Jovem Promessa: Darwin Nuñez, o mais caro do futebol português

AUF – Selección Uruguaya de Fútbol (Facebook)

Nome: Darwin Gabriel Núñez Ribeiro;

Data de Nascimento: 24/06/1999 (21 anos);

Nacionalidade: Uruguaia;

Posição: Avançado (Ponta de Lança);

Pé Preferencial: Direito;

Clube: SL Benfica.

 

Club Atlético Peñarol (Facebook)

De um mero desconhecido (em terras lusas, pelo menos) passou a ser quem ostenta o galhardete de jogador mais caro na história da Liga Portuguesa. Falamos de Darwin Nuñez, o jovem uruguaio contratado este ano pelo Benfica e que foi um dos muitos nomes sonantes a entrar no plantel das águias para esta temporada. Olhemos então com mais detalhe para a ainda curta carreira deste atleta.

Nasceu a 24/6/1999, contando, por isso, 21 anos apenas. É natural de Artigas, no sul do Uruguai, mas formou-se em Montevideo, no CA Peñarol, do outro lado do país. Estreou-se nos séniores da equipa sul-americana com apenas 18 anos, num jogo diante do gigante River Plate. No ano seguinte conseguiu uma maior utilização e em outubro, na fase final do campeonato nacional (que o Peñarol viria a conquistar), era já titular na formação do emblema nortenho, estreando-se a marcar diante do CA Fénix. Nesse mesmo ano somou também os primeiros minutos na Copa Sudamericana.

No ano seguinte manteve a titularidade e jogou pela primeira vez na Copa Libertadores. Os únicos três golos que marcou nessa temporada surgiram sob a forma de um hat-trick, frente ao Boston River, isto após ter estado cerca de dois meses ausente em compromissos com a seleção sub. 21, com a qual disputou o mundial do escalão e onde marcou dois golos, protagonizando exibições de encher o olho. Antes disso já tinha representado a formação jovem do Uruguai no Campeonato Sudamericano.

UD Almería (Facebook)

Darwin destacava-se dos seus colegas a olhos vistos. Letal na finalização, exímio no controlo de bola, mas também, surpreendentemente, feroz a defender, não se coibindo de, sempre que possível, descer no terreno para recuperar a bola ao adversário e desencadear contra ataques. Antevia-se, sobretudo, como um ponta de lança muito solto, não se coibindo à grande área, como normalmente manda a tradição da posição, mas procurando, muitas vezes, trocas posicionais que deixam as defesas “a ver navios”.

Com todas estas valências, o “salto” para o velho continente era iminente, não chegando sequer a terminar a temporada no Peñarol e acabando por fazer as malas rumo ao sul de Espanha, mais concretamente ao Almería, a troco de 7 milhões de euros.

Sport Lisboa e Benfica (Facebook)

O futebol espanhol encaixou-lhe que nem uma luva. Mantendo-se fiel às suas características, e apesar de não ser opção inicial de imediato, rapidamente conquistou, novamente, o seu lugar no 11 inicial, marcando o primeiro golo no mesmo jogo em que se estreou a titular. No fim do ano, pôde contar um total de 32 jogos e 16 golos marcados, estatísticas mais que suficientes para convencer o Benfica a abrir os cordões à bolsa, investindo uns estrondosos 24 milhões de euros, o máximo que qualquer clube português alguma vez pagou por um jogador.

Chegado a Lisboa, os golos teimavam em aparecer, mas as dúvidas rapidamente se dissiparam, assinando novo hat-trick, desta vez diante dos polacos do Leck Poznan. De momento, regista já 5 golos em 11 partidas jogadas e não dá sinais de querer abrandar nestes números.

 

Imagem destaque: Sport Lisboa e Benfica (Facebook)

 

Duarte Rosa

"Alfacinha" de gema, sportinguista de coração. Desde o clube à seleção nacional, o amor pela bola está presente desde cedo. A licenciar-se em Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, esta paixão pela escrita e pelo futebol forma uma dupla interessante, que espera vir a agradar aos seus leitores.