Lembra-se de: Dirk Kuyt, o destemido holandês

A seleção holandesa é, historicamente, uma das maiores potências do futebol mundial, tornando-se famosa por dar a conhecer jogadores que acabariam por marcar gerações do desporto-rei.

O futebol holandês é uma fábrica de talentos, entre os quais Robin Van Persie; Wesley Sneijder; Marco van Basten; Frank Rijkaard; Ruud Gullit; Cruyff; Dennis Bergkamp; Patrick Kluivert; Clarence  Seedorf e muitos mais. Mas, estranhamente, um dos melhores avançados da era moderna não obtém um nível de reconhecimento semelhante ao das lendas anteriormente referidas.

Neste artigo, relembramos aos nossos leitores quem foi Dirk Kuyt, um dos ídolos mais recentes do Liverpool.

Kuyt começou a sua carreira profissional no Utrecht em 1998, tornando-se rapidamente numa das figuras de destaque da equipa principal.

Depois de cinco anos, uma Taça da Holanda ( 2002/03 ) e o prémio de melhor marcador do campeonato na última temporada, mudou-se para o Feyenoord em 2003, onde recebeu a braçadeira de capitão em 2005.

Um ponta-de-lança prolífero, foi o melhor marcador do clube de Roterdão durante três temporadas consecutivas; o máximo goleador da Eredivisie em 2004–05 e melhor jogador holandês em 2005–06. A sua passagem ficará marcada, sobretudo, pelos 71 golos em 101 aparições no principal escalão do futebol holandês.

No ano de 2006 foi vendido para o Liverpool, tendo a sua primeira experiência no estrangeiro. Ao serviço dos “reds”, adotou um papel de menor mediatismo e sim de trabalhador incansável, conquistando rapidamente os adeptos do Liverpool.

Na sua primeira temporada chegou inclusive à final da Liga dos Campeões, mas saiu derrotado pelo todo poderoso AC Milan do compatriota Seedorf.  Foram no total 286 jogos e 71 golos oficiais desde 2006-07 até 2011-12, em grande parte dos quais formou uma parceria de sonho com Fernando Torres.

Saiu de Inglaterra em 2012, infelizmente, com apenas uma Taça da Liga no seu currículo. Viajou para a Turquia para representar o Fenerbahçe, conquistando a Süper Lig (2013-14); a Turkish Cup (2012-13) e a Turkish Super Cup (2014).

Foi ao serviço dos turcos que registou 37 golos em 130 ocasiões, um perfil impressionante numa fase mais descendente da carreira, que terminaria no seu regresso ao Feyenoord.

As duas últimas épocas enquanto profissional resultaram no tão cobiçado título da Eredivisie (2016-17) e em mais uma Taça da Holanda (2015-16), solidificando o seu legado enquanto lenda do futebol holandês.

Já pela seleção, contabiliza 104 internacionalizações e 24 golos, pertencendo à equipa que perdeu a final do Mundial de 2010 para a Espanha e ao plantel que terminou em terceiro lugar o Mundial de 2014.

Poucos foram aqueles que marcaram toda uma geração do futebol mundial e Kuyt não foi só um grande talento como ídolo em três das ligas mais conhecidas do continente europeu.

Fonte da imagem: fifa.com