Liverpool 1-4 Manchester City: demonstração de superioridade da equipa de Guardiola

Com esta vitória, os Cityzens alargam para cinco a vantagem sobre o segundo classificado Manchester United. Os Reds voltam a perder em Anfield para o campeonato pela terceira vez seguida.

O Liverpool recebeu hoje o Manchester City em casa num momento difícil de forma para a equipa de Klopp: apenas duas vitórias no campeonato nas últimas 9 partidas. A equipa de Anfield procurava hoje capitalizar do empate do Leicester contra o Wolverhampton para conseguirem empatar com os Foxes no terceiro lugar do campeonato. Por seu turno, a equipa de Guardiola está a passar por uma altura muito positiva: depois dum início algo atribulado, os azuis de Manchester levavam à partida para este jogo 13 jogos sem perder para o campeonato e apenas 3 golos sofridos nesse período. A vitória seria importante para alargar a diferença para o segundo classificado, o Manchester United.

O Liverpool, muito desfalcado, apresentou Henderson e Fabinho como centrais. Os laterais, Robertson e Alexander-Aernold tinham como função apoiar o ataque, quer com largura, quer com jogadas interiores. O meio-campo, habitualmente mais utilitário e trabalhador, contava com o músculo de Wijnaldum e a criatividade de Thiago Alcântara, a construir a partir de trás. Curtis Jones era o médio mais solto, para transportar o jogo para a frente. Na frente de ataque, a coordenação dos laterais era importante com os extremos. Mané tinha a função de aparecer nas costas da defesa adversária, Salah entraria mais no 1 para 1. Firmino, a falso 9, tinha a tarefa de arrastar a defesa adversária e abrir espaços para os extremos.

Quanto ao City, a solidez defensiva dos centrais Rúben Dias e John Stones são um dos pontos fulcrais no planeamento de Guardiola. Em transição, Zinchenko fechou do lado esquerdo enquanto que Cancelo se juntou ao meio campo, formando uma linha de 3 com Rodri e Bernardo, com Gundogan a subir mais para o ataque. Mahrez abriu à direita e Sterling à esquerda, com Foden a aparecer mais no centro, no entanto, a mobilidade era visível nos momentos atacantes dos Cityzens.

No princípio do jogo, o Manchester City assumiu o controlo da bola e foi a equipa que dominou a posse na primeira parte. No entanto, o Liverpool foi o primeiro a criar perigo aos 24 minutos, com Sadio Mané a cabecear por cima em resposta a um cruzamento de Alexander-Arnold. O Liverpool voltou a criar perigo aos 29 minutos por meio de Roberto Firmino, antes do momento da primeira parte. Depois dum grande drible de Sterling a entrar na área, Fabinho derruba o extremo inglês. O árbitro Michael Taylor não teve dúvidas em assinalar a grande penalidade. Gundogan, a atravessar um grande momento, assumiu a grande penalidade, mas, da marca dos 11 metros, atirou por cima. A primeira parte acabaria assim com as balizas a zero.

Os golos da partida estavam todos guardados para a segunda parte. Aos 49 minutos, Sterling entrou na área, passando por Alexander-Arnold e Fabinho e serviu Phil Foden, para um remate defendido por Alisson. A bola sobrou para Gundogan, que encostou para o fundo das redes, redimindo-se da grande penalidade falhada.
A resposta do Liverpool não tardou. Aos 63 minutos, Mohamed Salah entrou na área do City em direção à baliza e Rúben Dias puxou o adversário, fazendo falta. O próprio Salah assumiu a marcação do penálti e não vacilou, repondo a igualdade.

A partir desse momento, o Manchester City dominou por completo a partida, e voltou a marcar por intermédio de John Stones aos 71 minutos, no entanto, o golo foi anulado por fora de jogo. Logo de seguida, seria a contar. Depois de um mau passe de Alisson, a bola chegou aos pés de Phil Foden. O jovem inglês, atacou a profundidade da área do Liverpool, passando por todos os adversários e servindo Gundogan, que bisou na partida. O médio alemão passou assim de Zero a Herói, com Foden a mostrar aquilo que vale apenas com 20 anos.

Logo de seguida, aos 76 minutos, Alisson foi o vilão de novo. Numa saída de bola, entregou diretamente a Bernardo Silva. O jogador português atacou o guarda-redes e colocou a bola por cima do brasileiro, servindo Sterling para encostar de cabeça à entrada da baliza.

O jogo estabilizou, com o City a controlar o jogo e o Liverpool sem argumentos para responder. Ainda haveria tempo para mais um momento de magia de Foden. Aos 83 minutos, a bola chegou aos pés do já internacional inglês na faixa direita. O jogador cortou para dentro, tirou Robertson do caminho e chutou de imediato para um remate fortíssimo que não deu hipóteses a Alisson, fechando assim as contas deste jogo.

Do lado do Manchester City, Gundogan soube recuperar da queda anímica provocada pelo penálti falhado e fazer um bom jogo, num esforço recompensado com dois golos. Sterling foi muito importante no 1 para 1, criando oportunidades e desequilíbrios constantes. Ainda assim, o maior destaque foi Phil Foden. Para além de marcar e assistir, em lances de belo efeito, fez também um jogo muito completo, sendo o maior responsável pelos momentos de construção no último terço. É de notar a capacidade de decisão num jogador tão jovem.

No caso do Liverpool, o maior destaque negativo foi Alisson. Com duas reposições de bola, serviu duas vezes os adversários para golo, sendo o maior responsável pelos momentos que levaram a um resultado tão discrepante. Alexander-Arnold também esteve muito abaixo do nível habitual, não só na falta de envolvimento atacante, mas sobretudo pela facilidade que Sterling teve em passar por ele, lembrando que o extremo do Manchester City marcou um golo e passou pelo lateral noutras duas ocasiões perigosas: primeiro golo de Gundogan e o penálti.

O Manchester City reforça a liderança sobre o Manchester United com menos um jogo que os Red Devils, enquanto que o Liverpool volta a afundar-se nas aspirações ao bicampeonato.

 

Fonte da imagem: Twitter do Manchester City – @ManCity