado por Doumbia, o que levou a um penalty para a equipa de Barcelos. Da marca dos 11 metros, Rúben Ribeiro não tremeu e bateu a grande penalidade como mandam as regras, bola para um lado, guarda-redes para o outro. 2-1 acabaria por ser o resultado final.

Especial destaque para Gonzalo Plata, que fez um golo e uma assistência e esteve com a corda toda durante todo o jogo, para Ristovski, que após esta exibição demonstrou ser, sem sombra de dúvidas, o melhor jogador do Sporting a fazer aquela posição de médio/ala direito, para Maximiano que esteve impecável durante todo o jogo e teria conseguido sair com a baliza a zeros, não fosse a grande penalidade ao cair do pano e para Wendel, que se demonstrou forte a defender e a atacar e, a meu ver, é das peças mais preponderantes deste xadrez de Amorim.

Pela negativa destaca-se novamente Rafael Camacho, quando a bola chega aos pés do português, o jogo parece que “congela”, notou-se falta de confiança e ainda é bastante visível a sua má qualidade no momento de decisão. Battaglia e Doumbia também não entraram bem, de todo; o marfinense fez a grande penalidade e o argentino mostrou-se muito trapalhão e por vezes, “pregado” ao chão.

Por fim, destaque (merecido) para Rúben Amorim. A equipa leonina está cada vez mais sólida, quer seja no momento defensivo, quer seja na transição ofensiva, hoje demonstrou por várias vezes, que após recuperar a bola, a equipa desdobra-se de uma forma rápida e segura para o ataque, de forma a criar facilmente perigo ao adversário. Como se esta consolidação de processos não fosse suficiente, Amorim também está a apostar bastante na formação verde e branca. Tiago Tomás e Joelson Fernandes vestiram pela primeira vez a verde e branca pelo plantel principal do Sporting, de início começaram cinco jogadores Made In Alcochete e os leões acabaram a partida com seis jogadores abaixo dos 21 anos.

 

Fonte das imagens: Twitter Sporting

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.