Benfica arrasador no regresso dos adeptos à Luz

A segunda jornada do grupo D da Liga Europa pôs frente-a-frente Sport Lisboa e Benfica e Standard de Liège. O líder do grupo recebeu em casa, numa Luz que voltou a receber adeptos pela primeira vez desde dois de março, os belgas do Standard de Liège, que à entrada para esta jornada ocupavam a última posição do grupo.

Jorge Jesus apostou no seu típico 4-4-2 para esta partida: Vlachodimos na baliza, uma defesa a quatro composta por Nuno Tavares na esquerda, os experientes Otamendi e Vertonghen no meio e o adaptado Diogo Gonçalves na ala direita; no miolo Pizzi e Gabriel, mais descaído para a esquerda Everton e para a direita Pedrinho; na frente de ataque a dupla que tem dado que falar, Luca Waldschmidt e Darwin Nuñez.

Primeiros 15 minutos do jogo prometiam golos. O Benfica entrou muito forte, a jogar no meio campo do Standard e a circular rápido a bola, sem dar espaço nem tempo para o adversário pensar. Em evidência estiveram Everton e Nuno Tavares, o flanco esquerdo do Benfica; muito bem o brasileiro a jogar em zonas interiores, não só para estar mais perto da finalização, mas também para arrastar o adversário, fazendo com que Nuno Tavares tivesse espaço para atacar e, como aconteceu um par de vezes, criar perigo nas suas investidas.

No entanto, o que é certo é que o resultado não se alterou, nem nos primeiros 15 minutos, nem nos restantes 30 da primeira parte. Após o primeiro quarto de hora, o Benfica não deixou de dominar, contudo tirou o pé do acelerador. Os encarnados continuaram a jogar no meio-campo adversário, mas já não criavam tanto perigo. Só se voltou a ver um sufoco ao adversário perto do intervalo, quando o Benfica voltou a intensificar a pressão e Pizzi, com a baliza deserta, rematou de primeira à entrada da área para fora.

Intervalo na Luz e os adeptos que se deslocaram à Luz viam vontade e esforço, mas não viam golos.

Não viam, mas também tiveram que esperar pouco para as redes abanarem. Início da segunda parte , na primeira jogada de ataque dos encarnados é assinalado penálti por falta sobre Waldschmidt. Dos 11 metros, Pizzi não vacilou, bola para um lado, guarda redes para o outro e o resultado passava agora a fazer jus à exibição do Benfica.

Não tão dominante, o Benfica continuou muito forte e por cima do adversário. Nuno Tavares, em mais uma das suas arrancadas pela ala esquerda, foi derrubado dentro de área e foi assinalado novo penálti para a turma da Luz. Desta vez, foi Waldschmidt a bater a grande penalidade, mas o desfecho foi o mesmo, golo para o Benfica e, desta forma, o Benfica dilata a vantagem para 2-0.

Só dava Benfica e era apenas uma questão de tempo até ao terceiro golo chegar. Decorria o minuto 76 quando Pizzi, já dentro da área, puxou a culatra atrás e, num grande remate, meteu a bola no ângulo superior direito da baliza de Bodart. Grande golo do internacional português que bisava na partida.

As substituições feitas por Jorge Jesus permitiam ao Benfica manter um bom nível de frescura e intensidade, fazendo com que, mesmo com o passar do tempo, os belgas do Standard de Liège continuassem limitados a ver o Benfica com bola e a atacar.

O resultado não se alterou e o Benfica venceu e convenceu frente aos belgas do Standard. Exibição arrasadora dos encarnados que secaram por completo o adversário e foram sempre muito seguros com bola, criando várias oportunidades de golo e convertendo três delas. Os adeptos que se deslocaram à Luz tinham motivos para voltar a casa com um sorriso.

Destaques finais para vários jogadores do Benfica. Já falei da ala esquerda do Benfica, Nuno Tavares e Everton, que, enquanto tiveram em campo, estiveram muito bem; para Pizzi, inevitavelmente, marcador dos dois golos; destaque também para Diogo Gonçalves, que apesar de ter jogado numa posição onde ainda não está 100% familiarizado, demonstrou ser competente a defender, que parecia ser a sua principal preocupação, e cumpriu quando foi chamado ao ataque; por fim destaque para as duas duplas dos encarnados, a dupla defensiva e a de ataque, atrás, Vertonghen e Otamendi não tiveram muito trabalho a defender, mas o que tiveram foi facilmente cumprido e mostraram-se seguros com a bola nos pés e na frente de ataque, Waldschmidt e Darwin Nuñez não tiveram uma noite tão inspirada como as que já os vimos fazer, mas estiveram sempre muito irrequietos e dispostos a ajudar a equipa, não dão nenhuma bola perdida e procuram sempre tratar bem dela e nota-se pelas suas movimentações que estão, cada vez mais, em sintonia.

Fonte das imagens: Twitter da @EuropaLeague

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.