(A)Bono de família sevilhano coloca Lopetegui e companhia na final da Liga Europa

O Sevilha venceu este domingo à noite o Manchester United por 2-1 na primeira meia-final da Liga Europa desta temporada, garantindo assim a sua presença na final da competição. A estrela do jogo foi mesmo Yassine Bounou, conhecido como Bono, guarda-redes da formação espanhola.

Sevilha e Manchester United entraram em campo no RheinEnergieStadion com vista a decidir quem seria o primeiro finalista da Liga Europa desta temporada. De um lado, os sevilhanos, equipa que mais vezes venceu a competição desde a sua criação (cinco vezes, incluindo quando a mesma se chamava Taça UEFA). Do outro, os red devils, vencedores da competição na época 2016/17.

A formação espanhola entrou em campo com Bono na baliza, Jesús Navas, Koundé, Diego Carlos e Reguilón na defesa, o meio-campo composto por Fernando, Jordán, Banega, Ocampos e Suso e En-Nesyri na frente de ataque.

Já os britânicos foram a jogo com David De Gea na baliza, a defesa composta por Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Brandon Williams, no meio-campo Fred, Pogba, Bruno Fernandes, Martial e Mason Greenwood e no ataque Marcus Rashford.

O jogo começou mesmo de feição para os ingleses, que logo ao minuto nove tiveram direito a uma grande penalidade, por falta de Diego Carlos. Chamado a bater foi o suspeito do costume, Bruno Fernandes, que converteu a penalidade de forma exímia, no canto superior esquerdo, fazendo o 1-0 e cimentando o seu lugar no topo da lista de melhores marcadores da Liga Europa.

Apesar do golo madrugador, a equipa de Lopetegui não baixou os braços e rapidamente chegou à igualdade no marcador. À passagem do minuto 26, Reguilon, jogador emprestado pelo Real Madrid, combinou com Ocampos, herói da eliminatória frente ao Wolverhampton, e surgiu isolado na ala esquerda. De seguida, o lateral espanhol cruzou rasteiro para o segundo poste, onde surgiu Suso, sozinho por falha na marcação de Brandon Williams, que só teve de encostar para o 1-1.

Após o golo do empate, o jogo ficou mais equilibrado. O Sevilha controlou a posse de bola, mas foi o Manchester United quem esteve mais perto do 2-1, primeiro por Rashford num potente livre que obrigou Bono a uma boa defesa e mais tarde por Bruno Fernandes, já perto do intervalo.

Findados os primeiros 45 minutos, a igualdade a uma bola mantinha-se, deixando assim tudo em aberto para a segunda parte.

A segunda parte trouxe um Manchester United bastante mais dominador e cada vez mais ofensivo. Prova disso foram as muitas oportunidades da qual os red devils despenderam nos primeiros minutos do reatar da partida. Contudo, havia sempre uma grande muralha branca espanhola a travar os remates e quando essa falhava, Bono estava lá para defender.

Depois de 10 minutos repletos de oportunidades para o Manchester United, o jogo equilibrou e começou a ser mais dividido e disputado fisicamente e no meio-campo. Até que, ao minuto 77, o lateral-direito Jesus Navas subiu pela ala e cruzou para o coração da área, onde surgiu Luuk de Jong completamente sozinho a encostar para o 2-1. O United era agora obrigado a correr atrás do prejuízo depois daquele que foi o primeiro golo do avançado holandês nesta edição da Liga Europa.

Até ao final, e apesar dos seis minutos de compensação dados pelo árbitro da partida, o Manchester United ainda procurou o golo do empate que levasse a partida a prolongamento, mas o discernimento era já pouco, assim como a cabeça e organização tática, não logrando assim alcançar o tão desejado golo.

Assim sendo, o Sevilha venceu aquela que foi a primeira meia-final da Liga Europa por 2-1, carimbando assim a sua passagem à final que está marcada para a próxima sexta-feira e ficando à espera de saber o resultado da partida entre o Inter de Milão e o Shaktar Donetsk, que será disputada esta segunda-feira. O heróis da partida foi Bono, o guardião do Sevilha, que esteve em grande forma neste jogo.

 

Fonte da Imagem: Twitter oficial UEFA Europa League

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.