Jogo de loucos: Manchester United 3-3 Everton ao cair do pano

A equipa de Solskjaer deixa-se empatar ao minuto 95 e perde hipótese de capitalizar com o jogo de amanhã entre Manchester City e Liverpool.

Com a certeza de que algum dos rivais Manchester City e Liverpool perderia pontos no embate de amanhã, o Manchester United recebia hoje o Everton em Old Trafford. O Everton vinha de uma vitória por 2-1 frente ao Leeds e estava decidido a atacar os lugares europeus da Premier League.

A equipa da casa estava preparada para dominar o jogo. McTominay, em grande momento de forma, era o médio mais recuado do meio-campo, para dar equilíbrio. Pogba e Bruno Fernandes tinham como tarefa conduzir os ataques no meio-campo atacante, enquanto que a mobilidade dos alas Rashford e Greenwood criaria problemas nas marcações. Cavani foi, mais uma vez, o homem de área da equipa de Solskjaer.

Por seu turno, Ancelotti apostou numa equipa mais conservadora. Tom Davies e Doucouré foram os médios mais recuados, André Gomes era o médio responsável pelas transições defesa-ataque. Richarlison e James Rodríguez começaram mais encostados à ala, no entanto, o médio colombiano trabalhou entre linhas dum lado para o outro, enquanto que Richarlison se juntou mais a Calvert-Lewin no meio do ataque, apesar da liberdade do brasileiro.

O jogo começou como se esperava: o United dominou a bola e, sem surpresas, chegou ao golo ao minuto 24, com Cavani a responder de cabeça a um grande cruzamento de Rashford pela direita. Apesar da desvantagem, o Everton não mostrava sinais de querer responder, e foi o Man United a estar mais perto do golo, mesmo com a saída forçada de Pogba por lesão, aos 39 minutos. O momento do jogo surgiu aos 45 minutos por intermédio do suspeito do costume: Bruno Fernandes. À entrada da área, devido à passividade da pressão adversária, o internacional português rematou forte um remate que sobrevoou Olsen e entrou na malha lateral. Um golo de belo efeito do médio, que já leva 13 golos na Premier League este ano.

Se a primeira parte acabou com domínio total dos da casa, a segunda parte começou de forma totalmente inesperada: logo aos 49 minutos, Dominic Calvert-Lewin apareceu nas costas dos centrais dos Red Devils e cruzou para defesa incompleta de De Gea. Doucouré, bem posicionado, encostou para dentro. Logo a seguir, aos 52 minutos, James Rodríguez, respondendo ao cruzamento do mesmo Doucouré, teve a frieza de dominar e chutar com força para o fundo das redes de De Gea. Em 3 minutos, o Everton cancelou a vantagem do Manchester United. O jogo voltou a ser dominado pelo Manchester United, que voltou a conseguir a vantagem aos 70 minutos. Num livre cobrado por Luke Shaw, Scott McTominay saltou mais alto que a concorrência e cabeceou para o fundo das redes.

Num momento em que parecia que tudo estava terminado e a vitória não fugia à turma de Solskjaer, uma falta de Tuanzebe no meio-campo aos 94 minutos provou ser fatal. Lucas Digne bateu o livre para a área, Michael Keane desviou e Calvert-Lewin fez o 3-3 final, mesmo ao cair do pano.

O jogador em destaque nesta partida voltou a ser (mais uma vez) Bruno Fernandes. O médio liderou o ataque a partir do meio-campo, soube quando pautar o encontro e definir por onde os momentos ofensivos do Manchester United deviam ser conduzidos. Uma exibição carimbada com um golo de belo efeito.

Do lado do Everton, o maior destaque terá sido Doucouré. Não só marcou e assistiu num momento de grande ímpeto do Everton, foi também um pilar defensivo dos Toffees durante as investidas adversárias. A resiliência do coletivo também é de realçar, uma vez que nunca desistiram do encontro e acabaram por ser recompensados pelo seu esforço.

Com este empate, o Manchester United fica a 2 pontos do líder Manchester City, com mais dois jogos disputados que os rivais da cidade, Os Red Devils podem ainda ficar em igualdade pontual com o Leicester City, em caso de vitória dos Foxes na partida de amanhã contra o Wolverhampton.
Quanto ao Everton, este ponto leva a que a equipa de Carlo Ancelotti fique a dois pontos do West Ham e a três do Liverpool, sendo que os azuis de Merseyside têm menos dois jogos que os Hammers e menos um que os Reds.

 

Fonte da imagem: Twitter da Premier League – @premierleague