Benfica vence tranquilamente Boavista com bis de Seferovic

Numa partida decidida nos últimos 5 minutos da primeira parte e nos primeiros 5 da segunda, os encarnados alcançaram a quarta vitória seguida em todas as competições, na véspera da ida à Pedreira.

Para este jogo a contar para vigésima terceira jornada da liga NOS, Jorge Jesus promoveu 2 alterações em relação ao onze inicial que defrontou a Belenenses SAD, entrando Taarabt e Pedrinho para os lugares de Pizzi e de Everton, sendo, inclusive, a primeira titularidade na liga do extremo brasileiro desde dezembro de 2020. Quanto ao Boavista, que vinha de uma vitória contundente frente ao Famalicão na jornada anterior, Jesualdo Ferreira trocou Nuno Santos por Sebastian Perez para apresentar uma equipa altamente defensiva disposta num 5x3x2 onde Javi Garcia assumia a posição de terceiro central e Angel Gomes se juntava Albert Elis no ataque, formando uma dupla de ataque rapidíssima.

O avançado hondurenho dos boavisteiros foi mesmo o primeiro a criar perigo com um remate perigoso por cima da baliza de Helton Leite, com 1 minuto de jogo, sendo esta a melhor oportunidade dos forasteiros em toda a partida, onde se limitaram praticamente a defender com exceção a uma mão cheia de incursões rápidas de Elis ou Ángel Gomes, a aproveitarem o adiantamento das linhas encarnadas. A principal razão para esta estratégia pouco ambiciosa aconteceu logo aos 8 minutos de jogo, quando, após um passe de rotura de Pedrinho, Luca Waldschmidt foi derrubado por Chidozie quando ia isolado para a baliza defendida por Léo Jardim.. O árbitro Manuel Mota inicialmente assinalou grande penalidade mas depois de ter consultado o VAR, reverteu a decisão por a falta ter sido feita fora da área, resultando assim na expulsão do central nigeriano, inicialmente admoestado com a cartolina amarela.

A partir desse momento até ao final da partida, o Boavista recuou ainda mais as linhas e assistiu a um domínio da equipa da casa (74 % de posse de bola), que não era, contudo, traduzido em ocasiões de perigo devido à falta de capacidade da equipa comandada por Jorge Jesus de explorar espaços vazios e de se movimentar sem bola, sendo bastante previsível as suas ações. A pouca agitação que ia caracterizando o ataque encarnado era trazida por Rafa e Pedrinho quando estes conseguiam entrar na área e cruzar apesar de não terem o melhor seguimento, com a maioria das jogadas a acabar nas mãos de Léo Jardim ou fora do terreno de jogo.

As melhores oportunidades que emergiram deste plano de jogo assente em cruzamentos para o coração da área, aconteceram já depois da primeira meia hora de jogo, com, primeiro,  Seferovic a obrigar o guarda-redes axadrezado a uma defesa de recurso e depois, Otamendi a cabecear por cima após um canto de Grimaldo. Aos 39 minutos de jogo, Adel Taarabt colocou mesmo a bola dentro da baliza do Boavista mas o lance foi anulado por falta do marroquino sobre Gustavo Sauer, decisão bastante contestada pelo branco encarnado por terem considerado que não houve contacto suficiente.

A 4 minutos do intervalo, chegou o primeiro golo da partida, com Diogo Gonçalves, após uma grande arrancada no corredor direto a cruzar rasteiro para Haris Seferovic encostar para o seu décimo quinto golo da temporada, dando mais tranquilidade ao Benfica antes do descanso.

Na segunda parte, mais do mesmo, com a equipa lisboeta a entrar mais incisiva e a apostar nas combinações rápidas, que resultaram no segundo golo do Benfica com Taarabt a abrir na direita para Diogo Gonçalves que voltou a assistir Seferovic com um cruzamento milimétrico para a cabeça do suiço, confirmando a boa forma do lateral direito português que parece ter ganho, definitivamente, o lugar a Gilberto.

O ritmo do resto da partida foi bastante baixo, com um Benfica a procurar gerir o esforço já a pensar em Braga, sendo exemplo disso a tripla substituição efetuada por Jesus ainda antes dos 60 minutos de jogo em que trocou por completo o meio campo encarnado, agora mais musculado e com outra capacidade de domínio de bola. Por outro lado, assistimos a um Boavista mais preocupado em não sofrer mais golos do que em tentar algo mais no capítulo ofensivo, sendo as substituições de Jesualdo prova disso- entrada do médio Show e de dois outros defesas.

Até ao final, destaque para o regresso á competição de Darwin Nunez, para um remate forte de Chiquinho, recém entrado, que obrigou Léo Jardim a uma grande intervenção e para um golo anulado a Seferovic, por fora de jogo, na recarga a um remate de Lucas Veríssimo ao poste.

Com este resultado, o Benfica fica com os mesmos 48 pontos do terceiro classificado FC Porto e a 1 ponto do Sporting de Braga (ambos com menos um jogo), sendo que na próxima jornada há duelo entre guerreiros e águias na luta pelo segundo lugar da primeira liga. Já as panteras continuam no décimo quinto lugar com 21 pontos, ficando à espera dos jogos dos seus adversários diretos, Gil Vicente e Famalicão, para saber se termina esta jornada abaixo da linha de água.

Fonte da imagem de capa: Site MaisFutebol