Benfica em rotação volta a vencer o Estoril e confirma ida ao Jamor

O Benfica recebeu hoje o Estoril-Praia no Estádio da Luz, naquela que foi a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, após os encarnados terem vencido o primeiro embate por 3-1. A partida terminou com uma vitória encarnada por 2-0, após tentos de Gonçalo Ramos e Waldschmidt que confirmaram a passagem das águias à final do Jamor, onde irão enfrentar o SC Braga na partida que vai coroar o vencedor desta edição da prova-rainha.

Jorge Jesus levou a jogo um onze com Vlachodimos na baliza; Gilberto, Otamendi, Lucas Veríssimo e Nuno Tavares no quarteto defensivo; Gabriel e Chiquinho no meio campo; Pizzi e Cervi como extremos e Pedrinho junto de Gonçalo Ramos no ataque.

Bruno Pinheiro levou a jogo uma formação com: Thiago na baliza; Empis, Hugo Gomes, Marcos Valente e Carles Soria no quarteto defensivo; João Gamboa, Jean Lazare e Bruno Lourenço no meio campo; Murilo e André Franco como extremos e Harramiz como foco do ataque .

Resumir a primeira parte da partida é tão simples quanto dizer que só deu Benfica. A partida iniciou-se com um domínio natural dos encarnados, que dispunham de maior posse de bola e foram quem criou as primeiras oportunidades de perigo. Após um primeiro aviso de Chiquinho que obrigou uma defesa apertada do guardião visitante, uma bola pela esquerda de Cervi aos oito minutos passou em frente a toda a linha de golo da baliza estorilista, sem que ninguém chegasse a tempo de finalizar. O Estoril não mostrava capacidades de chegar à baliza de Vlachodimos e o Benfica era quem mostrava as garras.

Chiquinho, aos 35 minutos, armou um cruzamento para o segundo poste e Otamendi esteve muito perto de cabecear para golo, mas a bola acabou por sair ao lado do poste direito de Thiago. O Estoril sentia várias dificuldades perante a pressão alta do Benfica e acabou por cometer um erro que deu em golo, mesmo em cima do intervalo. Empis falhou um passe simples no setor defensivo e quem agradeceu foi Chiquinho, que interceptou o esférico e serviu com toda a facilidade o isolado Gonçalo Ramos, que bateu Thiago e inaugurou o marcador, ficando a eliminatória ainda mais encaminhada para os encarnados do que já estava. Pizzi ainda esteve perto de fixar o 2-0, mas o remate à entrada da área do médio português acabou por sair ligeiramente por cima da baliza do Estoril, que terminou o primeiro tempo sem qualquer remate enquadrado com a baliza de Vlachodimos.

Gonçalo Ramos inaugurou o marcador à beira do intervalo

Na segunda parte, o domínio do Benfica manteve-se inalterado. Aos 52´, Pizzi combinou com Pedrinho e armou um cruzamento dentro da área estorilista para a cabeça de Franco Cervi. O pequeno argentino conseguiu, apesar da estatura, cabecear uma bola perigosa que passou a rasar a barra da baliza de Thiago. Pizzi e Chiquinho eram os homens que semeavam o caos na defesa do Estoril e o segundo, notoriamente a querer mostrar serviço a Jorge Jesus, voltou a estar em foco após receber uma bola na sequência de um livre indireto e chutar um remate rasteiro e colocado que obrigou Thiago a uma nova defesa complicada. Também Pedrinho, aos 65´, ameaçou o segundo golo dos encarnados, recebendo a bola de costas para a defesa e chutando um remate que passou ligeiramente ao lado da baliza, naquela que foi a sua última ação em campo, saindo de seguida para dar o lugar a Everton.

Também Seferović entrou em campo, com Jesus a tentar aumentar os números da vitória da sua equipa, tal era o incontestável domínio exercido em campo. O Estoril-Praia continuava inexistente a nível ofensivo, estando completamente “encostado às cordas” desde o apito inicial. Aos 71´, Chiquinho e Pizzi abandonaram o jogo, após terem feito exibições muito positivas, para darem lugar a Waldschmidt e Taarabt, que se juntaram à comitiva ofensiva dos encarnados, incansável nos seus esforços em busca do golo que confirmasse o triunfo na segunda mão, já que a passagem para a final do Jamor, essa parecia estar assegurada.

Chiquinho foi um dos grandes destaques dos encarnados

O avançado alemão não demorou muito para tentar chegar a um golo, armando um remate à entrada da área que obrigou o guarda-redes do Estoril a uma nova defesa. O ataque encarnado, perante um adversário cabisbaixo e que já não acreditava numa passagem para a final, encontrava-se num cenário perfeito para a fluidez ofensiva e, sempre que se abria um espaço para atacar, o conjunto de Jesus não hesitava. Everton teve nos pés, aos 82´, uma outra ocasião para selar o tão procurado segundo golo, mas o capitão do Estoril, Marcos Valente, vestiu a capa de guarda-redes e cortou com os pés um remate do extremo que vinha direto para as redes da sua equipa. Aos 90´, chegou o tal segundo golo que já tanto tinha sido procurado. Taarabt ganhou uma bola a Crespo no meio campo e serviu Waldschmidt, que numa situação favorável, encarou Thiago de frente e bateu o guardião brasileiro, selando o resultado final: 2-0.

Feitas as contas, o Benfica superou as meias-finais frente ao Estoril-Praia com um agregado de 5-1, após uma vitória no Estádio António Coimbra da Mota por 3-1 e uma nova vitória na Luz por 2-0. Os encarnados carimbam desta forma a passagem para a final da Taça de Portugal, onde irão encontrar o SC Braga no Jamor em maio.

Fonte das imagens: Twitter @InformGlorious2; @realfutebolnews; @geglobo

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.