Regresso da Premier League com golos, emoção e surpresas

Após a paragem para as seleções o futebol de clubes regressou e com ele a Liga Inglesa com tudo a que um espectador tem direito. Quatro grandes jogos que mostram o porquê de ser uma das melhores ligas do mundo.

À hora de almoço Chelsea e West Brom defrontaram-se em Stamford Bridge. O Chelsea de Tuchel em ascensão desde a chegada do alemão recebeu o aflito West Brom de Sam Allardyce que tenta a todo o custo evitar a despromoção. Os dados estavam lançados, mas nada fazia prever o que se passaria nos 90 minutos.

O Chelsea até saiu na frente quando aos 19 minutos Pulisic marcou na recarga a um livre de Marcos Alonso. O golo saiu contra a corrente de um jogo no qual o Chelsea mostrou fragilidades nunca reveladas desde a chegada de Tuchel: muito espaço entre setores, desconcentrações sucessivas, dificuldades no controlo da profundidade e passividade na reação à perda. Os problemas foram exponenciados quando aos 29 minutos Thiago Silva, de regresso após lesão, foi expulso após ver o segundo amarelo. O West Brom consumou a reviravolta ainda antes do intervalo com dois golos de Matheus Pereira, o melhor em campo. Nota de destaque para duas contrariedades sofridas pelo conjunto forasteiro: aos 24 minutos Ivanovic entrou para o lugar de O’Shea lesionado e aos 37 minutos teve de ser substituído, também por lesão, dando entrada a Callum Robinson.

Foi Robinson que marcou o terceiro golo do West Brom e a surpresa aumentou de tamanho quando aos 68 minutos Diagne, a passe de Matheus Pereira, concluiu uma fantástica jogada da turma de Allardyce. Mason Mount, que entrara no início da segunda parte para o lugar de Pulisic, ainda reduziu para os blues, mas já nos descontos Callum Robinson voltou a marcar (mais uma assistência de Matheus Pereira) e fixou o resultado num escandaloso 2-5.

Derrota pesada para o Chelsea que recebe na quarta-feira o Porto em jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões e que mostrou várias fragilidades que podem ser aproveitadas pelo clube português.

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Durante a tarde foi também possível assistir à vitória do Leeds sobre o Sheffield United. Os blades vêm cada vez mais longe a permanência no principal escalão do futebol inglês enquanto os whites continuam o bom percurso após a subida de divisão na época transata.

A partida teve outro jogador com passagem no Sporting em destaque. Raphinha fez uma boa exibição e assistiu Jack Harrison para o primeiro golo da equipa de Marcelo Bielsa. No término da primeira parte Bem Osborn ainda empatou a partida, mas um autogolo de Jagielka aos 49 minutos devolveu a vantagem na partida à formação do Leeds. O resultado não viria a sofrer alterações e o Leeds confirmou assim a segunda vitória consecutiva na prova.

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No outro jogo da tarde o Manchester City venceu o Leicester e deu mais um passo na caminhada rumo a um título que parece cada vez mais encaminhado para os pupilos de Guardiola.

Rúben Dias foi o único português titular e assitiu dentro de campo a mais uma grande exibição dos citizens. Aos cinco minutos Fernandinho colocou a bola na baliza, mas o golo foi anulado por fora de jogo de Aguero. De Bruyne por duas vezes e Mahrez tiveram grandes oportunidades na primeira parte que terminou com um golo anulado a Vardy por fora de jogo.

Na segunda parte o City quebrou a resistência do Leicester. Aos 58 minutos Benjamin Mendy marcou um belo golo e aos 74 minutos Gabriel Jesus a passe de Kevin De Bruyne marcou o 2-0. Destaque também para a entrada de Ricardo Pereira; já Cancelo e Bernardo Silva não saíram do banco.

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Por fim, no último jogo da noite o Liverpool venceu o Arsenal à boleia de mais uma grande exibição de Diogo Jota.

O jogo ficou marcado por diversas ausências por lesão: o Arsenal não pode contar com David Luiz, Saka, Smith Rowe e Xhaka; já o Liverpool viu-se impedido de utilizar Joe Gomez, Henderson, Matip, Origi e Van Djik.

A primeira parte não teve grandes oportunidades. O Arsenal não mostrou grande capacidade para incomodar a baliza de Alisson durante toda a partida e na primeira parte o Liverpool também não contou com grandes oportunidades. O grande destaque dos primeiros 45 minutos foi mesmo a lesão de Kieran Tierney que foi substituído por Cédric Soares.

Na segunda parte Klopp promoveu a entrada de Diogo Jota. Aos 61 minutos o português entrou para o lugar de Robertson e teve impacto imediato. Aos 64 minutos inaugurou o marcador e a oito minutos do fim bisou na partida. Um regresso em grande de Diogo Jota, que após sofrer uma lesão ainda em 2020 regressou em grande forma, não só na seleção nacional, como também ao serviço do Liverpool. Pelo meio Salah também fez o gosto ao pé. Uma grande vitória dos reds em casa dos gunners. O clube da cidade dos Beatles aproximou-se assim do quarto lugar que dá acesso à Liga dos Campeões. Já o Arsenal vê cada vez mais longe a possibilidade de chegar a competições europeias via Premier League.

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Foi assim um sábado em cheio para os amantes do futebol inglês, numa altura em que a temporada vê o fim cada vez mais perto.

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