Opinião: Futuro assegurado

Nesta pausa dos campeonatos para a Liga das Nações, Portugal mostrou aquilo que todos esperavam, apesar de alguns terem receio, o futuro está assegurado.

Estes jogos que a seleção, liderada por Fernando Santos, disputou são prova disso mesmo, com futebol rápido, seguro e jovem. No embate com os Campeões do Mundo vimos um Campeão Europeu forte e coeso, com resposta às invasões francesas que tentavam perfurar a defesa do pais da padeira de Aljubarrota. Resultado desse embate entre dois nomes grandes no mundo do futebol, foi um empate que nos fez sentir nostálgicos, lembrando assim a final do EURO 2016, empate a zero e com a promessa do Sr. Engenheiro de só voltar dia 11 de Julho. Mas agora a história é outra, assim como o ano e a competição.

Já a dar passos significativos para o apuramento do Grupo 3, os jovens que completam agora o plantel escolhido por Fernando Santos já dão trunfos e fazem correr muita tinta, prova disso foi o jogo contra a Suécia com uma vitória bem afirmada pela armada Lusa com três tentos sem resposta. Falar do jogo com a Suécia é falar de Diogo Jota que saltou do banco, foi suplente na partida anterior, para provar os elogios que Klopp não se cansa de tecer, com dois golos e uma assistência para Bernardo Silva, o jovem português colmatou, e bem, a ausência de Ronaldo que foi apanhado pelo “novo bicho” que afeta o mundo. Jogadas rápidas em parceria com Félix e Silva, que resultaram num forte ataque português sem muito por onde pudessem pegar os suecos. Diogo Jota já vem provando o seu valor em grandes palcos europeus, primeiro ao serviço do Wolves e agora com a tão badalada transferência para o Liverpool.

Não só no ataque está o futuro assegurado, Félix e Silva vão tomando notas do capitão, mas o meio campo também está bem entregue, neste caso nos pés de três figuras bem conhecidas, Rúben Neves, Renato Sanches e Bruno Fernandes que a par dos experientes trincos, Danilo e William asseguram o apoio à defesa e a rápida progressão de jogo, tudo muito bem monitorizado pelo “baixinho” Moutinho.

A defesa que conta ainda com a experiência de Pepe, vai sendo tomada de assalto pelos novos “durões” com escudo e espada afiadas envergando com orgulho a camisola das quinas, Rúben Dias, recém Manchester City já vai fazendo parelha com o central dos dragões e com certeza que já tira apontamentos para não deixar passar a bola nem o jogador, Semedo vai fazendo o mesmo, mas com mais cautela.

As laterais, essas sim são jovens e já nos habituaram a uma correria enorme, de um lado o Guerreiro, que faz jus ao nome do outro, Cancelo que faz lembrar Miguel quando envergava a camisola vermelha, incansável.

A última linha defensiva conta com um santo, como o apelidam, “São Patrício” lá vem mantendo as redes da armada lusa sem balançar, mas também já tem os seus pupilos a tirar notas, como Bruno Varela e Rui Silva e também Anthony Lopes, apenas uns anos mais novo que o guardião do Wolves.

É como vos digo, não há que ter medo se o capitão um dia tiver de abandonar os relvados, ou o William parar de correr e sobretudo se o Pepe parar de cabecear bolas ou cabeças. O futuro, meus caros, está assegurado!

 

Fonte da imagem: Twitter Portugal

Emanuel Brasil

Nasci na cidade mais alta de Portugal e foi aqui que comecei a dar os primeiros toques no mundo da bola e a acompanhar os mesmos com a escrita que dá brilho ao jogo fora das quatro linhas. Com a bola de um lado e a caneta do outro, acabei por me licenciar em Ciências da Comunicação na UBI e onde tiro agora, o mestrado em jornalismo.