Cinco internacionais que voltaram a Portugal, mas não para os “três grandes”

Cinco internacionais que regressaram a Portugal, mas não para os “três grandes”

Com o regresso iminente de Ricardo Quaresma ao futebol português, sendo o Vitória de Guimarães a porta de entrada, relembramos-lhe cinco internacionais lusos, com muita história na Seleção e noutros campeonatos, que voltaram a Portugal para clubes que não os “três grandes”. 

Esquecemo-nos de algum? Fique com a lista:

HÉLDER POSTIGA - Não era consensual, mas é decerto um dos avançados mais marcantes do futebol português neste século. Ganhou uma grande projeção muito novo, no FC Porto de José Mourinho, ganhando uma Taça UEFA aos 20 anos. Depois de aventuras em Inglaterra, França, Grécia, Espanha, Itália e Índia (!) e muitos golos ao serviço de FC Porto e Sporting, Hélder Postiga juntou-se ao Rio Ave a 31 de janeiro de 2016. Aos 34 anos, o internacional português já tinha ultrapassado a sua melhor fase da carreira. A passagem no Rio Ave durou seis meses, o suficiente para marcar cinco golos. O último foi dramático: assegurou ao Rio Ave os lugares europeus, na última jornada. 
HÉLDER POSTIGA – Não era consensual, mas é decerto um dos avançados mais marcantes do futebol português neste século. Ganhou uma grande projeção muito novo, no FC Porto de José Mourinho, ganhando uma Taça UEFA aos 20 anos. Depois de aventuras em Inglaterra, França, Grécia, Espanha, Itália e Índia (!) e muitos golos ao serviço de FC Porto e Sporting, Hélder Postiga juntou-se ao Rio Ave a 31 de janeiro de 2016. Aos 34 anos, o internacional português já tinha ultrapassado a sua melhor fase da carreira. A passagem no Rio Ave durou seis meses, o suficiente para marcar cinco golos. O último foi dramático: assegurou ao Rio Ave os lugares europeus, na última jornada. 
RICARDO COSTA - Tal como Postiga, Ricardo Costa foi um dos muitos jovens portugueses lançados por Mourinho, no FC Porto. Com o passar do tempo, foi tornando-se suplente e procurou melhorar o seu estatuto no estrangeiro, emigrando para o Wolfsburgo, da Alemanha. Ainda sem encontrar a titularidade indiscutível, passou meia-época no Lille, para depois conseguir a tão desejada titularidade no Valência, em 2010/11, após o Mundial. Foi capitão e uma das figuras dos "morcegos" e uma das escolhas habituais de Paulo Bento até 2014. Em 2017, já com 36 anos, o defesa-central assinou surpreendentemente pelo Tondela, depois de uma época no futebol suíço. A sua entrega e atleticismo permitiram-no disputar duas épocas no Tondela e outra no "seu" Boavista, onde começou a formação. 
RICARDO COSTA – Tal como Postiga, Ricardo Costa foi um dos muitos jovens portugueses lançados por Mourinho, no FC Porto. Com o passar do tempo, foi tornando-se suplente e procurou melhorar o seu estatuto no estrangeiro, emigrando para o Wolfsburgo, da Alemanha. Ainda sem encontrar a titularidade indiscutível, passou meia-época no Lille, para depois conseguir a tão desejada titularidade no Valência, em 2010/11, após o Mundial. Foi capitão e uma das figuras dos “morcegos” e uma das escolhas habituais de Paulo Bento até 2014. Em 2017, já com 36 anos, o defesa-central assinou surpreendentemente pelo Tondela, depois de uma época no futebol suíço. A sua entrega e atleticismo permitiram-no disputar duas épocas no Tondela e outra no “seu” Boavista, onde começou a formação. 
HUGO VIANA - Era o chamado "purista", um criativo, libertado de tarefas defensivas, mas com uma qualidade de construção fora do comum. Atingiu o estrelato muito cedo, sendo campeão no Sporting. Conseguiu em seguida uma transferência milionária para o Newcastle, em 2002, mas teve dificuldades de adaptação, que o levaram a um regresso ao Sporting, por empréstimo, tal como ao Valência, que acabaria por ficar com o médio. Por essa altura, era uma das escolhas da Seleção, figurando no Mundial 2006. O regresso a Portugal deu-se no SC Braga, e que regresso. Foram quatro épocas de elevação do estatuto do SC Braga, com uma final da Liga Europa e jogos na Champions à mistura. Hugo Viana encontrou tarde a estabilidade.
HUGO VIANA – Era o chamado “purista”, um criativo, libertado de tarefas defensivas, mas com uma qualidade de construção fora do comum. Atingiu o estrelato muito cedo, sendo campeão no Sporting. Conseguiu em seguida uma transferência milionária para o Newcastle, em 2002, mas teve dificuldades de adaptação, que o levaram a um regresso ao Sporting, por empréstimo, tal como ao Valência, que acabaria por ficar com o médio. Por essa altura, era uma das escolhas da Seleção, figurando no Mundial 2006. O regresso a Portugal deu-se no SC Braga, e que regresso. Foram quatro épocas de elevação do estatuto do SC Braga, com uma final da Liga Europa e jogos na Champions à mistura. Hugo Viana encontrou tarde a estabilidade.
DANNY - Alcunha para Daniel Gomes, foi um estranho caso do futebol nacional. O luso-venezuelano, que nunca perdeu o característico sotaque, destacou-se no Marítimo no início do século. Havia de assinar pelo Sporting, mas só com nova passagem pela Madeira por empréstimo é que Danny conseguiu uma transferência para o Dínamo Moscovo, na altura um clube pujante. Gostou tanto da Rússia que por lá ficou durante doze anos. Jogou no Zenit entre 2008 e 2017, sendo uma figura incontornável do clube, por quem venceu nove títulos. Paulo Bento acreditava nas suas capacidades e deu-lhe muitas das suas 38 internacionalizações, Mundial 2010 incluído. Já com a carreira em declínio, e depois de uma aventura no Slavia de Praga, Danny chegou ao Marítimo com pompa e circunstância, em 2018, com 35 anos, para capitanear a equipa. No entanto, o seu rendimento foi insuficiente e fez apenas 16 jogos.
DANNY – Alcunha para Daniel Gomes, foi um estranho caso do futebol nacional. O luso-venezuelano, que nunca perdeu o característico sotaque, destacou-se no Marítimo no início do século. Havia de assinar pelo Sporting, mas só com nova passagem pela Madeira por empréstimo é que Danny conseguiu uma transferência para o Dínamo Moscovo, na altura um clube pujante. Gostou tanto da Rússia que por lá ficou durante doze anos. Jogou no Zenit entre 2008 e 2017, sendo uma figura incontornável do clube, por quem venceu nove títulos. Paulo Bento acreditava nas suas capacidades e deu-lhe muitas das suas 38 internacionalizações, Mundial 2010 incluído. Já com a carreira em declínio, e depois de uma aventura no Slavia de Praga, Danny chegou ao Marítimo com pompa e circunstância, em 2018, com 35 anos, para capitanear a equipa. No entanto, o seu rendimento foi insuficiente e fez apenas 16 jogos.
EUSÉBIO - dispensa apresentações. Uma das lendas do futebol português e mundial, o primeiro grande jogador português. O Pantera Negra atuou no Benfica durante 14 anos, ganhando 17 títulos. Mas a partir de 1975, com 33 anos, abriu um novo capítulo na carreira, viajando por várias latitudes nos Estados Unidos, Canadá e México. E entre cada aventura, "deu uma perninha" por dois emblemas de menor dimensão em Portugal, mas que ficaram para sempre ligados a Eusébio: Beira-Mar e União de Tomar. Faria apenas seis golos ao serviço das duas equipas. As lesões atormentavam-no cada vez mais, até que pôs ponto final na carreira em 1978.
EUSÉBIO – dispensa apresentações. Uma das lendas do futebol português e mundial, o primeiro grande jogador português. O Pantera Negra atuou no Benfica durante 14 anos, ganhando 17 títulos. Mas a partir de 1975, com 33 anos, abriu um novo capítulo na carreira, viajando por várias latitudes nos Estados Unidos, Canadá e México. E entre cada aventura, “deu uma perninha” por dois emblemas de menor dimensão em Portugal, mas que ficaram para sempre ligados a Eusébio: Beira-Mar e União de Tomar. Faria apenas seis golos ao serviço das duas equipas. As lesões atormentavam-no cada vez mais, até que pôs ponto final na carreira em 1978.

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David Silva

Contar a minha história é falar de futebol. Primeiro, a paixão. Depois, a prática. Em seguida, uma deslocação de 71km entre a Lourinhã e a NOVA/FCSH, onde concluí o curso de Ciências da Comunicação, em 2019. Pelo meio, nove meses de estágio memoráveis no Canal 11, na Cidade do Futebol. E por fim, a paixão. Sempre.