Renato Sanches foi alvo de insultos racistas e desabafa: “Isto nunca vai acabar”

Na semana passada, o Lille seguiu em frente na Taça de França eliminando o GFC Ajaccio por 1-3, mas o tema que inundou a comunicação social foi o facto de Renato Sanches ter sido alvo de insultos racistas no decorrer da partida. O internacional português manteve o silêncio após o fim do jogo mas hoje deu a conhecer o seu testemunho sobre o sucedido.

O médio português de 23 anos prestou declarações ao jornal francês L’ Équipe, mostrando-se naturalmente desagradado com as atitudes dos adeptos do Ajaccio. “É uma falta de respeito, não é admissível ouvir isto num campo de futebol. Foi antes do início do jogo, ouvi os insultos relacionados com o meu nome e percebi o que estavam a dizer. Compreendo que certos adeptos queiram provocar, acham que não têm equipa para ganhar e usam esses insultos imundos para nos desestabilizar”, desabafou, acrescentando ainda que, para si, o racismo nunca será erradicado.

“Basicamente é uma questão de educação, mas para mim isto nunca vai acabar. Alguns nunca o dirão na minha cara a cara, mas percebo que são racistas. Não me incomoda. Podes ser racista, mas não quero que falem comigo, não me digam nada”, apontou o internacional português.

Renato deixou ainda elogios para a atuação do árbitro da partida, que perante os insultos dirigidos ao jogador, o aconselhou a abstrair-se das distrações e para apenas focar-se no que se passava dentro das quatro linhas. “Ele teve uma boa reação. Durante o jogo disse-me para me manter concentrado, que eu tinha uma época para acabar. E também me disse para não dar atenção outras coisas que não fosse o que se passava no terreno de jogo”, revelou.

Fonte da imagem de capa: Twitter @Foot01_com

Alexandre Dionisio

Desde pequeno fui levado ao mundo do futebol, inicialmente enquanto júnior no Ginásio Clube de Alcobaça, clube da minha cidade, e agora mais velho enquanto espetador assíduo do mágico desporto que tanto nos emociona. Com uma licenciatura em Ciências da Comunicação na bagagem e um mestrado em Jornalismo em curso, acompanho cada jogo com a máxima emoção. Que isso nunca mude.