Super Portugal não dá hipótese

1ª jornada do Grupo 3 da Liga das Nações A colocou frente-a-frente Portugal e Croácia, no Estádio do Dragão.

Portugal iniciava a sua caminhada nesta edição da Liga das Nações no exacto sítio onde venceu a edição transacta, no Estádio do Dragão. Defrontava um adversário com quem nunca perdeu; em 5 jogos contra os croatas, Portugal conta com quatro vitórias e um empate. O astro português, Cristiano Ronaldo, estava indisponível para esta partida devido a uma infecção no pé direito.

Fernando Santos iniciou a partida com Anthony Lopes na baliza, guarda-redes do Lyon que fez assim o seu primeiro jogo oficial pela seleção portuguesa, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Raphael Guerreiro formavam o quarteto defensivo, Danilo Pereira, João Moutinho e Bruno Fernandes formavam o trio do miolo e Bernardo Silva, João Félix e Diogo Jota eram responsáveis para abanar as redes croatas.

Do outro lado, o treinador Zlatko Dalic alinhou com Dominic Livakovic a defender as redes, Tin Jedvaj, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Borma Barisic, responsáveis por tentar anular a frente de ataque portuguesa, Mateo Kovacic, Mario Pasalic e Nikola Vlasic alinhavam no meio-campo e Josip Brekalo, Ante Rebic e Andrej Kramaric na frente de ataque. Luka Modric e Ivan Rakitic eram as grandes ausências.

A seleção das Quinas iniciou o jogou bastante bem e teve uns 25 minutos iniciais bastante sólidos, sem golos, é certo, mas com diversas ocasiões dignas de registo, como um par de combinações entre Bruno Fernandes e João Félix, uma trivelada de João Cancelo, um remate forte de pé esquerdo de João Félix que só parou no poste da baliza croata e uma ocasião vinda de um canto, com Pepe a obrigar o guarda-redes croata a duas grandes intervenções, primeiramente num remate de cabeça e depois na recarga.

Sem tirar o pé do acelerador, aos 27 minutos, cruzamento para a área croata onde aparece Diogo Jota que, de cabeça, num remate que parecia inofensivo, foi ao poste e quase inaugurava o marcador no Dragão.

Portugal continuava por cima e pelos 34 minutos, uma mistura de canto estudado e desatenção da defesa croata fizeram com que Raphael Guerreiro aparecesse solto à entrada da área e com espaço para encher o pé; um remate fortíssimo que, depois de embater fortemente no poste, ainda bateu no pé do guardião da Croácia e, seguidamente, acabou por sair do terreno de jogo pela linha final.

Água mole em perda dura, tanto bate até que fura. João Cancelo aparecia no flanco direito com a bola controlada e não tinha ninguém por perto disponível para receber o passe, algo que não foi problema para ele, virou para dentro e, sem ninguém esperar, com o seu pé mais fraco, puxou a culatra atrás e “cá vai disto”. Ao minuto 40, um míssil teleguiado ao canto superior esquerdo não deu hipóteses a Livakovic, que a única coisa que conseguiu fazer foi ir buscar a bola ao fundo das suas redes.

Ao intervalo, Portugal vencia e convencia, uma exibição confiante, superior e a mandar no jogo sem grandes sobressaltos e com várias oportunidades para fazer golo. Nota muito positiva para a seleção das Quinas nos primeiros 45 minutos.

A segunda parte começa e nos seus primeiros 1o minutos a Croácia sobe no terreno e tenta repartir mais o jogo com Portugal, algo que de pouco valeu, pois, aos 57 minutos, Raphael Guerreiro desmarca em profundidade Diogo Jota, que rematou colocado com o pé esquerdo para o canto inferior direito da baliza croata; desta forma, fez o 2-0 a favor dos portugueses e o seu primeiro golo ao serviço da seleção no seu primeiro jogo como titular.

Sempre por cima, Portugal continuava a praticar um futebol agradável e superior. Esta superioridade foi refletida no marcador quando ao minuto 70, João Félix dilatou o resultado. Boa jogada da seleção, onde a bola passou por Bruno Fernandes, Diogo Jota, Bernardo Silva e João Félix, as quatro unidades mais adiantadas, e acabou nos pés do avançado do Atlético de Madrid, que de pé direito e de fora de área, se estreou a marcar, com um remate violento dirigido à baliza croata, onde estava Livakovic, que ainda tocou na bola antes dela entrar.

Dos 70 aos 90 pouco ou nada se passou digno de registo, apenas destaque para a primeira internacionalização de Francisco Trincão. No entanto, já em tempo de compensação, a Croácia consegue o seu tento de honra, chegando assim ao 3-1 após uma boa jogado coletiva, finalizada por Petkovic.

No entanto, Portugal insistia em manter a diferença de 3 golos e no último lance do jogo, um canto batido por Bruno Fernandes fez com que Pepe, da marca de penálti, desviasse a bola para o segundo poste, onde apareceu André Silva pronto para encostar para o 4-1 final.

Resultado justo para a seleção das Quinas que durante todo o jogo foi superior e praticou um melhor futebol. Desta forma, Portugal salta para o primeiro lugar do grupo, onde têm os mesmos pontos que a França, que também venceu hoje.

Fonte das imagens: Twitter da @selecaoportugal e @IntChampionsCup

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.