Santa Clara – SL Benfica: Depois da tempestade, continua a preocupação

Depois do jogo ter sido interrompido neste passado domingo por volta dos cinco minutos da primeira parte, o tempo finalmente deu tréguas e o SL Benfica completou a sua visita aos Açores para enfrentar o sempre complicado Santa Clara.

No jogo a contar para a 12ª jornada Jorge Jesus apresentou: Vlachodimos, Grimaldo, Ferro, Vertonghen e Gilberto; Weigl, Taarabt, Rafa Silva e Everton; Waldschmidt e Darwin.

Já a equipa açoriana levou a campo: Rocha, Sagna, Afonso Silva, Cardoso e Villanueva; Lincon, Anderson e Rui Correia; Patric, Diogo Salomao e Crysan.

No primeiro tempo viu-se um Benfica semelhante ao dos últimos tempos, com bastante posse de bola mas sem criatividade e intensidade.

Como tal, a equipa treinada por Daniel Ramos procurou responder no contra-ataque, embora as oportunidades tenham sido praticamente nulas para ambos os lados.

Só aos 33 minutos é que finalmente houve alguma agitação e logo com um golo.  Grande desenho de ataque , com Waldschmidt a fazer tabela com Rafa e a assistir Darwin na pequena área para o tento inaugural.

Os “encarnados” foram assim para o intervalo em vantagem, justificando o parcial domínio com um raro momento de brilhantismo coletivo.

O segundo tempo por sua vez começou envolto em polémica. Choque na área do Benfica entre Gilberto e Jean Patric, com ambos a saírem diretamente para os balneários e os atletas do Santa Clara a pedirem penálti.

Não obstante, viu-se uma equipa da casa mais solta e pressionante, chegando inclusive a ter mais posse de bola do que o Benfica, que se encontrava demasiado expectante face à nova dinâmica do adversário.

A insistência dos homens de Daniel Ramos foi recompensada com o empate aos 60 minutos. Lincoln cruza, Cryzan remata de forma acrobática e Fábio Cardoso desvia de cabeça para as redes dos “encarnados”.

Após um arranque de segunda parte muito apático, Jorge Jesus e companhia eram agora obrigados a voltar a assumir as despesas do jogo, no entanto, o Santa Clara manteve-se sempre melhor e por pouco surpreendia mais uma vez o adversário, não fosse a excelente contenção de Vlachodimos perante a desmarcação de Nené.

O melhor que o Benfica conseguiu fazer foi obrigar Marco a uma grande defesa face ao cabeceamento de Weigl e uns últimos dez minutos mais pressionantes, mas sem qualquer tipo de ocasiões de golo.

As “águias” marcam passo nos Açores e ficam agora a quatro pontos do líder Sporting, ao mesmo tempo que se deixam aproximar pelo Sporting de Braga e se igualar pelo rival FC Porto.

Fonte da imagem: SL Benfica Twiteer/@SLBenfica