Michael Ballack, o comandante alemão

A Alemanha sempre foi conhecida por ser um colosso único no mundo do futebol, formando alguns dos maiores jogadores que pisaram os relvados dos principais campeonatos europeus.

Nomes como Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Oliver Kahn e Miroslav Klose são nomes lendários das últimas gerações alemãs, conhecidos por conquistarem um número absurdo de títulos, ao mesmo tempo que praticavam um futebol prático e avassalador.

Desta elite de jogadores, fazia parte um médio de uma criatividade que rivalizava com ídolos como Lampard, Kaká ou Giggs.

Na edição dos “Históricos” desta semana, falamos de um dos maiores distribuidores de jogo de todos os tempos, o incomparável Michael Ballack.

Nascido a 26 de setembro de 1976, Ballack estreou-se como profissional na segunda divisão alemã ao serviço do Chemnitzer, na época 1995-96. Após duas épocas no clube, em que acabou despromovido ao terceiro escalão do futebol alemão, realizando 51 jogos e apontando 18 golos, o médio mudou-se para o Kaiserlautern, conquistando o título da Bundesliga logo na primeira temporada.

Depois de utilizado em metade das partidas do campeonato, como uma boa opção entre os reservas, foi na época 1998–99 que se afirmou como titular, chegando aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, onde perderia para o rival Bayern de Munique.

As suas boas exibições em 57 jogos, marcando 21 golos,  foram recompensadas com a sua primeira convocação para a seleção nacional alemã e com uma transferência para o Bayer Leverkusen.

Em Leverkusen, Ballack tornou-se o líder da equipa, aproximando o clube do seu primeiro título da Bundesliga em diversas ocasiões. No entanto, foi sempre travado pelo poderoso rival de Munique, tanto na época de estreia no clube (1999–2000), como em 2001–02.

Nesta última temporada, não só perdeu o título de campeão nacional para o Bayern, como também a Taça da Alemanha para o Schalke 04 e a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid de Zidane. Ao serviço do Leverkusen, o médio contou com 110 jogos e 34 golos durante este período de altos e baixos em termos coletivos.

Após perder mais uma final, desta feita ao serviço da Alemanha no Mundial de 2002, o médio, que já era considerado um dos melhores do mundo, trocou Leverkusen por Munique, ganhando logo destaque no principal clube do país.

Como principal referência no meio-campo dos bávaros, Ballack conquistou três vezes o campeonato alemão, em 2002-03; 2004-05 e 2005-06 e, nas mesmas temporadas, também a Taça da Alemanha. Foram 157 jogos e 62 tiros certeiros, naquele que foi o seu período de maior sucesso em relação a títulos.

Depois da realização do Mundial de 2006, o médio foi comprado pelo Chelsea. Chegou a Stamford Bridge com o rótulo de superestrela mundial, juntando-se a um conjunto de grandes jogadores num dos maiores clubes de Inglaterra.

À semelhança da sua passagem pelo Leverkusen, Ballack passou por diversos obstáculos até conquistar um título. Depois de mais uma final da Liga dos Campeões perdida, esta em 2008 frente ao Manchester United de Cristiano Ronaldo, além da derrota contra a Espanha no Europeu de 2008, o sucesso finalmente chegaria em 2010, com os prémios da Premier League e da Taça de Inglaterra, esta última a sua terceira em quatro temporadas pelos “blues”.

Neste mesmo ano, depois de falhar o mundial por lesão, o “Pequeno Kaiser”, como era conhecido, voltou ao Bayer Leverkusen com um contrato de de duas épocas, colocando, assim, um ponto final numa passagem de 167 jogos e 26 golos pelo clube londrino.

A 2 de outubro de 2012,  Michael Ballack disse um último adeus aos relvados, aos 36 anos de idade. O futebolista alemão do ano em 2002, 2003 e 2005, fez também parte do onze ideal do Mundial da FIFA (2002, 2006) e do Europeu da UEFA (2004, 2008) e foi considerado o melhor médio pelo UEFA no ano de 2002.

No seu palmarés, apresenta, no total, 14 títulos coletivos, incluindo, para além dos campeonatos nacionais e das taças, uma Taça da Liga alemã (2004), uma Supertaça de Inglaterra (2009) e uma Taça da Liga inglesa (2006-07).

Já pela seleção, foram 98 internacionalizações e 42 golos, numa carreira única que consagrou um dos médios mais goleadores do século XXI.

 

Fonte da imagem: uefa.com