Uma vitória encarnada para adiar a festa azul e branca

Em jogo a contar para a 32.ª jornada do campeonato português, os “encarnados” receberam e venceram o Vitória de Guimarães por 2-0, no Estádio da Luz.

A equipa orientada por Nélson Veríssimo vinha para este jogo com o objetivo de, não só recuperar do empate frente ao Famalicão, como também de não entregar o título ao FC Porto caso não fosse capaz de vencer.

Os primeiros 45 minutos foram divididos e jogados com muita intensidade de parte a parte, com ambas as equipas a terem oportunidades que podiam ter resultado em golo.

Do lado do conjunto minhoto, foi Edwards que possibilitou um maior domínio inicial por parte dos visitantes.

Apesar de uma entrada mais ameaçadora da equipa da casa, com Chiquinho a desperdiçar uma chance flagrante logo aos sete minutos, a velocidade e criatividade  do extremo inglês permitiram à equipa comandada por Ivo Vieira explorar os visíveis problemas defensivos das “águias”, principalmente nas transições defensivos e nos duelos.

Em menos de 15 minutos, Vlachodimos viu Edwards rematar à trave e Bruno Duarte e Mikel Agu a levarem o guarda-redes a esforços redobrados.

Embora a pouca agressividade benfiquista e a pressão vimaranense justificassem a vantagem do Vitória de Guimarães, foi o clube da capital a chegar primeiro à vantagem no marcador.

A entrada de Florentino para o lugar de Weigl, logo à passagem da meia hora de jogo por opção do treinador, trouxe uma maior estabilidade defensiva , permitindo, assim, travar as transições dos minhotos.

Desta forma, Chiquinho fez o golo inaugural aos 37 minutos com um remate seco, após um cruzamento na esquerda de Nuno Tavares na esquerda ter sido cortado pela defensiva forasteira, indo contra a corrente do jogo.

A partida chegou ao intervalo com um Benfica a ganhar sem cumprir mais do que os mínimos olímpicos e com um Vitória SC desgastado e que merecia mais.

A solução encontrada por Veríssimo para debilitar o ataque adversário permitiu um maior controlo da posse de bola durante cerca de trinta minutos do segundo tempo.

No entanto, o Vitória começou a crescer a partir dos últimos vinte minutos de jogo, com as entradas de Ouattara e de Pêpê a atribuírem mais lucidez e explosão de ataque a uma equipa que já não tinha o mesmo vigor da primeira parte.

A pressão visitante fazia prever o empate. André André assustou, obrigando Jardel e Rúben Dias a apresentarem concentração absoluta, e João Pedro teve um golo anulado por fora de jogo na sequência de uma bola parada.

Mas, mais uma vez, foram as “águias” que, contrariando a tendência da partida, aumentaram o agregado para 2-0, com Seferovic a permitir aos adeptos benfiquistas respirarem mais aliviados.

Ainda que com uma exibição inconstante e nervosa, o Benfica assegura matematicamente o segundo lugar da liga e a participação na próxima edição da Liga dos Campeões (3ª pré-eliminatória), adiando por, pelo menos, mais um dia a festa portista. Os “dragões” têm agora a responsabilidade de pontuar frente ao Sporting para garantir o segundo título de campeão nacional em três anos de Sérgio Conceição como treinador.

Já o Vitória de Guimarães fica mais longe dos lugares europeus, estando a seis pontos do Famalicão e a cinco do Rio Ave, quinto e sexto classificados, respetivamente.

 

Fonte da imagem:  SL Benfica Twitter/@SLBenfica