À terceira foi de vez… França vence Portugal e garante presença na Final-Four

Portugal recebeu a França no Estádio da Luz num encontro a contar para a quinta jornada da Liga das Nações. O jogo terminou com uma derrota lusa por um a zero, com um golo solitário de Kanté a ser suficiente para a turma francesa ser a primeira a confirmar a sua presença na Final- Four da competição, após um jogo onde a equipa portuguesa apenas se conseguiu impôr depois de sofrer o golo francês.

Fernando Santos promoveu duas alterações em relação ao encontro anterior com os gauleses, levando a campo uma formação com Rui Patrício na baliza, João Cancelo (rendeu Nélson Semedo) e Raphaël Guerreiro nas laterais, a dupla de Rúben Dias e José Fonte (Pepe ficou de fora devido a problemas fisícos) como centrais, Danilo Pereira, William Carvalho e Bruno Fernandes no meio campo e o trio de João Félix, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo no ataque.

A turma de Didier Deschamps, por sua vez, também se apresentou com duas mudanças no onze. A seleção francesa foi a jogo com Hugo Lloris entre os postes, Lucas Hernández e Benjamin Pavard nas laterais, Varane e Kimpembe no centro da defesa, Kanté, Paul Pogba e Adrien Rabiot no meio campo e um trio de ataque composto por Griezmann, Coman e Martial (renderam Mbappé, devido a lesão e Giroud, por opção técnica).

O jogo iniciou-se com ambas as equipas a demonstrarem muita vontade de ter posse de bola e a exercerem uma pressão muito alta na reação à perda do esférico. Ronaldo foi quem fez a primeira ameaça à baliza de Lloris, chutando um remate fora da grande área aos cinco minutos que obrigou a que o guardião gaulês se aplicasse para impedir o golo do capitão português. Cinco minutos depois, foi a vez de Patrício ser testado, com o guarda-redes a impedir o tento de Coman, após uma iniciativa individual do extremo francês. Logo a seguir, após um grande passe de Griezmann, Martial ficou isolado frente ao guardião português, mas Patrício levou a melhor na disputa com o avançado do Man. United.

Fonte da imagem: Twitter @equipedefrance

Após a ameaça inicial de CR7, a França passou a dispôr de mais posse de bola dentro do meio campo português e, naturalmente, de melhores ocasiões de golo, perante uma seleção lusa que atravessava dificuldades na saída de bola devido à alta mobilidade e pressão exercida pelo trio atacante francês. Na sequência de um pontapé de canto, foi a vez de Rabiot ameaçar as redes de Patrício, cabeceando ao lado da sua baliza aos 18 minutos de jogo. Aos 26´, Martial voltou a assustar a turma lusa, atirando um remate que embateu na malha lateral direita da sua baliza.

Portugal estava desconfortável na partida e tinha razões para isso. O maior susto português na primeira parte chegou na passagem da meia hora de jogo, altura em que um livre estudado e batido por Griezmann e que ainda passou por Rabiot acabou na cabeça de Martial. O jogador voltou a ter azar no momento de finalização, atirando em cheio na barra da baliza do guardião português que, à semelhança dos restantes jogadores da casa, agradeceu a falta de sorte do atacante gaulês.

Fernando Santos mostrava-se muito descontente com a prestação da sua equipa, que apenas conseguia responder ao perigo adversário a partir de lances de bola parada, sem nunca incomodar a baliza da turma de Deschamps. Antes do intervalo, Martial teve a sua terceira oportunidade para inaugurar o marcador e respondeu a um cruzamento milimétrico de Hernández com um toque que obrigou Patrício a mais uma grande defesa. Ronaldo era o principal rosto das tentativas de resposta portuguesa ao autêntico “massacre” ofensivo da França, com o astro madeirense a subir mais alto que a defensiva gaulesa e a cabecear a bola ligeiramente por cima da barra da baliza adversária após um canto batido por Bruno Fernandes mesmo antes do apito para a pausa no encontro.

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No início da segunda parte, a equipa das Quinas voltou mais compacta e organizada, aspetos que levaram a uma maior igualdade entre as seleções na disputa pela posse de bola. No entanto, foram os gauleses que conseguiram desfazer o nulo no marcador. Rabiot chutou de forma rasteira para nova defesa de Patrício, que desta vez não foi suficiente, uma vez que Kanté, na recarga do lance, chegou primeiro à bola e rematou para uma baliza desprotegida. Aos 54´, o marcador mostrava um a zero para os franceses, que apesar de uma entrada melhor da equipa lusa nos segundos 45 minutos, já justificavam a vantagem no marcador.

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Fernando Santos, após o tento gaulês, decidiu arriscar na partida, substituindo William Carvalho por Diogo Jota. Já com o avançado do Liverpool em campo e na passagem da hora de jogo, a equipa das Quinas finalmente partiu para cima da defensiva francesa e quase chegou ao empate. Guerreiro armou um remate potente que levou a uma defesa de elevada dificuldade de Lloris e logo a seguir, Bernardo Silva ainda foi a tempo de chegar à bola e cruzar para a cabeça de José Fonte, que assistiu a uma falta de sorte semelhante à de Martial na primeira parte, cabeceando em direção à barra da baliza adversária.

A França, numa altura em que apenas faltavam 20 minutos para terminar a partida, decidiu recuar as suas linhas e foi a partir daí que a turma portuguesa desfrutou do seu melhor período no jogo. Após Bernardo e Bruno Fernandes abandonarem o campo (tiveram ambos uma noite desinspirada) para darem lugar a João Moutinho e Trincão, foi mesmo o médio do Wolverhampton que ficou em destaque aos 76´. Moutinho chutou um grande remate que apenas só não entrou porque Lloris fez uma defesa de classe mundial para impedir o empate na partida.

Fonte da imagem: Twitter @equipedefrance

Logo a seguir, Ronaldo só não cabeceou para um golo certo na sequência de um cruzamento de Trincão porque Kimpembe fez um corte fundamental, tirando “o pão da boca” a CR7. A oito minutos do fim, o Engenheiro apostou em Sérgio Oliveira e Paulinho como os últimos trunfos do seu baralho e a Seleção portuguesa continuou a tentar, com mais coração que cabeça, a chegada ao empate mas as suas tentativas ficaram todas aquém do desejado até ao apito final no encontro.

A Seleção portuguesa, após a derrota frente à França, que foi inclusive o seu primeiro desaire de sempre na Liga das Nações, fica de fora da Final-Four da competição. A seleção de Deschamps, por outro lado, garantiu o primeiro lugar do Grupo 3 e é a primeira equipa a confirmar a sua presença na fase final da competição. Portugal, atual campeão em título, vai enfrentar a Croácia na próxima terça-feira num jogo referente à última jornada da fase de grupos sabendo que, independentemente do resultado, acabará no segundo posto do grupo e terá garantida a presença na Liga A na próxima edição da Liga das Nações.

Fonte da imagem de capa: Twitter @mundodabola

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.