Luís Filipe Vieira acusa Nacional de “falta de solidariedade” e dá aviso para a próxima época

Luís Filipe Vieira concedeu uma entrevista à BTV ontem, no dia em que o Benfica celebrou o seu 117º aniversário. Com a atualidade encarnada em foco, o presidente das águias voltou a salientar o impacto que o surto de Covid-19 teve na época desportiva do clube.

O dia 24 de janeiro de 2020 foi uma data que o líder do Benfica não deixou de relembrar. Recorde-se que, na altura, o plantel encarnado lidava com um surto de Covid-19 dentro do seu plantel e, com um encontro diante do Nacional da Madeira em perspetiva, as águias tentaram adiar a partida, mas os madeirenses não se mostraram disponíveis para tal. Vieira revelou que Rui Alves, presidente do Nacional, apenas se mostrou aberto a um adiamento do embate caso recebesse um jogador encarnado por empréstimo.

“Uma coisa que é revoltante, o presidente do Nacional, telefono para ele, que me diz que não pode adiar o jogo, mas se emprestasse o Diogo Gonçalves já adiava o jogo. Veja o estado em que andamos no futebol”, lamentou o presidente das águias, acusando ainda os madeirenses de falta de solidariedade apesar de considerar que o Benfica já foi “muito solidário mesmo” com os insulares.

Ainda sobre o papel do novo coronavírus no desempenho desportivo do Benfica, Luís Filipe Vieira afirmou que o surto que afetou as águias foi, para si, “uma raridade”. “O principal objetivo de um jogador de futebol é correr todos os dias, e não pode. Eu nunca vi, tirando nos lares, 27 casos, tirando os lares, num curto espaço de tempo. O Jorge esteve fora do Benfica cerca de cinco dias, também não treinava. Houve um tempo no Benfica em que nada foi normal”, reiterou.

O líder máximo do clube da Luz foi mesmo ao ponto de afirmar que, caso a imunidade de grupo a nível nacional não seja atingida até ao início da próxima época desportiva, o plantel encarnado não irá entrar em balneários adversários. “Se não houver a imunidade de grupo no próximo ano, o Benfica nunca mais se equipa em balneário nenhum. Sai do hotel equipado, vai para o estádio, entra em campo e acaba o jogo. Palestra ao intervalo dentro de campo. Sai direto para o autocarro, depois para o hotel e jantamos lá. Nunca mais. É impensável para mim ver 27 pessoas infetadas em 8 ou 9 dias.”, avisou LFV.

Fonte da imagem de capa: Twitter @CabineSport

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.