Crónica – Dragões perdem na ressaca da Champions

Depois da vitória por 2-0 frente ao Olympiakos, perante o regresso dos adeptos ao Estádio do Dragão, o FC Porto regressou ao campeonato com uma surpreendente derrota frente ao Paços de Ferreira.

Na condição de visitante, Sérgio Conceição procedeu a algumas alterações no onze inicial, colocando Grujic, Diogo Leite e Evanilson de início e deslocando Marega para a posição de extremo.

O jogo começou com a posse de bola a pertencer quase por completo ao FC Porto, contudo, este domínio não se traduziu em ocasiões de golo face a uma defesa bem organizada.

Perante a passividade dos adversários, os comandados de Pepa aproveitavam para causar estragos nos contra-ataques, procurando colocar o esférico nas costas dos centrais.

As dificuldades dos campeões nacionais em organizar o jogo com criatividade desde trás acabariam por sair caro. Mau passe de Corona ainda no meio-campo portista, transição ofensiva rápida por parte da formação pacense e Jan, à segunda tentativa, a bater Marchesín.

O FC Porto tentava chegar à igualdade, mas era a equipa da casa que provocava calafrios a Sérgio Conceição, através de um plano de jogo simples mas eficaz.

Aos 38 minutos, Luther Singh viu o golo anulado devido a uma falta anterior na área portista, lance que resultou na expulsão de Pepa por protestos.

Ainda anteriormente, o próprio jogador já se tinha queixado de uma falta para penálti de Mbemba, mas o árbitro não acedeu ao pedido.

Aos 43 minutos, Eustáquio fez o 2-0 para os comandados de Pepa, mas, aos 45+5, Sérgio Oliveira reduziu na conversão de uma grande penalidade bastante contestada por toda a comitiva pacense.

Após o intervalo, o jogo praticamente permaneceu na mesma tendência, isto é, o FC Porto manteve a posse de bola mas sem grandes perigos causados a uma equipa que procurava constantemente o erro adversário.

A tarefa do atual terceiro classificado do campeonato tornou-se ainda mais complicada por volta dos 59 minutos. Falta cometida dentro da área por Marega e Bruno Costa a não perdoar, marcando o terceiro golo dos pacenses.

Otávio ainda deu esperança de uma reviravolta com um grande golo de fora de área perto dos últimos dez minutos da partida, mas até final a muralha defensiva do Paços de Ferreira aguentou a intensa pressão ofensiva dos azuis e brancos para garantir os três pontos.

Exibição exemplar dos pacenses, que acabaram por ter mais remates e ocasiões de golo do que a equipa teoricamente superior em termos individuais.

Depois de uma exibição muito abaixo do seu verdadeiro potencial e de um jogo marcado por decisões de arbitragem no mínimo duvidosas, os “dragões” regressam à cidade invicta sem qualquer ponto conquistado, perdendo assim terreno para Benfica e Sporting.

Fonte da imagem:  FC Porto Twitter/@FCPorto