Sevilha ganha “a sua” Liga Europa; Lukaku no melhor e no pior

O Sevilha de Julen Lopetegui é o novo campeão da Liga Europa, sendo esta a sexta vez em que o clube espanhol arrecada o título. Com a medalha de vencido ficou o Inter de Milão de Antonio Conte, que perdeu por 3-2, na final de Colónia.

No lado do Sevilla, Lopetegui promoveu apenas uma alteração em relação ao último onze, que levou de vencida o Manchester United. Luuk de Jong foi o herói da semi-final e ganhou a titularidade a En-Nesyri. Em equipa que ganha, não se mexe. Foi esse o adágio que Antonio Conte utilizou para esta final, alinhando os mesmos onze jogadores que golearam o Shakhtar.

Julen Lopetegui teve razões de queixa da sua equipa logo no início. Diego Carlos cometeu falta para grande penalidade aos quatro minutos, por agarrar Romelu Lukaku dentro da área. Um puxão evitável, mas o que é certo é que o belga partia determinado em direção à baliza. O próprio bateu o penálti e marcou o sétimo golo na Liga Europa, ficando a um de Bruno Fernandes. Aos 11 minutos, numa ocasião de organização ofensiva, o Sevilha teve tempo e espaço no corredor direito com Jesus Navas colocar a bola na cabeça de Luuk De Jong, a referência dos sevilhanos. A final estava a aquecer.

Os ânimos exaltaram-se aos 16′ com a bola a embater na mão de Diego Carlos dentro da área. O árbitro entendeu que não houve falta do brasileiro (se houvesse, daria azo a expulsão). Lucas Ocampos foi um dos mais acutilantes no ataque sevilhano e atirou de longe, com perigo, aos 21′.

Aos 33′, livre lateral perigoso para o Sevilha e, de novo, Luuk De Jong apareceu e emendou uma bola inesperada para o segundo poste, de forma exemplar. Um cabeceamento sem hipóteses de defesa para Samir Handanovic. Curioso como o holandês tem apenas dez golos esta época, três deles na final e semi-final da Liga Europa. Incrivelmente, apenas dois minutos depois, o Inter de Milão marcou da mesma forma! Livre lateral no corredor direito, e Godín ganhou de cabeça e enviou para as redes. Golos ao ritmo de um jogo de andebol!

O início da segunda parte teve um ritmo antagónico da primeira. Duas equipas calculistas, a privilegiar a posse e não o risco, com apenas um remate de Reguilón digno de nota. O primeiro momento de levantar o adepto do sofá foi aos 65 minutos, num contra-ataque excelente do Inter de Milão, com Lukaku a correr desde o meio-campo até à grande área. Só o guarda-redes Bono o conseguiu parar, com uma grande mancha.

O 3-2, a favor do Sevilha, foi marcado por Lukaku. O futebol tem destas coisas. Mais uma vez num livre lateral, a bola sobra para Diego Carlos (até aí, o patinho feio do jogo) executa um pontapé de bicicleta, que Lukaku desvia para a própria baliza. Infelicidade do melhor avançado da prova. Conte só mexeu na equipa depois do golo, enviando Alexis Sanchez e Erikson para o relvado.

O Inter viria ter uma derradeira oportunidade aos 82 minutos, com um esforço precioso de Koundé a tirar a bola em cima da linha de baliza sevilhana, depois de um desvio de Sanchez.

Mais uma vitória do Sevilha na “sua” Liga Europa, num jogo em que Lukaku e Diego Carlos estiveram presentes no melhor e no pior da partida. Mérito para o percurso do Sevilha, que veio desde a fase de grupos e eliminou equipas como Manchester United, Roma ou Leverkusen. Ao Inter de Milão, fica a prova do recrudescimento de um dos grandes do futebol italiano, nas mãos de Conte.

Foto: UEFA Europa League Twitter

 

David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.