Porto vence clássico e sagra-se Campeão Nacional

Os dragões derrotaram os leões por 2-0 com golos de Danilo e Marega, garantindo a conquista da Liga NOS. 

O clássico entre Sporting e Porto, a contar para a 32ª jornada, teve início às 21:30, no Estádio do Dragão. A equipa da casa vinha de uma deslocação vitoriosa a Tondela (3-1) e precisava apenas de um ponto para garantir o título de campeão nacional. Já os terceiros classificados receberam e bateram o Santa Clara por 1-0 na partida anterior. João Pinheiro foi o juiz do encontro.

Sérgio Conceição apresentou quatro novidades no onze inicial, retirando Corona, Uribe (ambos castigados), Sérgio Oliveira (lesionado) e Soares e apostando em Danilo, Loum, Fábio Vieira e Luis Díaz. Os jogadores que mantiveram a titularidade foram Marchesín, entre os postes, Alex Telles, Mbemba, Pepe e Manafá, no quarteto defensivo, Otávio, no meio campo e Marega, no ataque.

Do outro lado, Rúben Amorim fez apenas duas alterações, tendo Acuña (castigado) e Doumbia sido substituídos por Borja e Matheus Nunes. Os restantes titulares foram Luís Maximiano, na baliza, Eduardo Quaresma e Coates, na defesa, Wendel, no centro do terreno, Nuno Mendes e Ristovski, nas alas, Jovane, Plata e Sporar, no tridente ofensivo.

Os visitantes fizeram as redes abanar logo no primeiro lance do jogo. Nuno Mendes subiu pela ala esquerda até entrar na área e, após alguma confusão com os defesas, rematou para defesa de Marchesín. Na recarga, Sporar não perdoou, mas o esloveno estava em posição irregular e, por isso, o golo foi anulado.

Aos 12 minutos, foi a vez da equipa da casa ter um tento anulado. Fábio Vieira efetuou um passe picado para a marca de penalti e, na tentativa de agarrar a bola, Maximiano acabou por largá-la nos pés de Luís Diaz, que só teve que encostar. Contudo, antes de o esférico chegar ao guardião, o colombiano tocou-lhe com a mão, invalidando o lance.

Esta aproximação inicial às balizas manteve-se ao longo de toda a primeira parte, surgindo várias oportunidades para as duas equipas.

À passagem do minuto 19, os leões criaram perigo através de um cabeceamento de Coates por cima da barra, em reposta a canto batido por Jovane. Cinco minutos depois, os dragões ripostaram com duas ocasiões: Otávio desferiu um remate que, após desviar no central uruguaio, passou a rasar o poste e, no canto que se seguiu, Luís Diaz só não celebrou porque Coates cortou o seu remate em cima da linha de golo.

No 30º minuto, a passe de Otávio, Marega apareceu na esquina da área, mas a sua tentativa foi insuficiente para bater Maximiano, que agarrou a dois tempos. Pouco depois, o Sporting voltou a assustar de canto. Jovane apareceu isolado ao segundo poste mas não deu a melhor resposta ao cruzamento de Plata, enviando a bola para fora do alvo.

Aos 42 minutos, na sequência de um livre cobrado por Alex Telles, a bola sobrou para Pepe que, ao tentar recebê-la, adiantou-a demasiado e permitiu que o jovem guarda redes limpasse o lance com uma boa intervenção. A fechar a primeira metade, o avançado cabo-verdiano leonino bateu um livre direto em boa posição, tendo a bola desviado na barreira e passado próxima do poste.

No conto geral, foi um primeiro tempo bem disputado e um agradável espetáculo de futebol, com equilíbrio no jogo e várias chances de golo, tendência que, infelizmente, não se manteve nos outros 45 minutos.

A segunda parte foi muito mais bloqueada e enfadonha, tendo-se registado pouca chegada a qualquer uma das balizas. A primeira ocasião digna de destaque surgiu apenas no minuto 63. Nas sobras de uma bola aliviada pela defesa verde e branca, Fábio Vieira, ainda distante da grande área, disparou um míssil que embateu na barra.

No minuto seguinte, o Porto chegou mesmo à vantagem. Alex Telles, na cobrança de um canto, cruzou para o primeiro poste, onde Danilo – que já havia marcado na jornada anterior – apareceu com um cabeceamento fulminante que não deu qualquer hipótese a Maximiano.

Cinco minutos depois, Jovane tentou reestabelecer a igualdade no marcador, mas a sua tentativa saiu fraca e à figura do guardião argentino.

Rúben Amorim ainda tentou relançar o jogo através de várias substituições ofensivas, porém, o Porto cerrou fileiras e anulou todas as suas tentativas, sentenciando a primeira derrota do novo técnico do Sporting.

O ponto final na discussão pelo encontro (e pelo campeonato) surgiu no minuto 91. Com um passe a rasgar a defesa, Otávio isolou Marega na cara do guarda-redes português que, com muita classe, picou a bola e lançou a festa azul e branca.

Em suma, apesar de não ter sido uma exibição brilhante, foi uma vitória justa do Porto, algo que se pode também aplicar ao campeonato conquistado, já que, embora não tenham realizado uma campanha notável, foram a melhor equipa da liga e mereceram o título.

 

Fonte da Imagem: FC Porto Twitter

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.