Bayern vence Tigres e conquista o Mundial de Clubes

O Bayern de Munique venceu esta tarde o Tigres UNAL por 1-0, conquistando assim o Mundial de Clubes de 2020 disputado em Doha no Catar.

O clube alemão revalida assim o título também conquistado em 2013 e torna-se a segunda equipa da história – após o histórico Barcelona de Guardiola – a conquistar o sextete: neste cado com a conquista da Bundesliga, DFB Pokal, Liga dos Campeões, Supertaça Europeia, Supertaça da Alemanha e Mundial de Clubes.

Muller, que deu positivo já após o jogo das meias finais e Boateng, após a morte da ex-namorada juntaram-se a Goretzka e Javi Martinez infetados com covid-19 e por isso ausentes de toda a competição, no lote dos indisponíveis. As ausências levaram Alaba a jogar no meio campo ao lado de Kimmich (curiosamente dois jogadores com um passado nas laterais do clube bávaro) e à entrada de Sané numa frente de ataque bastante móvel. Sule e Lucas Hernandez fizeram dupla na faixa central mais recuada no terreno. No lado do Tigres, Ferreti decidiu escalar o mesmo onze que derrotou o Palmeiras.

O jogo começou equilibrado. O Tigres sentia-se confortável a defender e o Bayern não iniciou o jogo com um ritmo tão alto como no jogo contra o Al Ahly. As oportunidades escasseavam e tinham origem apenas em erros individuais no capítulo do passe.

Durante toda a primeira parte o Tigres pressionou alto, impedindo o Bayern de sair a jogar com calma e limitando o papel de Kimmich. Sule sentia-se incomodado e acumulava erros e, embora tivesse mais bola a equipa do Bayern encontrava dificuldades em aproximar-se da baliza do Tigres em ataque organizado. Davies era a válvula de escape através de constantes acelerações.

A dificuldade em ultrapassar a primeira linha de pressão era evidente. No entanto, quando ultrapassada havia espaço aproveitado pela capacidade ofensiva do Bayern, capaz de acelerar e transportar a bola em velocidade e com poucos toques. Num destes lances, após um cruzamento mal afastado pela defensiva do Tigres, Kimmich recebeu a bola e de fora de área desferiu um potente remate que só parou nas redes da baliza adversária. No entanto, o golo foi anulado já que o árbitro considerou que Lewandowski, em posição irregular, teve influência no jogo.

Apercebendo-se do caudal ofensivo do Bayern pelo lado esquerdo do ataque, com Alaba a recuar para lateral e a permitir a projeção de Davies e a procura de terrenos interiores de Coman, Aquino e Quinones trocaram de lado à meia hora de jogo e o Bayern só voltou a criar perigo de bola parada, num canto batido de forma rápida após o qual Sané rematou à trave.

Do lado do Tigres, Salcedo destacava-se pela calma e pela acutilância com que comandava a defesa, orientando a linha defensiva e fazendo bastantes cortes importantes. O lateral direito Luis Rodriguez, conhecido pela capacidade ofensiva destacava-se pelas ações defensivas certeiras e Rafael Carioca era importante no equilíbrio defensivo. Nas poucas vezes em que o clube mexicano saía para o ataque Gignac recuava no terreno e era o principal organizador da equipa.

A segunda parte, à semelhança da primeira começou bastante morna. O Bayern sentia a ausência de Goretzka e de Muller e não era capaz de colocar no jogo um ritmo tão elevado como gostaria.

No entanto o golo acabaria por surgir à hora de jogo. Grande cruzamento de Kimmich, má saída de Guzman e remate de Lewandowski, ainda desviado pelo guarda-redes argentino. A bola sobra para Benjamin Pavard que encosta para a baliza deserta. O lance foi inicialmente invalidado por fora de jogo, mas a decisão foi revertida pelo VAR. No momento do cruzamento o calcanhar de Salcedo – um verdadeiro calcanhar de Aquiles – coloca o polaco em posição legal. O lance, no entanto, encontra-se envolto em polémica devido a uma mão de Lewandowski.

Obrigado a procurar o empate, foi visível a dependência ofensiva do Tigres das ações de Gignac. A entrada de Tolisso para o lugar de Gnabry deu estabilidade ao meio campo do Bayern e as entradas de Musiala, Choupo-Moting e Douglas Costa refrescaram o ataque dos bávaros que por várias vezes ameaçaram a baliza do Tigres. A melhor oportunidade do conjunto mexicano foi apenas aos 83 minutos, já após a entrada de Julian Quinones, mas a tentativa de remate acrobático de Gignac não acertou na bola.

Tiago Dantas não chegou a sair do banco e no fim o Bayern confirmou o estatuto de favorito e acentuou o domínio dos clubes europeus no Mundial de Clubes.

Nota de destaque ainda para o jogo de apuramento do 3º lugar também disputado esta tarde e que opôs o Palmeiras de Abel Ferreira ao Al Ahly. Após mais um jogo fraco do conjunto brasileiro, o encontro terminou 0-0 e foi para penaltis onde o Al Ahly foi mais forte e conquistou o 3º lugar remetendo o Palmeiras para 4º lugar com o estatuto de desilusão da competição.

 

Fonte da imagem de capa: Twitter @FCBayern