Bicicleta francesa garante vitória do Chelsea frente ao Atlético de Madrid

O Atlético de Madrid recebeu hoje o Chelsea num encontro a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Champions League. A partida, que teve que ser disputada em Bucareste devido à pandemia da Covid-19, terminou com uma vitória dos ingleses por 0-1, após um golo de bicicleta apontado por Olivier Giroud que acabou por ser determinante para a vantagem dos blues para a segunda mão da eliminatória.

Diego Simeone apresentou um onze com: Jan Oblak entre os postes; Felipe e Savić no centro da defesa; Marcos Llorente e Hermoso nas laterais; ; Koke e Saúl no meio campo; Ángel Correa e Thomas Lemar como extremos e João Félix junto de Luis Suárez no ataque colchonero.

Thomas Tuchel alinhou uma equipa com: Mendy na baliza; Rüdiger e Christensen como dupla de centrais; Marcos Alonso e Azpilicueta nas laterais; Kovačić, Jorginho e Mason Mount no meio campo e Hudson-Odoi, Timo Werner e Olivier Giroud como trio de ataque dos blues.

As equipas iniciaram a partida como o esperado, com um Atlético mais retraído e à procura de usar o contra-ataque e as transições rápidas para criar perigo na área londrina, enquanto que os blues apostavam no ataque organizado e assente na criatividade de Mason Mount e Hudson-Odoi para a criação de oportunidades perigosas. O primeiro sinal de perigo acabou por vir dos homens da “casa”, aos 13´. Suárez recuperou uma bola junto da linha da bandeirola de canto esquerda e fez um passe a rasgar toda a dianteira de Mendy mas Lemar chegou ligeiramente tarde e não conseguiu encostar para dentro das redes do senegalês.

O Chelsea demonstrava mais vontade de ter o esférico mas estava a ter dificuldades em criar perigo com este, com uma tentativa de longe de Marcos Alonso que acabou numa defesa fácil de Oblak a ter sido o espelho da falta de ideias em que o ataque blue estava mergulhado. Os colchoneros, apesar de estarem a ser inexistentes no ataque, mostravam-se pacientes e prontos a tentar ferir o Chelsea mal os ingleses cometessem um erro em processo defensivo. Aos 38´, Oblak já teve que testar um pouco melhor os seus reflexos para defender um remate de Werner (jogou colado à ponta esquerda e foi o elemento com mais presença no ataque blue), após um excelente trabalho do alemão sobre Savić. Até ao intervalo, a consistência (e postura) defensiva do Atleti e a secura de ideias ofensivas do Chelsea foram uma fórmula perfeita para uma primeira parte em que houve muita luta mas pouca ação para os guardiões de ambas as turmas.

No segundo tempo, as caraterísticas do jogo não se alteraram. O Chelsea tinha mais bola e punha mais homens no seu desinspirado ataque, mas a defesa do Atlético mantinha-se intransponível, enquanto que o ataque colchonero era muito esporádico nas suas aparições e, ainda por cima, inconsequente nas suas ações. Até que, aos 68´, uma autêntica obra de arte de Giroud deu a vantagem aos ingleses. Marcos Alonso lançou uma bola para a área e o avançado francês, de costas para a baliza, chutou um magnífico pontapé de bicicleta que bateu Oblak e trouxe a vantagem no marcador para a equipa que mais fazia por ela, após uma revisão do VAR ter anulado um fora de jogo inicialmente marcado à posição do dianteiro.

Giroud festejou o sexto golo nos seus últimos quatro jogos na Champions

De seguida, Tuchel levou Kanté e Ziyech a jogo de forma a trazer algum pulmão e frescura na sua equipa, que assistia a um Atlético menos retraído e com mais vontade de partir para o ataque. Já Simeone tentou refrescar o seu poder ofensivo com a saída de Correa e a entrada de Moussa Dembelé. Também João Félix, que teve uma exibição muito discreta na partida, Saúl e Hermoso deram o lugar a Renan Lodi, Lucas Torreira e Vitolo, numa jogada clara de “pôr a carne toda no assador” por parte de Diego Simeone, que tentava a todo custo conseguir que a sua equipa fosse mais fluída e perigosa na sua ação ofensiva, algo que não estava de todo a acontecer. No entanto, nem com as alterações do técnico o ataque madrileno ficou mais produtivo, pelo contrário. O Chelsea manteve-se sempre bem organizado e nunca abriu espaços para que os atacantes do emblema espanhol conseguissem encontrar espaços e sequer armar remates, pelo que a vantagem mínima do Chelsea permaneceu até ao final, num resultado que apenas pode ser descrito como justo após o sucedido ao longo dos 90 minutos.

Atlético nunca conseguiu criar grande perigo na baliza adversária

O Chelsea fica assim bem encaminhado para conseguir o apuramento aos quartos de final da liga milionária, tendo uma vantagem que, apesar de mínima, foi conseguida fora de sua casa. As decisões finais ficam guardadas para o dia 17 de março, data em que terá lugar a segunda mão de uma eliminatória que ainda não está perdida para o Atlético de Madrid, mas que se tornou bem mais complicada do que à partida.

Fonte das imagens: Twitter @ChelseaFC; @ChampionsLeague; @Atleti

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.