Destaques individuais do Europeu Sub-21

O Europeu sub-21 é o último torneio de formação a nível europeu e o passo final para muitos jogadores antes de serem chamados à seleção principal dos seus países. Muitos jogadores já conhecidos do grande público mostram a sua qualidade e outros, geralmente mais desconhecidos e que atuam em campeonatos periféricos, mostram-se pela primeira vez em grande palco. Mas quem foram os principais destaques da fase de grupos do Euro sub-21?

Países Baixos: Cody Gakpo

Numa seleção holandesa algo irregular o talentoso extremo do PSV destacou-se. Após começar a primeira partida no banco de suplentes, Cody Gakpo foi essencial no torneio e, a cada jogo que passou registou exibições em qualidade crescente. Dono de uma grande capacidade de drible e de uma velocidade estonteante (muitas vezes combinadas), Gakpo por várias vezes conseguiu desequilibrar a equipa adversário. Na vitória contra a Hungria foi o melhor em campo e esse jogo foi o expoente de toda a qualidade do jovem com apenas 21 anos: dois golos, uma assistência, um penalti ganho e bastantes pormenores de qualidade. Schuurs foi também importante para a seleção dos Países Baixos e Kluivert continua a encontrar na seleção um porto seguro onde se consegue destacar.

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Alemanha: Arne Maier

O médio de 22 anos que atua no Arminia Bielefeld foi um dos melhores jogadores da seleção Alemanha no torneio. Embora a equipa alemã não tenha convencido, Maier destacou-se pela capacidade de fazer a seleção progredir metros em campo quer conduzindo a bola quer através do passe. Nos três jogos teve exibições de nível positivo, e a regularidade exibicional foi importante para o apuramento da Alemanha. Vagnoman, Raum, Baku e Nmecha foram outros jogadores com apontamentos interessantes.

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Roménia: Alexandru Matan

A Roménia foi uma das seleções mais interessantes de acompanhar neste torneio, conseguindo mesmo intrometer-se na luta pelo apuramento. E se esteve tão perto de garantir um lugar na próxima fase, muita da responsabilidade esteve em Matan. O extremo do Columbus Crew é o jogador mais talentoso da seleção romena e era o principal elemento desequilibrador da equipa romena, sendo também o único escape nos momentos de maior dificuldade. Normalmente atuando a partir de terrenos mais interiores, mas também começando da esquerda para o centro, o jogador de 21 anos demonstrou enorme qualidade a trabalhar a bola em pouco espaço e no drible. Marcou um golaço contra a Hungria, golo esse que é o expoente da capacidade do romeno: partindo da esquerda para o meio, driblou vários jogadores húngaros antes de rematar em jeito para o poste mais distante. O guarda-redes Vlad foi também fundamental a equipa romeno que contou ainda com Boboc e Ciobanu (ambos a jogar no corredor esquerdo, tal como Matan) a um nível elevado.

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Espanha: Manu García

A seleção espanhola é um dos pesos pesados do Europeu sub-21, e neste ano não parece ser diferente. Demonstrou ao longo da frase de grupos bastante qualidade e uma enorme capacidade para controlar as partidas. Para tal controlo o meio campo foi fundamental e Manu García foi dos jogadores que se exibiu a melhor nível. Após uma bela entrada vindo do banco no jogo inaugural, o médio do Sporting Gijón demonstrou bastante qualidade a organizar o jogo, a ditar o ritmo da partida e a encontrar passes de rutura. Tal qualidade foi reconhecida e nos dois outros jogos o médio de 23 anos foi titular e um dos melhores em campo, registando no acumular das três partidas dois passes para golo. Os outros destaques na seleção espanhola foram também no meio campo: Zubimendi e Villar. A qualidade no setor pode ser resumida numa frase: Puig jogou apenas oito minutos.

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Itália: Marco Carnesecchi

O bom registo defensivo foi um dos pontos positivos da seleção italiana ao longo do torneio. “As grandes defesas começam com um grande guarda-redes” é um clichê, mas esta seleção italiana provou mais uma vez a veracidade desta afirmação. Carnesecchi sofreu apenas um golo nos três jogos e registou oito defesas, muitas delas com um grau elevado de dificuldade. Numa seleção com claras dificuldades na organização de jogo o guardião emprestado pela Atalanta ao Cremonese encontrou espaço para brilhar. Del Prato foi outro dos destaques numa seleção italiana cujos três jogadores com mais expectativas associadas foram expulsos: Tonali no primeiro jogo e Rovella e Scamacca no segundo.

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República Checa: Ladislav Krejci

Habituado a jogar como médio defensivo no Sparta Praga, o jovem checo jogou o torneio como defesa central. No entanto, nem a mudança de posição o impediu de mostrar toda a qualidade que tem. Com bastante qualidade na construção de jogo e com grande leitura e antecipação da partida o central de 21 anos foi o destaque da seleção checa. Importa também destacar a importância da voz de Krejci para a equipa checa, razão pela qual é o capitão da seleção. Karabec é outro nome (ainda bastante jovem) a ter em conta e a acompanhar.

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Dinamarca: Mads Bech

A Dinamarca é a principal surpresa do Europeu sub-21. Num grupo difícil conseguiu três vitórias e um total de zero golos sofridos. A estabilidade defensiva foi um dos pontos de destaque dos dinamarqueses durante a fase de grupos e Nelsson e Bech formaram uma dupla muito coesa. Bech atua no Brentford e é o central pela esquerda. Muito participativo na construção, Bech Sorensen realizou grandes partidas, tanto no capítulo defensivo, cortando bolas e reduzindo os espaços disponíveis para os atacantes adversários, como no capítulo ofensivo, organizando o jogo desde trás, quase sempre de forma bastante criteriosa. Pelo caminho houve também tempo para um golo. Isaksen, Andersen, Hjulmand e Dreyer foram outros destaques da equipa da Dinamarca, uma seleção bastante agradável de acompanhar.

Fonte da imagem: Twitter @ScoutedFtbl

França: Jules Koundé

A França era (e ainda é) por muitos considerada a seleção favorita à conquista do Europeu sub-21, fruto da qualidade de talentos individuais como Fofana, Guendouzi ou Camavinga. Ainda que não tenha demonstrado todo o potencial exibicional que muitos esperavam a França fez uma fase de grupos tranquila e teve em Koundé um dos responsáveis pelos bons jogos. O jovem central do Sevilla vem-se destacando na La Liga e manteve o grande exibicional apresentado esta época. Rápido e ágil, foram várias as vezes progrediu vários metros com a bola nos pés, estabelecendo-se no meio campo adversário como se de um médio se tratasse. No capítulo defensivo também não descurou sendo muito importante a evitar bolas nas costas da defesa, acumulando bastantes interceções. É um jogador com nível para voos maiores, mas enfrenta concorrência pesada por um lugar na convocatória de Didier Deschamps. Édouard e Truffert foram outros destaques da seleção francesa na fase de grupos.

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Rússia: Fedor Chalov

Fedor Chalov é, com apenas 22 anos um jogador importante no CSKA. Na seleção sub-21 é o jogador mais diferenciado e com melhores atributos. No primeiro jogo do torneio marcou um hat-trick na primeira parte e na segunda ainda deu uma assistência. A veia goleadora e elevada compreensão do jogo são alguns dos atributos que fazem de Chalov um ponta de lança bastante completo. Com boa capacidade de aproveitamento de espaços é um jogador participativo no processo ofensivo, tendo capacidade para recuar para abrir linhas de passe, arrastar defesas e organizar o jogo de costas para a baliza. O jogo contra a França é o exemplo perfeito da influência do jogador russo na sua seleção, influência esta que vai muito para além dos golos. Tiknizyan, Oblyakov e Glebov são outros jogadores que tiveram boas participações na fase de grupos.

Fonte da imagem: Twitter @premierliga_en

Portugal: Vitinha

É difícil destacar apenas um jogador na seleção das quinas. Defensivamente a equipa esteve irrepreensível e ofensivamente controlou todas as partidas. No entanto, a haver um jogador em evidência nos três jogos, esse jogador é Vitinha. Foi o único médio que começou todas as partidas como titular e o seu impacto em todos os jogos é sensacional. Com liberdade de deslocação no corredor central, Vítor Ferreira é um jogador que trata a bola por “tu” e à enorme qualidade técnica alia uma grande compreensão do jogo. O médio que atua no Wolverhampton por empréstimo do Porto foi pilar também na transição defensiva, acumulando diversos roubos de bola e efetuando bem a pressão. É um jogador cuja influência vai muito além das estatísticas, mas estas são também muito positivas: 100 toques na bola por jogo, 93% de eficácia no capítulo do passe e uma assistência por exemplo. Diogo Leite, Diogo Queirós, Bragança, Fábio Vieira, Trincão e Dany Mota foram outros jogadores portugueses com belas exibições.

Fonte da imagem: Twitter @vitinha

Croácia: Luka Ivanusec

A Croácia foi nos três jogos uma equipa instável e sem grande capacidade para dominar partidas. Neste cenário destacou-se Ivanusec. O extremo esquerdo do Dinamo Zagreb fez uma grande fase de grupos. Foi sempre a principal arma croata para sair em transições e mostrou uma enorme capacidade em desequilibrar, em tirar defesas do lance e, consequentemente arranjar espaço para os colegas. Marcou também um golo. Majer é um dos jogadores com mais qualidade na seleção croata, mas teve poucos minutos em campo. Bradaric e Moro foram outros destaques.

Fonte da imagem: Twitter @ScoutedFtbl

Suíça: Bastien Toma

É indubitavelmente uma das figuras maiores da fase de grupos do Euro Sub-21. O talentoso médio do Genk espalhou magia em campo cada vez que pegou na bola. Quer a partir da direita, quer a partir da esquerda quer em terrenos mais centrais, Toma mostrou sempre grande critério ao que fazer com a bola. Muito forte no drible, no um contra um, mas sem exagerar neste, com capacidade para arranjar espaço onde este parecia não existir e com uma boa qualidade de passes o médio de 21 anos foi sempre um dos elementos mais perigosos da Suíça. Jankewitz foi também importante, tanto nas tarefas defensivas como na saída para o ataque e Ndoye, Guillemenot e Emeri foram outros destaques helvéticos.

Fonte da imagem: Twitter @Nischal_SP

 

Fonte da imagem de capa: Twitter @UEFAUnder21