Águias batem galos de Barcelos de dez jogadores

O Benfica venceu o Gil Vicente por duas bolas a zero com auto golo de Rodrigão e tento de Cebolinha.

A receção do Gil Vicente FC ao SL Benfica, referente à décima jornada da Primeira Liga, começou este domingo às 17:30. Os galos, 15º classificados, vinham de um empate a uma bola frente ao Moreirense e as águias, no segundo lugar, haviam eliminado o Vitória SC da Taça da Liga nos penaltis na sua última partida.

Os titulares escolhidos por Ricardo Soares foram Denis, na baliza, Talocha, Ygor Nogueira, Rodrigão e Joel Pereira no eixo defensivo, Claude Gonçalves, Vítor Carvalho e Lucas Mineiro no bloco intermédio, Lourency e Leautey nos flancos e Samuel Lino no centro do ataque.

Já Jorge Jesus, de início, lançou Vlachodimos, entre os postes, Grimaldo, Vertonghen, Jardel e Gilberto no setor mais recuado, Weigl e Pizzi no centro do terreno, Everton e Pedrinho nas alas e Darwin e Seferovic na frente de ataque.

Na primeira parte, Denis interveio várias vezes, tendo agarrado com relativa facilidade as tentativas de Vertonghen, Cebolinha e Darwin, em duas ocasiões. Porém, quando este viu o remate de Gilberto ser desviado num colega de equipa, foi obrigado a uma defesa de grande nível.

Do outro lado, os gilistas criaram a primeira e única ocasião de perigo do primeiro tempo através de um cabeceamento de Vítor Carvalho, que saiu próximo do poste a escassos minutos do intervalo.

Foi também na primeira metade que ocorreu um dos momentos que marcaram o jogo. À passagem do minuto 45, Nuno Almeida mostrou o segundo amarelo a Ygor Nogueira depois de o central ter atingido Darwin numa disputa de bola aérea, num lance muito semelhante ao que já havia resultado na primeira cartolina do jogador.

No início da segunda parte, Vlachodimos foi gigante. A primeira defesa foi em resposta a disparo longínquo de Samuel Lino, tendo agarrado a dois tempos. Pouco depois, num canto, Lucas Mineiro cabeceou para grande defesa do grego e, no lance seguinte, o brasileiro voltou a ganhar nas alturas e atirou à trave. Na recarga, Lourency forçou o guardião a aplicar-se novamente.

Contra a corrente do jogo, o Benfica chegou à vantagem no minuto 59. Gilberto cruzou pela direita, Cebolinha ganhou de cabeça e, na tentativa de cortar a bola, Rodrigão desviou para dentro da própria baliza.

Na resposta, Vlachodimos foi novamente posto à prova. Já na grande área, Samuel Lino rematou rasteiro e, na ressaca, Lourency, a meias com Grimaldo, também tentou a sua sorte. O guarda redes dos lisboetas evitou o golo nos dois momentos com belas intervenções.

À passagem do minuto 65, as águias duplicaram a sua vantagem. Seferovic combinou com Pizzi antes de cruzar para o segundo poste, onde Everton voltou a aparecer, desta vez cabeceando diretamente para o fundo da baliza.

Este golo acabou por praticamente matar o jogo, já que o Gil Vicente só voltou a criar perigo ao cair do pano, quando Tim Hall (substituiu Leautey ao intervalo) disparou de cabeça ligeiramente ao lado do alvo.

Assim, o Benfica voltou a vencer sem convencer visto que, depois de ter criado escassas oportunidades de real perigo na primeira parte, no segundo tempo sentiu muitas dificuldades em bater um Gil Vicente de dez jogadores que podia, inclusivamente, ter chegado ao golo em diversas ocasiões.

 

Fonte da Imagem: Twitter @ligaportugal

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.