Quem te viu e quem te vê… Dyego Sousa

Nasceu em Portugal, cresceu no Brasil e, enquanto jogador, acabaria por se estabelecer, novamente, em terras lusas. De Braga a Portimão, passando pela ilha da Madeira, já representou clubes de norte a sul do país, chegando até a atuar em Angola. Revelou-se recentemente, mas acabou por deitar a perder todo o potencial. Hoje falamos do ponta de lança Dyego Sousa.

Como qualquer atleta, começou a praticar futebol no seu clube local, no caso, o Moto Club de S. Luís, mas cedo conseguiu chegar a um dos grandes do futebol brasileiro, o Palmeiras. Ainda assim, Dyego terminou a sua formação…no CD Nacional, regressando logo de seguida ao Brasil para se estrear a sénior pelo Andraus. No mesmo ano, o “Gigante da Pedreira” emprestaria o avançado ao Operário Ferroviário, da quarta divisão. O ano era 2010.

Terminada a época, Dyego Sousa tornaria a fazer as malas para Portugal, desta vez para o continente, onde assinou pelo Leixões. No ano seguinte, efetuou uma curta passagem pelo futebol angolano, jogando ao serviço do Interclube, mas rapidamente regressaria a terras lusas, de onde não sairia tão cedo.

Como se pode ver, o início de carreira do jogador foi um autêntico “vaivém”. Neste segundo regresso a Portugal, começou por representar o Tondela, trocando os beirões pelo Portimonense, no ano seguinte. Só em 2014 Dyego Sousa conseguiu uma tão necessária estabilidade, regressando à ilha da Madeira, mas agora ao serviço do Marítimo.

Pelos “leões da Almirante Reis”, rapidamente se assumiu como peça essencial do xadrez insular. Foram três anos a jogar no Funchal, conseguindo a sua melhor marca em 2015/16, com 12 golos em 36 jogos para todas as competições.

Retornaria ao continente dois anos depois, em 2017, para envergar as cores do SC Braga. Logo no primeiro ano, conseguiu igualar o seu recorde de golos, desta vez com 9 jogos a menos. A melhor época da sua carreira, ainda assim, surgiu na temporada seguinte, ainda com os “Gverreiros do Minho”, apontando 20 golos em 40 jogos, o que lhe garantiu o título de melhor marcador do clube, nesse ano.

Assim, apesar dos 30 anos, Dyego Sousa mostrava-se no topo da sua forma, o que não dispensou vários interessados em conseguir o atleta. O que é facto é que o avançado deixou mesmo o Braga, mas, para surpresa de muitos, rumou ao futebol chinês, assinando pelo Shenzhen FC.

Ao fim de meia época no Oriente, sem grande brilho (3 golos em 10 jogos), conseguiu um empréstimo que lhe permitiu voltar a Portugal, desta vez ao serviço do campeão em título Benfica, mas as exibições ficaram-lhe muito aquém do esperado, não somando qualquer golo nos escassos 13 jogos em que participou.

Chegando a 2020, Dyego Sousa viu-se novamente emprestado e novamente para a Liga NOS, agora como reforço do FC Famalicão, equipa sensação da temporada anterior, mas nem por isso as contas melhoraram, jogando apenas 5 jogos e, mais uma vez, sem qualquer golo somado. O empréstimo já seria de meia época apenas, mas conseguiu terminar um mês antes, dadas as fracas exibições. Está agora de regresso ao futebol chinês e por lá se deverá manter.

Amadureceu tarde, mas revelou-se com estrondo, chegando mesmo a ser chamado por duas vezes à seleção portuguesa, mas foi com o mesmo estrondo que acabou por cair. Agora com 31 anos, muito dificilmente conseguirá recuperar a forma que atingiu no Minho. Veremos o que ainda consegue fazer em terras chinesas.

 

Imagem: SC Braga (Facebook)

Duarte Rosa

"Alfacinha" de gema, sportinguista de coração. Desde o clube à seleção nacional, o amor pela bola está presente desde cedo. A licenciar-se em Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, esta paixão pela escrita e pelo futebol forma uma dupla interessante, que espera vir a agradar aos seus leitores.