Curiosidades: Os 5 jogadores mais velhos ainda no ativo

Com o passar dos anos, a longevidade dos jogadores de futebol tem vindo a aumentar cada vez mais. Na Liga portuguesa, por exemplo, é já possível, inclusive, ver alguns atletas mais velhos que os próprios treinadores. Ainda assim, e apesar de ser hoje mais habitual ver jogadores na casa dos “trintas” a manter-se em alta competição, sabe quais são os 5 futebolistas mais velhos, ainda no ativo? Pois bem, mantenha-se connosco e venha conhecer os principais veteranos do futebol profissional atual.

 

5: Hilton Vitorino da Silva

Montpellier Hérault Sport Club (Facebook)

Conhecido apenas por “Hilton” (ao centro, na fotografia), o defesa central de 43 anos (13/09/1977), natural de Brasília, vai já para a 25ª temporada como profissional.

Começou no futebol brasileiro, contando ainda com uma estadia de três anos no campeonato suíço, mas foi em França que o atleta passou a maioria do seu tempo, representando o Bastia, o Lens, o Olympique de Marseille e o Montpellier, emblema que defende há já dez anos.

No palmarés conta com uma Taça UEFA Intertoto, duas Ligue 1 e duas Taças da Liga de França, bem como uma Supertaça francesa. Apesar da experiência e dos títulos, nunca chegou a representar a seleção nacional.

 

4: Norman Forde

nationnews.com

De França viajamos para… os Barbados, país insular onde joga (e sempre jogou) Norman Forde, médio ofensivo de 43 anos e jogador do Youth Milan FC.

Nasceu a 30/04/1977 e, apesar de ser um atleta sem grande fama a nível internacional, Forde é provavelmente a maior referência do futebol no seu país, sendo o jogador com mais internacionalizações (acima de uma centena) e com o maior número de golos marcados na história da seleção nacional. No clube, por sua vez, é também um símbolo de lealdade, contando já 13 épocas ao serviço do emblema de Checker Hall, o único que representou em toda a carreira até hoje.

A nível de títulos, Norman Forde contribuiu para todos os troféus alguma vez ganhos pelo clube: dois campeonatos (2006 e 2011) e duas taças nacionais (2002 e 2009).

 

3: Leao Butrón

Club Alianza Lima (Facebook)

Da América Central seguimos um pouco mais abaixo, para a América do Sul, mais concretamente para Lima, no Peru, a casa do guarda redes Leao Butrón Gotuzzo.

Nascido na capital, a 06/03/1977 (43 anos), o guardião nunca jogou fora do seu país, passando pelo Sporting Cristal, pelo Alianza Atlético, pelo Alianza de Lima, pela Universidad San Martín e pelo FBC Melgar, tendo regressado recentemente aos Potrillos, onde se mantem desde 2015.

Além do clube, Leao conta já 39 internacionalizações pela seleção nacional peruana, tendo sido convocado para 5 edições da Copa América (1997, 1999, 2004, 2007 e 2011), mas jogando apenas 4 partidas, em 2007. Ainda assim, é o segundo guarda-redes com mais internacionalizações na história do país.

Um jogador com a experiência de Butrón talvez merecesse mais títulos, mas o veterano apenas venceu uma Liga Peruana em toda a carreira, até hoje.

 

2: Sebastián Abreu

Boston River (Facebook)

Chegamos agora ao Uruguai, para falar de um dos jogadores mais icónicos de sempre do país. Sim, referimo-nos a Washington Sebastián Abreu Gallo, mas conhecido por “Loco Abreu”.

Com praticamente os mesmos 43 anos que os três jogadores anteriores (17/10/1976), Abreu representou 28 clubes em 23 anos de carreira, um feito que até lhe valeu a entrada nos recordes do Guinness! Passou a carreira, sobretudo, na América do Sul, tendo tido, ainda assim, algumas curtas experiências no futebol europeu, ao serviço do Beitar Jerusalem, da Real Sociedad e do Aris (um ano em cada).

A alcunha “Loco” surgiu por diversos motivos, entre os quais o facto de marcar os penaltis quase sempre “à Panenka”. Em toda a carreira, foram cerca de 25 os castigos máximos convertidos ao estilo do antigo médio checo.

Foi particularmente admirado no Botafogo, o clube que mais tempo representou (3 anos) e onde mais golos apontou (62 em 105 jogos), mas, de resto, nunca assentou em lado nenhum, apesar da elevadíssima qualidade demonstrada.

“Loco” Abreu ficou conhecido sobretudo no panorama internacional, ao serviço da seleção nacional uruguaia. Contou 70 jogos e apontou 26 golos pelo seu país, tendo atuado nos Mundiais de 2002 e de 2010, bem como nas Copas América de 1997, 2007 e 2011.

Quanto aos troféus, venceu uma Copa América, duas Ligas Argentinas Clausura, três Ligas Uruguaias e ainda uma Liga El Salvador Apertura.

Atualmente, Abreu é já treinador, mas mantém, simultaneamente, a carreira de jogador, atuando, curiosamente, no mesmo clube em que treina, o CA Boston River.

 

1: Kazuyoshi Miura

横浜FC (Facebook)

Chegamos então àquele que é, de momento, o jogador profissional mais velho ainda no ativo. O seu nome é Kazuyoshi Miura e tem uns impressionantes 53 (leu bem, cinquenta e três) anos!

Nasceu em Shizuoka, no Japão, a 26/02/1967. A paixão pelo futebol começou cedo, tendo-se deslocado para o Brasil em busca do sonho de ser jogador, já que no Japão o futebol ainda estava longe de ser um desporto profissional.

Após 10 anos no Brasil, acabaria por regressar ao seu país, onde assinou pelo Tokyo Verdy (estávamos em 1991). Contou ainda com passagens por dois clubes europeus, o Genoa e o Dinamo Zagreb.

Em 2005 assinaria  pelo Yokohama FC, clube que ainda hoje representa ao fim de 16 anos! Já na seleção nacional japonesa, atuou num total de 90 partidas, marcando 55 golos, sendo o avançado com mais internacionalizações pelos nipónicos e o segundo melhor marcador da história do país.

Ao longo de 35 anos de carreira, Kazu conquistou uma Taça Asiática, uma Liga Croata, duas Ligas Japonesas, duas Supertaças Japonesas e uma Taça do Imperador (a Taça do Japão).

Um avançado com muita história e muita qualidade, pelo que sugerimos que leia aqui o nosso artigo sobre este atleta, no qual ficará a conhecer os detalhes mais marcantes da sua extensa carreira.

 

Imagem destaque: 横浜FC (Facebook)

Duarte Rosa

"Alfacinha" de gema, sportinguista de coração. Desde o clube à seleção nacional, o amor pela bola está presente desde cedo. A licenciar-se em Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, esta paixão pela escrita e pelo futebol forma uma dupla interessante, que espera vir a agradar aos seus leitores.