Sonho orobici destruído pelos parisienses

Primeiro jogo desta final eight da Liga dos Campeões, realizada em solo luso. No Estádio da Luz, duas equipas que marcam golos de todas as formas e feitios e a todo o instante. Frente a frente estava a equipa sensação desta edição da Champions, a Atalanta, e uma das favoritas à conquista da competição, o Paris Saint Germain.

Pelos franceses, treinados por Thomas Tuchel, começaram de início Keylor Navas, Juan Bernat, Kimpembe, Thiago Silva e Timo Kehrer, principais responsáveis pela manobra defensiva dos gauleses, Gueye, Marquinhos e Herrera no miolo e Neymar, Icardi e Sarabia na frente de ataque. Nota para a ausência no 11 inicial do francês goleador, Kylian Mbappé, que começou a partida no banco de suplentes, após ter vindo recentemente de lesão.

Na formação de Bérgamo, o guarda redes Sportiello tinha à sua frente um trio defensivo composto por Djimsti, Tóloi e Caldara, no meio campo estavam De Roon e Freuler e os responsáveis pelas alas eram Hateboer e Gosens; Pasalic, Duvan Zapata e Alejandro Goméz eram as escolhas de Gian Piero Gasperini para abanar as redes da baliza francesa.

Tudo apostos no Estádio da Luz e o árbitro inglês Anthony Taylor apita para o início da partida. O jogo começou bem, com duas grandes oportunidades, primeiro o Atalanta, com o camisa 10, Goméz, após passe de Zapata, a rematar com o esquerdo para defesa simples de Navas e depois Neymar, sozinho com o guarda-redes, na cara do golo, a rematar ao lado.

Ao minuto 10, Alejandro Goméz, novamente ele, o capitão, a encontrar espaço no meio campo e a fazer um cruzamento milimétrico para a cabeça do lateral Hateboer que obrigou Keylor Navas a uma grande estirada. A Atalanta continuava atrevida e de bola parada ia causando novos sustos aos campeões de França.

Excelente tabela entre Neymar e Sarabia e, ao minuto 18, o brasileiro volta a aparecer isolado, novamente cara a cara com o guardião italiano, o extremo fica indeciso e nem faz um cruzamento para Icardi nem faz um remate para a baliza e a bola acaba por sair lentamente pela linha de fundo.

Após uma falta ganha a meio campo, grande troca de bola da Atalanta, Duvan Zapata ganhou um ressalto à entrada da área e a bola sobroiu para o pé esquerdo de Mario Pasalic. Depois, só parou no fundo das redes. Remate fabuloso do croata que, em jeito, meteu a bola onde a coruja dorme e não deu hipóteses a Keylor Navas. 1-0 para a equipa de Bérgamo, aos 28 minutos.

Pouco depois, Hateboer fez um mau atraso para o seu guarda-redes e Neymar intercepta o passe, uma vez mais isolado, remate de pé esquerdo, para a bancada. Três oportunidades flagrantes falhadas pelo brasileiro na primeira parte.

O árbitro apitou e todos os jogadores recolheram ao balneário para o descanso. 45 minutos equilibrados e de bom futebol, com várias oportunidades de golo para cada lado, mas com maior eficácia para a Atalanta.

Os primeiros 10 minutos da segunda parte trouxeram-nos um jogo mais físico, mais faltoso e com menos brilho.  Por volta da hora de jogo deram-se as primeiras mexidas. Pelos franceses, Sarabia deu lugar a Mbappé e nos italianos saíram Goméz e Djimsiti e entraram Malinovskyi e Palomino.

Após a entrada, o PSG criou mais perigo, mas sempre por Mbappé, a velocidade estonteante do francês complicou e muito a vida aos defesas italianos, contudo, na altura do remate, o jovem avançado rematava fraco e fácil para as mãos de Sportiello.

Canto para os franceses aos 85 minutos cobrado por Draxler e na área aparece Choupo-Moting, recém entrado para o lugar de Icardi, que, de cabeça, atira por cima.

Jogo sem ritmo e com muitas paragens, até que Choupo-Moting mete a bola na área, Neymar amortece e Marquinhos, no meio da confusão, à entrada da pequena área, encosta a bola para o fundo das redes e iguala o marcador para alegria e alivio da equipa gaulesa.

No entanto, o PSG não parou e queria vencer o jogo antes do prolongamento; Kehrer ganha o ressalto, toca para Neymar, Neymar isola Mbappé, que toca ao lado para Choupo finalizar sem oposição. Num espaço de três minutos o PSG passa de eliminado para apurado.

Já aos 90+5, bola longa para Muriel, que apareceu em posição privilegiada para criar perigo, mas atrapalha-se com a bola e a mesma acaba por sair pela linha de fundo. Fim do jogo em Lisboa e vitória para os franceses.

Os franceses passam, com todo o mérito, após uma cambalhota, esforçada, no marcador. No entanto, é impossível ficar indiferente a esta Atalanta. Têm um grande treinador, Gian Piero Gasperini, e têm as suas ideias de jogo bem definidas. Na época de estreia na Liga dos Campeões, sem um plantel de milhões e sem estar recheado de estrelas, a formação de Bérgamo chegou aos quartos de final e até aos 90 minutos de jogo estavam apurados para a meia-final. Um sonho italiano destruído, sem piedade, pelos franceses.

 

Fonte das imagens: Twitter da @ChampionsLeague e @beINSPORTS_EN

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.