Históricos: Red Devils derrubam a Vecchia Signora rumo à sua primeira Champions

Duelo entre duas equipas históricas do futebol mundial. Nas meias finais da Liga dos Campeões de 1998/99, Manchester United e Juventus lutavam por um lugar na final.

Após o empate a uma bola em Inglaterra, estava tudo por decidir na segunda mão, no antigo estádio da Juventus, o Stadio Delle Alpi. O campo estava recheado de superestrelas, por lá,  espalhavam magia nomes que ficaram para sempre marcados na história de ambos os clubes; do lado dos italianos atuavam nomes como Antonio Conte, Didier Deschamps, Angelo Peruzzi, Edgar Davies, Zinedine Zidane e Pippo Inzaghi e pelos ingleses David Beckham, Andy Cole, Roy Keane, Peter Schmeichel, Gary Neville e Paul Scholes.

Urs Meier, árbitro suiço, apitou para o início da partida e a Juve mostrou que não queria perder tempo e cedo partiu para cima da equipa de Manchester. Logo aos 4 minutos, o avançado italiano, Pippo Inzaghi, adiantou a vecchia signora no marcador; canto curto realizado, Zidane recebe a bola perto da esquina da área e cruza para o segundo poste, onde aparece o avançado italiano, pronto a encostar para o fundo das redes de Schmeichel. 1-0 para os da casa.

A equipa de Turim não queria ficar por aqui e tentava dar uma machadada nas aspirações dos ingleses, por isso, perto dos 10 minutos, Pessotto desmarca em profundidade Inzaghi, que atira e, após bater nas pernas de Staam, a bola faz um chapéu ao guarda redes dinamarquês e acaba lá dentro. A Juve já estava com um pé na final, depois de ter feito o 3-1 em agregado na eliminatória, só três golos dos red devils eram capazes de destronar o sonho italiano.

Contudo, engane-se quem achava que o United não iria lutar pela eliminatória. Num jogo frenético, a rondar os 25 minutos, após a cobrança de um pontapé de canto ao primeiro poste, apareceu Roy Keane com um toque ligeiro de cabeça que foi suficiente para reduzir a desvantagem e voltar a dar esperança aos diabos vermelhos.

Depois de um corte em cima da linha de Stam, um cruzamento com conta, peso e medida de Andy Cole para o coração da área descobriu Dwight Yorke, que, de cabeça, empatou o marcador aos 34 minutos. Pouco mais de meia hora em Turim e os 64500 espectadores já haviam assistido a quatro golos e muita emoção.

Após o merecido descanso, o jogo mudou. Houve mais equilíbrio e menos ocasiões, porque o medo de perder era maior que a vontade de tentar ganhar. Contudo, os da casa estavam ligeiramente por cima e Inzaghi teve oportunidades de fazer o hat-trick, no entanto, num alívio para a frente, aos 84 minutos, a bola sobrou para Yorke, que com a ajuda de dois ressaltos, passou por um par de adversários e no frente a frente com Peruzzi caiu; o estádio sustinha a respiração e esperava pelo apito do arbitro, no entanto, quem não esperou por nada foi Andy Cole, que apareceu vindo de trás e encostou para o fundo das redes. 3-2 no marcador e o United operava um milagre e estava na final da Liga dos Campeões.

Na final frente ao Bayern de Munique, você já sabe o desfecho. Apenas um dado curioso, na primeira mão, o United marcou o golo do empate aos 92 minutos, na segunda mão, deu a volta ao marcador e marcou a passagem à final nos 84 minutos e na final, a perder por 1-0 aos 90 minutos, conseguiu dar a volta ainda em tempo regulamentar com golos aos 91 e aos 93, por isso, foi sem duvida uma campanha imprópria para cardíacos e que estava destinada a ter um desfecho glorioso.

Fonte das imagens: Site da EuroSport e site do Man. United.

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.