Opinião: Um trinco e um lateral, é o que está mal

Este ano não está fácil para o lado do plantel encarnado, comandado pelo técnico português, Jorge Jesus. A turma das águias está um pouco aquém das expetativas que lhe foram impostas, com a quantidade de plantel recrutado no regresso do técnico do Flamengo.

Milhões foram gastos e as dificuldades continuam a fazer-se sentir no meio-campo e no lado direito da defesa encarnada. As opções que Jorge Jesus tem ao seu dispor, até agora, dentro do plantel não têm mostrado os resultados desejados, tanto por adeptos como direção e corpo técnico. A compra de Darwin tem, de facto, justificado o investimento, enquanto que a parte lateral da defesa, com a lesão de André Almeida e apenas com Gilberto, que só dá seguranças no ataque, tornam difícil a tomada do primeiro lugar do campeonato. Já a Champions, ficou para trás e a Liga Europa foi, no mínimo, razoável, mas muito atrás do esperado.

A possibilidade de William Carvalho regressar aos palcos portugueses de futebol, tem sido abordada várias vezes, apontando-o ao Benfica, coisa que neste momento não acho necessário para a turma de Jesus. Já vão longe os tempos de Javi Garcia, Witsel e Matic; jogadores que seguravam o miolo do campo, sem comprometer a defesa e segurando o ataque, em transições rápidas e precisas. Contudo, Bruno Peres, tem sido apontado novamente aos encarnados para fortificar o lado direito da defesa do Benfica. Já tinha sido apontado anteriormente ao clube da Luz e agora está de novo em cima da mesa de Luís Filipe Vieira. O jogador que atua ainda aos comandos de Paulo Fonseca na Roma, encontra-se já em conversações com a direção das águias para a sua contratação.

Um trinco e um lateral, é de facto, o que está mal, na turma encarnada que tem de reforçar minimamente estes setores para atacar o lugar cimeiro da tabela da Liga Portuguesa, lugar onde se encontra atualmente o plantel do FC Porto.

 

Fonte da imagem: Twitter SL Benfica

Emanuel Brasil

Nasci na cidade mais alta de Portugal e foi aqui que comecei a dar os primeiros toques no mundo da bola e a acompanhar os mesmos com a escrita que dá brilho ao jogo fora das quatro linhas. Com a bola de um lado e a caneta do outro, acabei por me licenciar em Ciências da Comunicação na UBI e onde tiro agora, o mestrado em jornalismo.