Chelsea – FC Porto: Dragão europeu sem a chama da inspiração

Depois da derrota na primeira mão dos quartos-de-final, os guerreiros portistas de Sérgio Conceição voltaram ao mítico Sánchez Pizjuán à procura de um milagre face a um colosso inglês que, desde a chegada de Thomas Tuchel, encontrou uma nova vida na Premier League e na Europa.

A comitiva azul e branca tinha que fazer em solo espanhol o que nunca tinha conseguido fazer na sua história: reverter uma eliminatória europeia após perder por 2-0 na condição de visitado. Para isso, Sérgio Conceição optou por um meio-campo com três elementos, introduzindo Sérgio Oliveira juntamente com Grujic e Uribe. Otávio, Corona e Marega foram os elementos do trio ofensivo, com Taremi a ficar no banco de suplentes.

Logo desde o apito inicial, a equipa portuguesa pressionou alto  e procurou ter mais posse de bola. Os londrinos, por sua vez, resguardavam-se na sua linha defensiva, controlando de forma eficaz e tranquila todas as operações ofensivas do adversário.

De facto, o Porto teve muitas dificuldades em causar oportunidades claras de golo durante todo o jogo. E nas poucas ocasiões em que conseguiu provocar o erro contrário, não teve a eficácia necessária para alimentar a esperança de uma recuperação monumental.

Os casos mais notórios desta falta de veia goleadora foram ambos da autoria de Corona. Primeiro aos 11 minutos, ao permitir o corte para canto de Jorginho após um passe disparatado de Mendy na grande área, e depois aos 33 minutos, em que rematou  muito por cima da baliza.

O Chelsea limitava-se a abrandar o ritmo de jogo, aproveitando o avanço dos jogadores do Porto para causar calafrios em situações de contra-ataque. Aí, valeu a atenção de Pepe e Mbemba para impedir a progressão de Havertz, Pulisic e Mount.

Na segunda parte, era necessário mais agressividade e inspiração no ataque portista. Contudo, o Chelsea defendia de forma competente e até podia por duas vezes ter selado o destino dos portistas na resposta às investidas dos azúis e brancos.

Aos 54, Pulisic sozinho falha o remate no coração da área, a passe de Chillwell. Apenas passados quatro minutos, Mount viu Manafá fazer um grande corte para impedir o golo inaugural.

Desesperado para marcar e com o tempo a esgotar-se, o técnico portista apostou em opções menos conservadoras, fazendo entrar  Nanu, Evanilson, Díaz, Fábio Vieira e Taremi. Acabaria por ser o iraniano a ter o único rasgo de génio do encontro aos 90+4, num golaço de pontapé de bicicleta, que caso estivesse público nas bancadas o deixaria ao rubro.

O Porto procurou mais e até foi superior no decorrer da eliminatória, mas o golo tardio do avançado iraniano não foi o suficiente para superar a experiência e a eficácia de um Chelsea pragmático.

Não obstante, os campeões nacionais saem de cabeça erguida da Champions com uma vitória e o agradecimento de toda uma nação.

 

Fonte da imagem: FC Porto twitter/@FCPorto