Serviços mínimos foram suficientes para o Benfica ultrapassar o Paredes na Taça

O Benfica enfrentou o USC Paredes na terceira eliminatória da Taça de Portugal, naquele que foi o primeiro encontro dos encarnados na prova-rainha do futebol português. Os encarnados venceram a formação do Campeonato de Portugal por uma bola a zero, numa partida em que não houve muitas ocasiões de golo para ambas as formações e onde Jesus promoveu a estreia de vários jovens na equipa principal das águias.

Jorge Jesus fez várias alterações no onze encarnado para o encontro, levando a campo vários jogadores que não tinham desfrutado de muitos minutos em campo ao serviço das águias. Algumas das escolhas do técnico incluíram Helton Leite, Ferro, João Ferreira (no flanco esquerdo da defesa), Chiquinho, Cervi, Gonçalo Ramos e Facundo Ferreyra (não jogava há quase dois anos pela turma da Luz).

O Benfica entrou no jogo com uma abordagem naturalmente dominante, perante uma formação do Paredes que se preocupava em manter-se coesa nos seus processos defensivos e em não cometer erros que permitissem situações perigosas por parte da turma benfiquista. O conjunto encarnado geria a posse de bola a seu gosto, mas não causou ocasiões de perigo de registo no primeiro quarto de hora de jogo, tirando duas tentativas de Ferreyra e Gonçalo Ramos que não foram direcionadas à baliza adversária. O conjunto da casa, participante na Série C do Campeonato de Portugal, limitava-se a defender com vários homens dentro da sua área, aguardando por uma oportunidade clara para tentar incomodar a baliza de Helton Leite. Aos 25 minutos, a insistência ofensiva do Benfica finalmente deu resultados. Na sequência de um pontapé de livre, Cervi cruzou para a área do Paredes e Samaris foi quem chegou primeiro à bola, cabeceando de forma certeira para o fundo das redes da baliza de Marco Sousa.

Fonte da imagem: Twitter @_Goalpoint

O primeiro momento de ataque do Paredes acabou por chegar aos 37 minutos, num lance onde Ismael partiu do flanco direito do terreno e rematou de longe para uma defesa atenta de Helton Leite. A investida da equipa do CPP foi mesmo a última ocasião de destaque na primeira parte, com o Benfica a tentar causar perigo a partir de lances de bola parada, sem sucesso e o Paredes a mostrar-se coeso na sua organização defensiva e a não dar espaço para a turma de Jesus dilatar a sua vantagem na partida.

Após o intervalo, o Paredes apareceu mais solto nos seus processos e com mais presença dentro do meio campo benfiquista, com os seus homens a demonstrarem muita crença numa possível surpresa dentro das quatro linhas, mas manteve-se inofensivo a nível atacante. No entanto, era o Benfica que dispunha das raras ocasiões de golo que se verificaram na partida, com destaque para Cervi na passagem da hora de jogo, que num lance de insistência testou os reflexos do guardião da turma orientada por Eurico Couto. Após Tiago Araújo e Daniel dos Anjos entrarem em campo pelos encarnados (estreando-se ambos a jogar na equipa principal), o Benfica continuava a demonstrar dificuldades em criar situações de perigo na partida, apesar de continuar a dispôr de uma percentagem elevada da posse de bola.

Fonte da imagem: Twitter @FutbolPortugal

Até ao apito final, não se verificaram mais ocasiões de destaque para ambas as turmas. Após um jogo que, num plano geral foi muito pobre, o Benfica fez os mínimos e conseguiu ultrapassar (com pouco mérito, apesar das muitas ausências dos habituais titulares no onze encarnado) uma formação do Paredes que teve muita crença e habilidade em não abrir espaços para que a equipa de Jorge Jesus pudesse dispor de mais oportunidades de golo.

Com o seu triunfo pela margem mínima, o Benfica passou a primeira etapa no seu percurso na Taça de Portugal. O próximo encontro dos encarnados será frente ao Rangers, no dia 26 de novembro,  numa partida a contar para quarta jornada da fase de grupos da Liga Europa.

 

 

Fonte da imagem de capa: Twitter @maisfutebol

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.