Dois golos em dois minutos selam vitória portista frente aos castores

O FC Porto recebeu hoje o Paços de Ferreira no Estádio do Dragão, numa partida a contar para a 23ª jornada da Liga NOS e que terminou com uma vitória portista por 2-0. O triunfo dos dragões foi selado com dois tentos em dois minutos por Pepe e Sérgio Oliveira, que consolidaram a conquista dos três pontos e deram cor a uma partida que, na sua maioria, foi de anulação mútua.

Sérgio Conceição promoveu um onze com: Agustín Marchesín na baliza; Wilson Manafá, Pepe, Chancel Mbemba e Zaidu Sanusi no quarteto defensivo; Sérgio Oliveira e Matheus Uribe no meio campo; Otávio e Tecatito Corona nas alas e Moussa Marega junto de Mehdi Taremi no ataque.

Pepa levou a jogo uma formação com: Jordi na baliza; Fernando Fonseca, Marcelo, Maracás e Pedro Rebocho no quarteto defensivo; Luiz Carlos, Bruno Costa e Stephen Eustáquio no meio campo; Hélder Ferreira e Luther Singh como alas e Douglas Tanque na posição de ponta de lança.

O jogo iniciou-se com um FC Porto dominante e em busca de reter o esférico a seu prazer, perante um Paços bem organizado defensivamente e pronto a encetar em jogadas de contra-ataque e em transições rápidas para tentar causar perigo na área adversária. Os primeiros 15 minutos podem ser descritos como uma verdadeira batalha campal, com os dois meio campos a anularem-se mutuamente e a não permitirem grandes ocasiões de perigo perto das balizas. Os dragões apenas chegaram perto da baliza adversária por meio de um cabeceamento de Taremi, a partir da cobrança de um canto, em que a bola passou ligeiramente por cima da barra, enquanto que os castores tinham dificuldades em manter o esférico na sua posse e não conseguiam trazer homens suficientes para causar desconforto aos centrais da casa.

O resto do primeiro tempo foi um misto de desinspiração portista e eficácia defensiva pacense. O FC Porto detinha o controlo da posse de bola mas, ora eram os opositores de amarelo que ganhavam a disputa dos lances, ora eram os seus passes e cruzamentos que não levavam a medida certa para chegar a Taremi ou Marega. Esta mistura, aliada à falta de iniciativa ofensiva dos visitantes, foi uma receita perfeita para um jogo sem grande história e com raríssimas oportunidades de perigo, com o FC Porto a apenas voltar a ameaçar a baliza de Jordi à beira do intervalo, a partir de um remate de Pepe que, depois de receber uma bola parada de Sérgio Oliveira, rematou para as malhas laterais do guardião brasileiro.

Turmas anularam-se mutuamente no primeiro tempo

Na segunda parte, apesar do Paços tentar começado menos retraído no seu meio campo, os seus jogadores continuavam com grandes dificuldades em chegar perto da área de Marchesín, que mantinha-se tranquilo e sem necessidade de intervenções. Quanto aos azuis e brancos, a turma de Conceição continuava a insistir em povoar o meio campo adversário e beneficiar da pressão alta para recuperar rapidamente o esférico mas, tirando um remate em esforço de Manafá que esbarrou no poste direito, voltaram a não existir grandes ocasiões de perigo para as redes de Jordi até à marca da hora de jogo, devido aos problemas da turma portista terem mantido-se iguais desde o primeiro tempo. Aos 61´, chegou a primeira ocasião de perigo do Paços de Ferreira. Na cobrança de um pontapé livre, Marcelo cabeceou para defesa apertada de Marchesín, que teve o primeiro teste do jogo para os seus reflexos mas não vacilou.

Em busca de maior desequilíbrio no processo ofensivo, o técnico portista lançou Luis Díaz e Francisco Conceição, retirando Manafá e Marega de campo, mas os resultados teimavam em aparecer até, aos 76 minutos, os portistas lá desbloquearem o marcador. À semelhança das poucas ocasiões de perigo anteriores, o golo chegou por meio de uma bola parada, mais exatamente através de um pontapé de canto onde Pepe ganhou nas alturas ao primeiro poste e cabeceou para o fundo da baliza de Jordi, chegando à tão desejada liderança no marcador. E, logo no minuto a seguir, chegou o segundo golo, desta vez pelos pés de Sérgio Oliveira. O médio armou um potente remate ainda bem longe da baliza adversária mas ao qual Jordi não teve mãos para aguentar, ficando um pouco mal na fotografia. Selava-se desta forma o tento da tranquilidade portista.

Depois de terem conquistado a vantagem em “velocidade relâmpago”, os dragões limitaram-se a controlar as tímidas investidas dos castores, que infelizmente para si, somente quando se viram em desvantagem é que começaram a arriscar mais no ataque, ainda que sem a necessária inspiração ofensiva. João Pedro e Adriano Castanheira ainda foram lançados por Pepa de forma a tentar arrancar o empate, mas nunca houve uma altura em que esse desfecho parecia sequer próximo, quanto mais possível. Com o apito do juiz Tiago Martins, chegou ao fim uma partida que, na sua maioria foi cinzenta e onde ambos os lados se anularam mutuamente. As vozes de comando portista acabaram por bater com a mão na mesa e protagonizar os momentos que garantiram a merecida vitória aos azuis e brancos, diante de um Paços de Ferreira organizado defensivamente mas que mostrou uma forma ofensiva demasiado inexistente para o que já conseguiu mostrar e que lhes vale o título de equipa-sensação da atual temporada.

Com o triunfo, o FC Porto exerce pressão sobre o SC Braga e passa a ocupar, à condição, a vice-liderança da Liga NOS com 51 pontos somados, menos dez do que o Sporting. Já o Paços de Ferreira vê o Benfica distanciar-se no quarto posto, passando a estar a sete pontos de distância das águias, que somam 48 pontos.

Fonte das imagens: Twitter @playmaker_PT

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.