Quem te viu e quem te vê: Stephan El Shaarawy, o Faraó italiano

Esta semana trazemos até si, Stephan El Shaarawy, o Faraó, como é conhecido dentro e fora das quatro linhas, onde tinha muito para dar. Apesar do seu drible estonteante e ágil e também do seu remate forte e colocado, as lesões impediram o Faraó de dominar o mundo do futebol, da maneira que gostaria.

Nasce a 27 de outubro  de 1992  em Savona, filho de mãe italiana e pai egípcio. O sonho do futebol sempre esteve presente e foi apoiado pelos seus pais e com cinco anos ingressou no Legino, um clube de futebol em Savona, onde ficou até completar 11 anos. O Génova foi a sua segunda casa, um pouco mais tarde que o habitual para os jogadores profissionais, com 14 anos rumou ao clube italiano. Este atraso na formação deu-se devido ao facto dos seus pais insistirem para que Stephan desse seguimento aos seus estudos, pois era um dos melhores da turma. Não foi este pequeno atraso que o deixou desmotivado, pelo contrário, o pequeno Faraó, na altura, via vídeos do seu ídolo Kaká, que o levaram a melhorar, cada vez mais. No dia 21 de dezembro de 2008, o italiano envergou a camisola da equipa principal do Génova, com apenas 16 anos e 55 dias de idade, numa partida contra o Chievo, tornando-se assim o jogador mais jovem na história da Série A.

A estreia estava feita, contudo o seu lugar no Génova não estava garantido e em junho de 2010, foi emprestado ao Padova, da segunda liga italiana – Série B. Na sua passagem em Pádua, foi-se rapidamente destacando dos outros, tornando-se uma peça fulcral para a equipa, levando a mesma aos playoffs de promoção, onde perdeu para o Novara. Esta experiência levou o seu nome ao topo da Europa e despertou a atenção de grandes nomes como o Inter e o Barcelona.

Na temporada seguinte, o Milan foi o vencedor da corrida pelo jovem e no dia 18 de setembro El Shaarawy realizou a sua estreio no San Paolo, envergando o emblema dos Rossonerri, numa partida contra o Nápoles, que acabou em derrota para a equipa de Milão. Exatamente três dias depois da sua estreia, o Faraó apontou o seu primeiro golo, substituindo Alexandre Pato, garantindo assim o empate contra a Udinese. As suas exibições ao serviço do Milan começaram a demonstrar cada vez mais a qualidade do jovem, fazendo dele uma estrela em ascensão, o que levou a uma renovação de contrato com o AC Milan até 2017.

A carreira do Faraó corria às mil maravilhas, quando uma lesão no pé direito o afastou dos relvados. Esta mesma lesão levou o jovem a uma cirurgia que o prejudicou, não conseguindo recuperar totalmente. Uma maré de azar atingiu o italiano e entre 2013 e 2015, o afastamento das quatro linhas foi muito perlongado, o que levou o Milan a emprestar o extremo ao Mónaco, com opção de compra.

Já por terras francesas, El Shaarawy, jogou ao serviço do clube Rouge et Blanc, contudo, quando faltava apenas um jogo para ativar a sua cláusula de compra, foi afastado do 11 inicial, o que o levou novamente ao Milan. Ao serviço do Mónaco, o extremo realizou 24 jogos e apontou três golos.

De regresso a Itália, rapidamente foi emprestado à Roma que no dia 26 de janeiro de 2016 apresentou o italiano, com um contrato válido até 30 de junho de 2016. Depois de uma ótima temporada ao serviço dos Giallorossi, foi contratado em definitivo, no dia 21 de junho, pelo valor de 13 milhões de euros. O Faraó, ao serviço da Roma realizou 201 partidas e apontou 40 golos.

Depois de três temporadas ao serviço da Roma, no dia oito de julho de 2019, rumou ao Shanghai Shenhua, na China, pelo valor de 18 milhões de euros, num contrato assinado por três épocas. No clube chinês El Sharaawy realizou 18 jogos e apontou apenas quatro tentos.

Após um ano e meio da sua partida para a China, o Faraó está de regresso à Roma, aos comandos do português Paulo Fonseca. O internacional italiano de 28 anos, rescindiu contrato com o clube chinês e foi apresentado pelo diretor para o futebol do clube italiano, Tiago Pinto.

Esperemos que o Faraó domine agora dentro das quatro linhas, para que seja visto como foi outrora, uma das maiores promessas do futebol internacional.

 

Fonte da imagem: Twitter Football Stuff

Emanuel Brasil

Nasci na cidade mais alta de Portugal e foi aqui que comecei a dar os primeiros toques no mundo da bola e a acompanhar os mesmos com a escrita que dá brilho ao jogo fora das quatro linhas. Com a bola de um lado e a caneta do outro, acabei por me licenciar em Ciências da Comunicação na UBI e onde tiro agora, o mestrado em jornalismo.