Águia voa no primeiro jogo pós Bruno Lage

Na estreia de Nélson Veríssimo ao leme do Benfica, os encarnados bateram o Boavista por 3-1. Os golos foram apontados por André Almeida, Pizzi, Gabriel e Dulanto.

Começou este sábado, às 21:15, no Estádio da Luz, o encontro que colocou frente a frente o Benfica e Boavista, a contar para a 30ª jornada da Liga Nos. Os encarnados vinham de um desaire por 2-0 na Madeira, partida que ditou o despedimento de Bruno Lage e consequente substituição pelo seu adjunto Nélson Veríssimo. Já os axadrezados haviam batido o Santa Clara em casa por uma bola a zero. A partida foi arbitrada por Fábio Veríssimo.

Em relação ao último onze apresentado pelo antigo treinador do Benfica, Nélson Veríssimo operou três alterações: os castigados Rúben Dias e Gabriel regressaram à titularidade e Seferovic também foi aposta inicial, substituindo Ferro, Samaris e Vinícius. Vlachodimos atuou entre os postes, Nuno Tavares, André Almeida e Jardel alinharam no eixo defensivo, Weigl, Cervi e Pizzi formaram o meio campo e Chiquinho jogou no ataque.

Também Daniel Ramos fez três mudanças, substituindo a dupla de centrais de Lucas e Fabiano por Ricardo Costa e Dulanto e ainda o centro campista Yaw Ackah por Obiora. Os restantes elementos foram Helton Leite na baliza, Carraça e Marlon nas laterais, Paulinho, Sauer e Fernando Cardozo no meio campo e Cassiano e Bueno na dupla ofensiva.

Os primeiros dez minutos tiveram muito pouca intensidade e o jogo esteve bastante bloqueado, sem remates ameaçadores de parte a parte.

Aos 13 minutos, naquela que foi a primeira oportunidade de perigo do encontro, a equipa da casa inaugurou o marcador. A partir do meio-campo, Gabriel lançou a bola para a área, onde Helton Leite parecia ter o lance sob controlo. Contudo, o brasileiro ficou muito mal na fotografia dado que deixou fugir a bola por entre as mãos, deixando-a à mercê de André Almeida que não se acanhou e colocou-a dentro da baliza.

As águias cresceram exponencialmente com o golo, criando múltiplas oportunidades para ampliar a vantagem: Seferovic surgiu duas vezes isolado na cara de Helton Leite, tendo o guardião saído por cima com belas intervenções; Weigl rematou por cima e Chiquinho viu a sua tentativa ser desviada por Ricardo Costa.

Porém, no minuto 31, o Benfica chegou mesmo ao 2-0. Depois de, no início do lance, o guarda-redes dos visitantes ter feito outra grande defesa, desta vez em resposta a Chiquinho, Gabriel voltou a fazer um passe longo para o segundo poste, onde Pizzi apareceu a cabecear de forma certeira, apesar do ângulo reduzido.

Na única vez em que se aproximou da baliza encarnada na primeira parte, o Boavista conseguiu fazer as redes abanar, através de um cabeceamento de Dulanto na sequência de um livre direto, mas o golo foi anulado por fora de jogo do central peruano.

A três minutos do descanso, os campeões nacionais aumentaram a diferença no marcador. Desta feita, Pizzi e Gabriel inverteram os papéis, tendo o português assistido para o brasileiro que, de fora da área e com um remate que ainda desviou em Ricardo Costa, bateu Helton Leite pela terceira vez.

Embora o início do jogo tenha sido pouco conseguido, o Benfica foi claramente superior na primeira parte e podia até ter ido para o intervalo com uma vantagem ainda maior visto que dispôs de numerosas ocasiões de golo e impediu que os nortenhos criassem reais chances de perigo.

A segunda metade começou com a mesma tendência que se observou na primeira, ou seja, com oportunidades para os encarnados. No 48º minuto, servido por Chiquinho, Pizzi rematou potente, mas o camisola 90 do Boavista impediu o pior. Dez minutos depois, a passe de Pizzi, Seferovic voltou a ter o golo nos pés, mas Helton Leite ganhou uma vez mais ao suíço.

Porém, contra a corrente do jogo, o Boavista reduziu a desvantagem aos 64 minutos. Carraça bateu um livre perto do meio campo para o segundo poste onde, com um remate com a parte interior do pé e em vólei, Dulanto fez o chapéu a Vlachodimos. Grande golo do defesa que havia visto o seu tento sido anulado no primeiro tempo.

Quatro minutos depois, Yusupha tentou a sua sorte de longe, mas o grego segurou com facilidade. Seguidamente, Chiquinho voltou a levar perigo com um remate em jeito mas Helton Leite desviou por cima. Apesar dos três golos sofridos e da “prenda” no primeiro tento, o guardião brasileiro exibiu-se a excelente nível, com uma grande quantidade de notáveis intervenções. No minuto 76, Saeur rematou distante da baliza mas o desfecho foi idêntico ao da tentativa de Yusupha.

Até ao cair do pano, Vinícius (substituiu Seferovic) bateu o guardião brasileiro de cabeça, mas o lance foi anulado por posição irregular do ponta de lança, e Samaris (entrou para o lugar de Gabriel) bateu um livre de forma direta para fora do alvo.

A segunda parte foi mais equilibrada, tendo havido um menor domínio da equipa da casa e mais iniciativas ofensivas dos visitantes. Ainda assim, mesmo após ter marcado um golo, o Boavista nunca deu a entender que poderia verdadeiramente levar pontos da Luz e foi o Benfica que esteve sempre mais próximo das redes adversárias, que só não fez abanar mais vezes porque do outro lado estava um guarda-redes muito inspirado. Assim, as águias venceram a partida com toda a justiça.

 

Fonte da Imagem: Twitter Liga Portugal

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.